Qual é o seu chamado?

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RG 11Rubens Nascimento
Graduado da Escola de Ministros Rhema

É muito comum fazermos uma relação direta ao texto contido no livro de Efésios 4.11-12, apontando quase que imediatamente um dos dons ministeriais como resposta objetiva para essa indagação, ainda mais quando temos uma igreja forte no ensino da Palavra.

É, também, muito comum apontarmos nosso chamado com aquilo que pretendemos desenvolver na nossa vida futura; quem sabe relacionando a uma inclinação empresarial, médica, jurídica, ou, como dissemos, numa atuação em tempo integral no âmbito da igreja, seja local ou em missões, outras.

Porém, ainda que utilizando a frase “Tempo de preparação não é tempo perdido”, geralmente atribuída ao tempo que investimos na dedicação e no estudo da Palavra; nessas linhas eu pretendo complementar a indagação/título destacando o degrau ou estágio atual de nossa vida e as decisões importantes que precisamos tomar no presente, sem deixar as oportunidades passarem desapercebidamente.

A pergunta, nesse caso, nos permite refletir e, quem sabe, aceitar desafios, com vistas a instrumentalização daquilo que temos de verdadeiro, de concreto, da parte do Senhor, para as nossas vidas.

Qual é o seu chamado, para esse tempo?

Note que a parte complementar que foi posta no formato original do questionamento/título já nos remete a pensar e a planejar algo mais imediato e, a receber instruções e ferramentas que poderão e serão extremamente necessárias no tempo futuro.

E isso, posso dizer com conhecimento de causa, quando no início da vida juvenil e ainda naquele estágio da entrega desenfreada (e até inconsequente), movido por um fervor original, porém, hoje percebendo com bastante clareza, sem que aquilo fosse da vontade absoluta de Deus, paralisei (ou quase abandonei) meus estudos… isso tudo pela busca apressada e quase exigente de uma entrada no chamado ministerial, sem a bagagem suficiente e/ou estrutura espiritual necessária, além de, claro, estar tentando adiantar o “relógio” de Deus.

Essa conduta de doação integral, quase às cegas, ainda é uma realidade quando nos deparamos com uma quantidade de jovens dedicados e aplicados nas coisas espirituais (e isso é muito bom), porém completamente negligentes nas tarefas designadas para o hoje, especialmente no que diz respeito ao processo natural de formação do ser humano, através dos estudos e de um espaço no mercado de trabalho.

Jovens atrasados nos seus estudos, paralisados no crescimento curricular, completamente fora de uma vida e experiências profissionais (em qualquer área), néscios em administração pessoal, financeira e relacionamento interpessoal; sem qualquer ambição (no bom sentido), digo, pensamento de crescimento, de superação; fracos em ousadia e incapazes de aceitar e/ou enfrentar desafios.

E essas posturas ainda encontram um laço de aparente “espiritualidade” como forma de blindagem, e, para isso, usam o nome de Deus e expõem o evangelho, no intuito de justificar uma vida quase parada, sem frutos e procurando viver e/ou se alimentar de uma atmosfera ilusória criada por ele mesmo apenas para alimentar sua aventura ou precipitação ministerial.

Não é pecado quando um jovem apresenta seu currículo numa empresa, ou é convidado para uma entrevista de emprego, e, ali, é estimulado a enfrentar situações, procurando ser o sal dessa Terra de modo prático, no meio de tantas tribulações da rotina do dia-a-dia, recebendo seu salário no final do mês, mesmo que pouco, oportunidade na qual vai aprender, praticando, a separar a primeira parte para dedicar ao Senhor, fazer reservas, suprir suas necessidades na dignidade do seu suor, e, ainda, aprender a dividir e ajudar o seu próximo, a amar, ser canal de benção para outros e a exercer a compaixão.

