Um passo atrás nem sempre é retrocesso

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por Sarah Cabral (Campina Grande-PB)
*Aluna da Escola de Ministros Rhema

A noção que, ao longo dos anos, fomos atribuindo a respeito do termo “perder” ou “retroceder” tornou-nos  enrijecidos quando o assunto é abrir mão, declinar, voltar, desapossar-se. Encaramos qualquer um desses termos como um fracasso, como um dano e estamos vivendo apossados de dores desnecessárias, por causa da ótica errada sobre perder. 

“Porquanto quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrará a verdadeira vida” (Mateus 16.25)

Já se ouviu falar bastante o quanto a Bíblia é paradoxal, isto é, declarações verdadeiras mas que contradizem a lógica. Em toda a escritura encontramos textos que confrontam a lógica e o que a realidade aponta como verdade, como ganho. Nessa passagem de Mateus notamos, claramente, que só temos a vida quando decidimos perdê-la e, ainda no versículo anterior (v.24), Jesus diz: Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me acompanhe” . Logo, tendo a cruz como o simbolismo da morte, Jesus estava afirmando – da maneira mais simples possível – que uma vida para Ele e nEle precisa haver morte, morte para si mesmo, para o ego, para as próprias escolhas e para as próprias vontades. Certamente, isso nos exigirá “perdas”, perdas carregadas de ganhos, passos para trás que nos projetarão para frente, renúncias e atos de abrir mão que nos salvará mais do que qualquer outra tentativa lógica de viver.

Alguém disse certa vez: “Caso esteja à beira de um precipício, você se salvará dando um passo para trás ou um para frente?” que entendamos que nem sempre um passo para trás é retrocesso e que encontremos a celebração que há em certos “retroceder” e em certas “perdas”. Esse novo sentido de saber perder nos trará uma consciência sobre cristianismo e viveremos morrendo para nós mesmos e nos aproximando, cada vez mais, da perfeita varonilidade, vivendo conforme fomos criados para ser, filhos de Deus, destituindo-se da carnalidade humana e assumindo a vida de Deus em nós.

Isso não é sobre todas as perdas, mas naquelas que percebemos que habita ganho e naquelas que entendemos que é sabedoria decidir, dar passos pra trás ou recalcular a rota, tendo em vista viver com o coração encaixado nas instruções de vida que a palavra de Deus nos direciona.

“Porque, se viverdes de acordo com a carne, certamente morrereis; no entanto, se pelo Espírito fizerdes morrer os atos do corpo, vivereis” (Romanos 8.13)

Que encontremos alegria e celebração nas perdas que nos trarão projeção, para nossa convocação divina, e nos colocarão no estilo de vida que agrada o coração de Deus.

4 COMENTÁRIOS

  1. Autora inteligente, não porque seja a minha sobrinha, mas porque esta palavra caiu sobre minha vida e decisões que preciso tomar, e como já ouço Deus falar comigo, esta foi mais determinante ainda, para nós que somos seus tios. Que assim seja para todos que tiverem a oportunidade de ler esta palavra. Amém!

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