Mais um olhar sobre a prova do ENEM

Postado em
0
927

por Lenise Freitas
(Líder do Ministério Graça e Verdade e membro da Igreja Verbo da Vida em Pedra de Guaratiba-RJ)

Existe um vídeo de uma yotuber circulando nas redes sociais, comentando uma questão do ENEM, que usa como exemplo um texto com gírias gays.

Gostaria de fazer alguns esclarecimentos:
Para responder a questão não era necessário entender de pornografia, homossexualidade, nada disso.

O que havia na questão era um exemplo com gírias de um grupo específico, que poderia ser qualquer grupo, como nerds, advogados, nordestinos, evangélicos.
A questão apenas pedia para que o candidato identificasse o que faz com que expressões informais se tornem dialeto. No caso, a resposta era o registro em um dicionário.

Não era necessário entender o texto para responder a questão!

O texto também não citava o acessório de travestis “aquenda”, mas “acuenda” , que o próprio texto traduz como “conheça”.

A tradução correta do texto seria:

Acuenda o pajubá.
Conheça o dialeto de travestis

Nhai amapô!
Ei mulher!

Não faça a loka e pague meu acué.
Não se faça de maluca, (desentendida) e pague meu dinheiro.

Deixe de equê ,
Deixe de mentira

se não eu puxo teu picumã.
se não eu puxo te cabelo”

Apenas isso!

Exagerado? Dentro de uma prova com varias outras menções a cultura LGBT , pode ser sim considerada uma propaganda LGBT exagerada e desnecessária.
Mas se as tempestades estão aí, nossas casas devem estar firmes sobre a rocha. Cada um julgue a questão. Mas julgue sabendo de fato o que o texto e a questão estavam dizendo!

Não devemos compartilhar fake news. Além de anti-cristão, é crime e podemos ser responsabilizados.

Penso que, com certeza, a intenção da questão era propaganda LGBT, trazer visibilidade ao movimento.

Mas o texto, que é um tipo de diálogo recorrente entre as travestis, deixa evidente o tipo de vida que levam. Onde há mentiras, pouca amizade, muitos conflitos, desonestidade, violência…

Puxar o picumã (cabelo) nesse caso, não é só puxar o cabelo como estamos acostumados, mas arrancar a peruca ou megahair, deixar careca, exposta, que é algo muito vergonhoso.

Talvez de forma inconsciente, exista um grito de socorro ali. “Ei vejam a nossa situação, olhem pra gente, nos ajudem”, só ouvidos treinados pela graça podem ouvir.

Sempre falo que para respondermos com mansidão e temor a razão da esperança que há em nós, precisamos ouvir e entender as perguntas! Dialogar com aqueles que queremos alcançar. Quando um missionário se dispõe a alcançar um grupo, não se esforça para entender a linguagem e cultura nativa?

Nunca me esqueço onde eu poderia estar se não fosse a Graça! Embora eu nunca tenha vivido a homossexualidade. Talvez eu nem mesmo estivesse viva hoje.

Como escreveu recentemente meu Pastor Edimilson Nunes

“o orgulho nos faz pensar que nosso pecado era menor!”

Mas amor de Deus que nos transportou para uma nova vida está disponível para todas as pessoas. Eu resolvi ser canal desse amor.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA