Vida e missões

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10561746_10201880250602619_7813944309800734087_nVilma Souza

Graduada da Escola de Ministros

Você abriu mão da sua vida para servir a Deus?

“Contudo, nem por um momento considero a minha vida como valioso tesouro para mim mesmo, contanto que possa completar a missão e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.“ (Atos 20:24)

Quando alguém é separado para o ministério pastoral, você já ouviu alguém dizer ou você mesmo já disse: “Eita, o bichinho! Não vá, não. Fique aqui na igreja mesmo. Você vai sofrer tanto…” Já? Acredito que não. O que geralmente vemos são muitas curtidas nas redes sociais, votos de parabéns, felicitações, uma alegria generalizada toma conta de todos e nos sentimos muito honrados quando um irmão é levantado. Não é assim?

E por que quando uma pessoa vai para o campo missionário é considerada como alguém que “abriu mão da sua vida para servir ao Senhor?” (em tom quase fúnebre). Abriu mão de quê? Da vida? Que vida? Ouvir esta frase me causa um mix de sentimentos: estranheza, indignação e pena pela falta de conhecimento do que é a vida de um verdadeiro missionário. Essa frase pode até soar bonitinha e ter aparência de piedade, mas o missionário NÃO abre mão de sua vida, porque, para o verdadeiro missionário, A MISSÃO É A SUA VIDA.

Você já ouviu Simon Potter falando sobre MISSÕES? Ao longo de 14 anos, prazerosamente ouvindo-o, eu nunca o vi reclamando dos povos ou dos lugares para onde Deus o tem levado. E você acha que não acontecem coisas desagradáveis? O Pr. Marcos Honório recentemente compartilhando experiências missionárias deixou-nos encantados com sua paixão pelos povos latinos, nos estimulou a ampliarmos a visão e irmos fazer o que Deus nos chamou, no lugar que temos em nossos corações.

Todos concordamos que Deus é bom, certo? Mas parece que Ele se torna “menos bom” (pra não dizer ruim) para aqueles que tem missões no coração, afinal, foi Ele mesmo que colocou o chamado em cada um de nós. Mas, a considerar o discurso de alguns, seria um caso seriíssimo de acepção. Aos que Ele gostasse mais, chamaria para o pastoreio, aos que não, “ah! vá para missões mesmo”.

Não, certamente Deus não é assim. Mas muitas pessoas que se dizem filhos NÃO demonstram ter a mesma natureza Dele quando consideram que o missionário tem que sofrer mesmo, tem que apenas limpar o chão da igreja ou cuidar dos seus filhos em troca de uma “ofertinha” qualquer e não por um pagamento justo, “porque são missionários”.

Mas Deus é tão bom que nos confiou um ministério TÃO HONROSO QUANTO ser pastor-presidente de uma igreja, diretor de um Rhema ou supervisor ministerial. Precisamos entender que NÃO SOMOS NÓS, é Deus alcançando o povo ATRAVÉS de nós. Fazemos parte do mesmo Corpo, o de Cristo. Missões não é peso, não é sofrimento, não é punição, nem castigo, MISSÕES É CHAMADO tanto quanto os outros.

Ninguém abre mão da vida por isso, pelo contrário, você vai viver a vida que Deus chamou para viver e ponto. Não dizemos que “o melhor lugar do mundo é o centro da vontade de Deus?” E é mesmo. Cada um é feliz fazendo, exatamente, o que foi chamado pra fazer. Cada um calçando o seu sapato.

Existe um sofrimento no “IDE”? A resposta é SIM. Mas também existe um sofrimento em ficar. Alguns nunca irão, mas vão sofrer aqui as mesmas tribulações dos que foram. A vida apresenta altos e baixos para ambos. Ou será que aqui no Brasil você nunca passou por apertos, doenças, perseguições e faltas?

E não é difícil perceber como a vida da maioria dos missionários melhorou depois que partiram para missões. Alguns deles, se tivessem ficado seriam apenas “mais um no meio da multidão”. Alguns até vivem melhor lá do que viveriam aqui. E muito disso, sabe por quê? Porque não é o lugar geográfico. Seja no Iraque, no Alaska ou no Canadá, é no lugar da obediência que o Senhor ordena a benção. Para o missionário o seu chamado não é peso, é prazer. Pergunta se eles querem voltar… rsrs

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