Sal e luz nesta geração

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por Lenise Freitas (Rio de Janeiro-RJ)
*Graduada da Escola de Ministros Rhema e líder do Ministério Graça e Verdade

“E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas” (Marcos 6.34).

Tenho pedido a Deus continuamente o espírito de sabedoria e revelação.

A última das  carta às igrejas em Apocalipse, a carta à Laodiceia traz o conselho de ungir os olhos com um colírio para que a visão possa ser restaurada.

Esta também tem sido minha oração “um novo olhar”. Não por coincidência o título do meu último livro foi justamente “Um novo olhar sobre a formação da sexualidade”.

Davi serviu ao Senhor segundo o propósito de Deus para sua geração. Quando fui a primeira vez a Israel tinha a expectativa de ver muitas referências à Moisés, mas foi Davi que vi ser mais celebrado a ponto de, além da “Cidade de Davi”, o seu túmulo ter uma longa fila de pessoas para vê-lo coberto com uma bandeira, como se estivesse ainda sendo velado.

A Rainha Ester, foi muito mais que uma “rainha da Inglaterra” quando entendeu seu propósito, que tinha sido levantada para “um tempo como esse”.

Creio também que se nascemos neste tempo, nesta geração, temos um propósito específico  e todo propósito é acompanhado de uma Graça.

Somos chamados para ser sal e luz desta terra. Eu não quero passar por esta vida sem dar sabor, sem iluminar. Não quero passar por esta vida vendendo areia no deserto, ainda que muitos possam comprar. Quero trazer a memória aquilo que dá esperança.

John Stott escreveu: Não deveríamos perguntar: “O que há de errado com o mundo?”, porque o diagnóstico já foi dado. Devíamos perguntar: “O que aconteceu com o sal e a luz?”.

Deve existir dentro de nós o mesmo sentimento em Cristo Jesus. Quando Jesus olhava para as multidões Ele se compadecia. Jesus conseguia perceber as necessidades. Muitas vezes nada pode fazer por causa da incredulidade do povo, mas Ele chamava para si uma responsabilidade: a de ser o pastor e ensinar aqueles que estavam como ovelhas perdidas.

Recentemente, assisti o Musical Rua Azuza, da Cia Jeová Nissi. O musical conta a história de William Seymor e do avivamento da Rua Azuza por um novo olhar, destacando o cenário de segregação que perdurava pós abolição dos escravos. Abolição que custou a própria vida do Presidente Abraham Lincoln, considerado por muitos o presidente mais relevante da história dos Estados Unidos.

William Seymor se destaca, neste cenário, como alguém que enxergava verdades do Evangelho, que tinha revelação e cria em coisas que pouquíssimas pessoas ainda acreditavam, como o batismo do Espírito Santo e a unidade da igreja sem acepção de brancos ou negros.

Quando nadando contra corrente, Seymor reúne no mesmo lugar brancos e negros para juntos buscarem a presença de Deus, e este fato era tão inusitado a ponto de virar manchete de jornais “Brancos e Negros orando juntos no mesmo lugar”, o avivamento veio e abalou o mundo todo.

Hoje nos perguntamos como aquela geração podia achar normal que brancos estivessem sentados nas igrejas ouvindo a Palavra e negros tivessem que ouvir somente do lado de fora da porta ou da janela !? Como poderiam ler a Bíblia e não perceber o princípio  do Batismo do Espírito Santo?

Mas olhando para o futuro, o que as próximas gerações poderão dizer de nós? O que podemos não estar enxergando no Evangelho? Que revelação nos falta? Porque um avivamento incontestável como o da Rua Azuza não aconteceu ainda em nossa geração?

Será que estamos sendo impedimento? Será que estamos travando a porta? Não deixando o outro entrar?

Não quero ser como os religiosos que crucificaram Jesus e levaram à multidão a odiá-lo com mentiras. Mas como aquelas mulheres que viram a Jesus primeiro, e anunciaram aos outros sua ressurreição.

Abra os olhos do meu coração Senhor! Me mostre sua vontade para mim! Dá-me unção dobrada do seu espirito. Unção que amava as pessoas e que somente um olhar já transformava a vida. Que olhar era esse tão cheio de compaixão, que expunha pecados sem constranger se não ao arrependimento?

Me ajude a cumprir o seu propósito para mim nesta geração.

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