COVID-19 – “A estranha tempestade”

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por Rubens Nascimento (Campina Grande-PB)
*Graduado da Escola de Ministros Rhema

Temos vivido tempos estranhos, alta pressão e um sentimento de impotência que abraçou o globo.

Desde o fim de 2019, o mundo começou a perceber a formação de uma grande tempestade, a qual, escurecendo os céus, foi tomando corpo, se elevando no horizonte e atingindo a todos. E, impiedosamente, ceifado vidas e deixado outras tantas, milhares, milhões, apavoradas, depressivas e em pânico total.

Nosso pequeno “barco brasileiro” estava atravessando de um lado para o outro, saindo de uma crise institucional, política, administrativa, ainda se recuperando das ondas de corrupção e do peso do arrasto das grandes âncoras da burocracia e da grande carga tributária; parecia encontrar um novo rumo, visualizar uma nova paisagem, um mar se transformando em calmaria, com caminhos para o crescimento econômico, retorno e oferta de empregos, desenvolvimento e justiça social.

Pois bem! O tempo mudou.

Fomos alcançados por uma “estranha tempestade”, algo novo, repentino e muito agressivo.

Esse grande desafio, que vem colocando em crise a política de saúde de todas as nações, ganhou o nome de COVID-19, uma doença infecciosa que nunca havia sido identificada em humanos. O dano causado e proposto por esse vírus, além das vias ameaçadoras na saúde de pessoas “imuno vulneráveis”, principalmente idosos e/ou pessoas com doenças crônicas, atinge também a todos no que se refere aos graves reflexos econômicos, bem como a falta de recursos e aumento no índice de desemprego e, provavelmente, da ocorrência de crimes, pela escassez de alimentos e oportunidades.

E assim, de um momento para o outro, nosso barco/país foi atingido por essa onda gigante.

Essa descrição em muito se assemelha aos textos bíblicos contidos em Mateus 8.23-27; Marcos 4.35-38 e Lucas 8.22-25, todos fazendo referência a uma grande tempestade sofrida pelos discípulos, numa certa travessia.

Para esse tempo, é preciso abstrair da experiência e relato bíblico, algo que possamos fazer para reagir e superar essa tempestade da infecção globalizada.

Segundo o texto contido no livro de Marcos 4.35-40, Jesus certa vez estava com os discípulos, quando, ao cair da tarde, decidiu ir para o outro lado do mar. Eles (os discípulos) entraram no barco em que Jesus estava e outros barcos foram atrás deles também. De repente, uma tempestade violenta os envolveu. As ondas invadiam a embarcação, ameaçando afundá-la, enquanto Jesus, com a cabeça sobre um travesseiro, dormia na popa do barco. Os discípulos o acordaram, implorando, gritando: “Mestre, não vais fazer nada? Nós vamos morrer!”. Jesus então acordou e ordenou ao vento que se acalmasse. Ele disse ao mar: “Quieto! Sossegue!”. No mesmo momento o vento virou brisa e o mar ficou em plena calmaria. Jesus então repreendeu os discípulos, dizendo: “Por que tanto medo? Vocês não têm fé?

Essa experiência fala muito para nós no contexto dessa atual tempestade contaminante. A estranha tempestade chegou, invadiu as nações e está ameaçando afundar o sistema de saúde, a economia de todos e ceifar milhares/milhões de vidas.

E o que faremos? Onde está Jesus? Ele não vai fazer nada? O que pode ser feito para nos salvar?

No relato bíblico, Jesus, que dormia e descansava mesmo que numa situação de grande pânico, restabeleceu a ordem e a calmaria, determinando assim através de um comando em fé… e assim foi feito.

Fé é a ferramenta da atuação de Deus, é o que aciona o milagre e o que materializa o socorro.

No livro de Mateus 17.20, diz que a fé é capaz de transportar montanhas.

Na experiência contida em Marcos 4.35-40, Jesus, após ter afastado todo o perigo, repreendeu os seus discípulos, questionando a razão de tanto medo e se eles não tinham fé, mesmo andando diariamente com Ele, sendo testemunhas vivas de todas as manifestações milagrosas e ensinamentos de Jesus.

Repreender significa “censurar, advertir com veemência, admoestar energicamente”.

É possível, portanto, perceber que os discípulos deveriam ter permanecido calmos, confiantes e, em fé, igualmente terem tomado a iniciativa de ordenar que a ventania se acalmasse.

Ora, se a intenção de Jesus era atravessar o mar, continuando o seu périplo missionário, é muito claro que nenhuma tempestade seria capaz de interromper o seu intento, tanto é que Ele, em seu estado pleno, apenas dormia, descansava, consciente de sua iminente chegada ao destino planejado.

Para os dias de hoje, tendo Jesus cumprido sua missão, nós, os seus discípulos, precisamos demonstrar que aprendemos suas lições e que somos capazes de reagir confiantes, em fé, na autoridade que Ele nos deu.

Aquele que é possuidor de autoridade, via de regra, não relaciona a sua pessoa física ao poder que representa. Antes, mesmo sendo pessoa física, quando fala determina algo usando a sua autoridade, não representando a si mesma, antes sempre embasada na força e no poder daquilo que ela representa. Nesse sentido, a autoridade que possuímos não nos faz pessoas físicas poderosas em nós mesmos, quando ainda estamos em crescimento e, de certa forma, caminhando para a perfeição.

Nossa autoridade está atrelada ao sangue de Jesus, nosso Senhor e Salvador, e, assim, aquilo que nós declaramos em fé, de acordo com a Sua Palavra, tem o Seu Poder e a Sua Força.

Portanto, para fazer cessar essa tempestade que tem assolado as nações, precisamos focar nossa atenção na promessa e na certeza que vem do alto, nossa proteção e nossa segurança. Não precisamos ficar aflitos, temerosos, tentando tirar a água do barco usando nossa própria força e habilidade, pois dessa forma, confiando no braço de nossas imperfeições, afundaremos e pereceremos.

A instrução foi a de não ficar tímido, com medo, clamando por ajuda…

Temos fé em Deus? Vamos nos levantar em unidade, falando em uma só voz, na voz e no comando da fé, repreendendo essa tempestade, mandando que se aquiete, que diminua, que desapareça.

Como disse Scott Webb, no livro “Agarrando o Espírito da Fé”, p. 119, “Fomos comissionados por Jesus para fazer a diferença em todos os lugares. Temos uma responsabilidade divina de usar a autoridade que Ele nos deu em benefício de outros e de nós mesmos. Portanto, não devemos ficar de mãos atadas e ver as coisas irem de mal a pior e não fazer nada”.

E é nessa autoridade e fé em Deus, que repreendemos esse vírus e cancelamos os seus efeitos na humanidade. Determinamos o fim dessa escalada do mal, ao tempo que também determinamos que o medo, a depressão e o pânico social cesse, encerre.

Declaramos boas novas, cura divina para os infectados e uma recuperação sobrenatural. Declaramos e também cremos, em sabedoria divina, para os homens da ciência apontarem soluções eficazes e vacinas que possam ter resultados surpreendentes. Em fé já visualizamos o restabelecimento de todas as coisas, o fim do período de quarentena e a volta da rotina produtiva de nosso país e do mundo.

Repreendemos qualquer mal econômico e sua pobreza decorrente, cessando também o sofrimento da fome, da falta e do desemprego. E, por fim, nos regozijamos em Deus, nosso provedor, Pai zeloso e nossa segurança, pelas bênçãos derramadas sobre todos nós, no nome do seu Filho Jesus, nosso Senhor e Salvador. Amém!

4 COMENTÁRIOS

  1. Reflexão muito precisa para momento. Estou calma diante da minha fé. Mesmo sabendo que toda fé do mundo se torna pequena diante da grandeza do nosso PAI, me sinto privilegiada por tê-lo dentro de mim como grande protetor do mundo e acreditando que tudo vai PASSAR. Eu creio e espero com Ele esta tempestade se acalmar.

  2. Bela reflexao para o momento. Se somos filhos de Deus e estamos confiantes na sua SOBERANIA a fé nos faz crer que tudo vai PASSAR. Apesar de tudo estou calma e confiante. Tenho um DEUS vivo dentro de mim.

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