Quando Ele me fez vivo

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por Thayanna Cunha
(Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema)

“Quando Ele me fez vivo”. Essa frase tem martelado em meu coração há alguns meses, desde que a ouvi em uma conversa informal com um Uber que também era pastor (pois é, Deus não tem mesmo protocolos para nos alcançar). O pastor falava de uma maneira muito intensa de sua vida quando me falou isso. Na verdade, ele fazia uma referência, Efésios 2.1 afirma que: “Ele vos vivificou, estando nós mortos em nossos delitos e pecados”. Quanta verdade!

Existe um lado negativo em fazer parte de uma cultura ocidental cristã, acabamos nos acostumando muito com verdades que deveriam nos libertar, que deveriam incendiar nossos corações.

No geral, nos acostumamos com a mensagem da Cruz e nos acostumamos com a nossa nova realidade cristã, conquistada em nosso novo nascimento: Fomos retirados do Império das trevas e transportado para o Reino de Luz. Nos acostumamos com uma história real que nos diz: “Um homem deu a sua vida por mim”.

Existe uma fala de Paulo escrita em Romanos que me impacta todas as vezes que leio: “Dificilmente morrerá alguém por um justo, embora alguém possa se animar a morrer pelo bom, mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Já ouvi Marcos Honório Júnior explicando essa passagem de forma que gosto muito de repetir sempre que tenho oportunidades: “Morrer por Martin Luther King, Por Madre Teresa, talvez alguém morra, mas Morrer por Hitler, só Jesus de Nazaré!”.

Um homem deu a sua vida por nós, Deus provou o seu amor quando deu o Seu filho por nós! Essas verdades não podem se tornar comum em nossas vidas! Elas têm que nos impactar como nos impactou quando ouvimos a primeira vez e tivemos a nossa vida transformada pelo evangelho.

Se você faz parte desse ministério e, especificamente, de Campina Grande, ou se acompanha os nossos eventos pelo Youtube, você tem visto que a nossa liderança tem se inclinado para voltar aos fundamentos que nos trouxeram para onde estamos e, acredito muito nisso! Devemos manter aquilo que nos colocou aqui, mas voltar aos fundamentos vai muito além de ler os livros do irmão Hagin de novo e ouvir as ministrações do pastor Bud, A proposta do Espírito trazida para nós através da nossa liderança é voltarmos às verdades escritas na Palavra de Deus.

A Bíblia tem que se tornar tão importante para nós hoje, quanto um dia ela já foi no início da nossa carreira cristã, que amávamos ler e aprender com a vida dos homens descritos ali, voltar pra o tempo em que essa palavra separa Alma e Espírito, juntas e medulas. A mensagem da cruz tem que ser mais que real, tem que ser vida! Quero compartilhar com você uma frase que ouvi de pastor Raphael Frota: “Que o retrato do calvário seja como uma foto de grupo, onde a gente se procura e diz: eu estou exatamente aqui.”

A verdade que deve nos mover é a mudança de onde vamos passar a eternidade!

“Quando ele me fez vivo”, não se trata de uma condição física, mas fala de uma condição mais importante ainda, que é a espiritual. Ser feito vivo por Jesus, significa que nossa eternidade foi mudada e o que significa 100 anos de vida aqui na Terra mediante à eternidade do nosso Espírito? Nada! Chegou o tempo de voltarmos às verdades que nos fizeram vivos em Cristo, lembrar de frases que deixaram de nos impactar, porque parecem frases repetidas em cultos dominicais, nos deixar sermos tocados pelo simples, pelo que hoje é considerado comum e que virou tão banal.

“Deus nos fez vivo; fomos salvos pelo sangue de Jesus derramado no calvário; Somos filhos de Deus; Espírito Santo é nosso guia; A Palavra é viva e eficaz; Se crermos e não duvidarmos vai acontecer; Se impormos as mãos os doentes sararão; As pessoas precisam ouvir sobre Jesus; O diabo não tem poder contra nós; Deus conta conosco na grande comissão”, e tantas outras verdades que parecem “batidas” (repetidas demais), precisam invadir novamente o nosso coração e nos tomar de tal forma que, não vamos querer viver abaixo do nível daquilo que cremos.

Lhe incentivo a não perder mais tempo com aquilo que não lhe edifica e, voltar mesmo ao fundamento cristão, que é simples, mas puro. E toda a força de algo ou de alguém está em sua pureza. O evangelho é forte porque é puro e porque é simples, não tem mágica, mistério ou matemática, é a história de Deus, que decidiu resgatar a humanidade de volta para si, pelo o Seu grande amor, através do Seu filho na cruz. Um homem morreu. um homem ressuscitou.  Parecem apenas duas frases, mas estão exatamente aí a resposta e a solução para um mundo órfão e carente de amor. Acredite mais no poder da Palavra!

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