Não é pecado quando um jovem procura também equilibrar sua perspectiva e inclinação espiritual com aquilo que ele pode adquirir de conhecimento nas ciências diversas e assim se projetar em experiências que abrirão oportunidades que somente os diplomas possuem essas chaves. Existem países que a bandeira ministerial não pode garantir o visto de entrada, mas, em muitas vezes, um reconhecimento profissional pode favorecer espaços e permissões de deslocamentos, sem restrições, fazendo com que a Palavra entre em lugares fechados pela via da diligência educacional de alguns.

Na Palavra, e isso de modo aberto, vemos que grandes homens tiveram outras tantas experiências na sua vida, geralmente pessoas amadurecidas e até mesmo com profissões bem definidas.

Moisés e Davi cuidavam de ovelhas…

Paulo construía tendas…

Lucas era médico…

Pedro era pescador…

Enfim, pessoas que possuíam uma ocupação, um meio de vida, e que mesmo a história fazendo registro da importância de cada um deles (e de tantos outros) no contexto da mensagem do Senhor, não perderam tempo e/ou ficaram ociosos. Antes, cada experiência de vida foi igualmente importante no sentido de recepcionar, compreender e transmitir a vontade de Deus, cada um do seu modo peculiar.

Você sabia que pode, também, ser um representante do Senhor atuando, por exemplo, como médico em uma UTI hospitalar? Ou que pode ser um advogado cristão atuante na busca da verdade real e da justiça? Quem sabe ser um grande administrador, capaz de financiar obras sociais e chamados missionários? Ou mesmo um político, atuando em favor da paz e justiça social, defendendo a família e sendo um agente de transformação e de luz, especialmente nesse ambiente?

Qual é o seu talento?

Trazendo à memória o texto contido no livro de Mateus 25.14-30, na Parábola dos Talentos, é preciso que nós tenhamos a compreensão de não perder essas “sementes” (ou aptidões especiais) e que possamos usar a força e o potencial de cada um desses talentos confiados a nós, individualmente, naquilo que o Senhor nos orientar, compreendendo também cada tempo e o momento das coisas.

Por fim, e apenas como informe para avaliação, verificando as oportunidades abertas no tocante ao processo educacional, faço referência a inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2017, aberto ATÉ HOJE, 19 de Maio, na qual o estudante/jovem tem a possibilidade de fazer as provas e se candidatar para uma das vagas nos inúmeros cursos e universidades que utilizam o processo seletivo como critério de aprovação e de acesso ao mundo do ensino superior.

Você já pensou na possibilidade de fazer sua matrícula e crescer equilibradamente, atuando e buscando preparação sem perder oportunidades, e, no tempo devido, estar pronto para atuar naquilo que o Senhor designar, verdadeiramente?

Nenhum tempo de preparação, é tempo perdido; e você, jovem, foi chamado porque é forte, em qualquer ambiente, podendo ser referência de vida e de mudança para outros tantos jovens, os quais poderão ser seu público, suas ovelhas e as pessoas que o Senhor queira alcançar nesse tempo, através de sua vida.

6 COMENTÁRIOS

  1. Tenho 21 anos meu esposo 26 meu filho 5 anos, começamos a namorar cedo quando meu filho tinha 2 anos conhecemos o verbo Mauá – Sp, lá aprendemos muito no Rhema Vila Matilde aprendemos mais ainda, mas deixei meus estudo natural, meu esposo querendo apressar o ministerio dele saiu da empresa em que trabalhava, perdemos carro por nao terminar de pagar perdemos as duas ultimas materias do Rhema, não nos formamos, ele ficou dois anos desempregados porque fechamos os olhos do natural para apressar o sobrenatural. Quando acordamos oravamos liamos livros sobre finanças, declaramos um emprego e esse emprego chegou, 9 meses em uma empresa maravilhosa meu esposo ficou, conseguimos ajuntar dinheiro o suficiente para fazer o que queriamos que era ir morar nos estados unidos, hoje estamos aqui tem 4 e e pouquinho, estado da virginia, Richmond, realizando um sonho. Agora queremos um verbo aqui, Please necessitamos.

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