Santos como Deus – PARTE 01

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por Godofredo Couto (Campina Grande-PB)
*Graduado na Escola de Ministros Rhema

Sempre busquei viver uma vida pura e reta. Já fui até chamado de santarrão por uma pessoa que, descobri depois, vivia na prática do adultério. Entendi que o seu distanciamento do pecado faz com que as pessoas percebam mais a própria vida pecaminosa. Isso incomoda e torna você um antipático. Às vezes, eu tenho a rápida sensação de parecer ser o errado da história. Que doido!

Vou falar, em duas partes, de um assunto um tanto quanto incômodo para muitos cristãos: SANTIDADE. Na verdade, a santidade incomoda muita gente. Deveria ser o contrário. A santidade deveria ser bem recebida e valorizada. Se todos os cristãos buscassem ter uma vida reta, pura e santa diante de Deus e dos homens, o Evangelho já teria se expandido muito mais.

Uma coisa é certa. A Bíblia diz que o cristão deve ser santo e pronto. Simples e radical assim mesmo.

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (I Pedro 1.15,16).

Santidade é a qualidade de quem é santo. E o que é ser SANTO? A palavra santo, na Bíblia, vem do hebraico “kadosh”, que significa consagrado, separado. Quando se refere a uma pessoa, diz-se que é alguém que foi separado das coisas mundanas ou profanas. E isso não tem nada a ver com os santos católicos. Qualquer pessoa que se entrega a Deus, na Bíblia, passa a ser chamada de santo, pois não pratica (ou não deveria) os pecados que os afastam de Deus.

O que muita gente não consegue entender é como os cristãos são considerados santos e cometem pecados. A Bíblia também explica isso. Uma vez que foram salvos por Jesus, os cristãos não se tornam perfeitos apenas por entregarem suas vidas a Ele. O espírito nasceu de novo, mas a alma e o corpo não. A alma começa o processo de santificação a partir da conversão e o corpo, esse nunca vai se converter até que seja transformado após a morte ou com a volta de Jesus. Em outras palavras, o espírito do novo convertido foi recriado, a alma (que inclui a mente) iniciou seu crescimento e o corpo (carne) não muda, mas pode ser dominada pelo espírito, com a ajuda do Espírito de Deus. Veja o que diz Paulo sobre isso:

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

Ele estava falando com pessoas já salvas. Então, o processo da renovação do entendimento (mente) é um processo. Para isso acontecer, precisamos não ser conformados (tomar a forma) com o mundo. Mas devemos absorver a vontade de Deus e seus valores, que são, geralmente, contrários aos ensinados pelo mundo. João foi ainda mais direto, ao dizer:

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (I João 2.15,16).

Concupiscências são os prazeres e desejos carnais, contrários à pureza divina. A nossa carne, naturalmente, é inclinada a praticar as coisas que alimentam esses desejos. Ser santo é permanecer separado dessas práticas carnais, que são opostas à nova natureza espiritual dos filhos de Deus. Certo. Mas, e os pecados que os crentes ainda cometem não fazem com que percam a santidade?

Na segunda e última parte dessa reflexão, falaremos sobre aqueles que vivem na prática do pecado e porque o crente ainda peca!

Aguarde!

 

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