JulianaToledo_ (7 of 24)Meu nome é Juliane Lucena, tenho 30 anos. Eu nasci em Recife, morei lá um tempo (a primeira parte da minha vida). Sempre gostei de brincar, cresci com meu irmão mais novo que eu quatro anos e um primo meu que tinha a minha idade.

JulianaToledo_ (18 of 24)Lembro que brincávamos na infância e sempre inventava alguma coisa para brincar. Quando eu tinha uns 10 anos, viemos morar em Olinda, vai fazer 20 anos que estamos na mesma casa, lá é como um sítio, então, na infância, brincadeira era o que não faltava. Construíamos casa na árvore, casa de palha, puxávamos carro de mão e enchíamos de frutas para sair vendendo e ganhar o dinheiro do picolé.

Fazíamos um monte de coisa, e, assim, eu cresci brincando, inventando as próprias brincadeiras. Depois de um tempo, naquela pré-adolescência eu fiz alguns amigos na igreja que iam lá para casa depois dos cultos, mas a infância em si, foi com meu irmão e com meu primo, minha família, meus primos, especificamente esse meu primo, a gente brincava bastante.
JulianaToledo_ (16 of 24)Minha mãe se converteu quando eu ainda era criança, o meu pai se converteu quando eu tinha 10 anos. Considero que essa parte que eu peguei depois do novo nascimento do meu pai, as coisas melhoraram, pois então, a parte da pré-adolescência eu cresci em um lar Cristão. Com uns oito anos de idade, eu acho, fui até à frente quando o pastor fez o apelo para aceitar Jesus na Igreja Batista.

JulianaToledo_ (2 of 24)Meus pais são meu alicerce, eles me ensinaram e me ensinam o que eu sei, vivenciei e tudo que eu estou vivenciando. Eles são meus amigos, são o fundamento para o que eu quero. Os dois têm uma personalidade forte, mas são diferentes, eu acredito que em ainda em algumas coisas eu me pareço com a minha mãe, mas eu também tenho muita característica do meu pai, nessa parte física.

JulianaToledo_ (3 of 24)Minha mãe sempre foi aquela de incentivar… A nossa vontade de conhecer o mundo, viajar, de ter as coisas, os dois me motivaram, mas a minha mãe é mais. Ela mesmo teve que desbravar as coisas dela,  batalhou pela vida e passou isso para mim e o meu irmão. Então, ela é aquela que incentiva, que manda viajar. Meu pai já é mais protetor, quer que eu fique mais em casa, é aquele quem diz: “para que isso menina, pra que isso de viajar?”, mas ele é esse pai protetor, ele é uma pessoa de casa, é um homem de família, então, eu também peguei este lado de ser caseira. Embora eu goste muito de viajar,  a minha casa é o meu cafofo, é o meu lugar, é onde eu gosto de ficar.

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Tenho um pouco dos dois. Foi através deles que eu desenvolvi esse amor pela igreja, pela obra, sei que é uma chamada do Espírito, mas, se você também não tiver nenhum exemplo, como vai desenvolver isso? Lembro que, quando meu pai se converteu, (eu ia fazer 11 anos, mas absorvi muita coisa), assim que ele nasceu de novo, já se inscreveu no Rhema, ele tinha uma fome, um desejo, estava sempre lendo e buscando. Era como se ele quisesse recuperar o tempo perdido.

Esse prazer que tenho pela igreja veio muito dos dois. Eles são exemplos de vida e na vida, não tiveram uma infância fácil, não tiveram uma juventude fácil, eram do interior, tiveram que batalhar, vieram de famílias humildes. Depois de muito trabalho, suor, madrugadas, noites, eles confiam no que eles têm hoje. Quando se converteram e passaram a servir ao Senhor, Deus só os fez enriquecer mais do que aquilo que eles já tinham. Então, isso também é um exemplo para minha vida: não desistir de trabalhar. Eles são incansáveis. Penso assim: se eles podem, eu também posso.

Meu irmão, Pedro Henrique para muitos (mas para mim é Pepeuzinho) (risos), ele é muito importante para mim. Ele é meu companheiro de viagens, de intercâmbios, de descobrir novos restaurantes e coisas novas. Ele é meu amigo mesmo, meu parceiro, sempre conversamos sobre tudo, sobre o futuro… Ele é mais novo que eu, mas eu sempre busco conselhos com ele, pois o acho muito sábio. Muitas vezes vou ao quarto dele, peço conselhos, ele me escuta… Temos um temperamento completamente diferente, gostos diferentes, mas isso não nos torna menos unidos. A gente sempre procura algo novo para descobrir e fazer juntos. Com ele descobri os Estados Unidos, a Europa, Jogo de Basquete que é e minha paixão. Eu honro muito a vida dele.

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Eu não sei se fui uma adolescente problemática. Acredito que não, eu tive as mesmas crises que qualquer adolescente menina passa, com cabelo, com o corpo,  com a aparência, com paixões, com escola,com tudo, eu passei por tudo isso sabe? Algumas coisas foram mais fortes, outras menos. Por já estar na igreja, há muito tempo, algumas coisas da adolescência lidei bem. Contudo, algo que sofri com mais intensidade foi a questão de aparência. Sofri bullying na escola também, essa falta de entendimento mesmo, por eu sempre ser a mais alta da turma.

Meu pai sempre foi muito de esporte, eu comecei a fazer natação com seis anos de idade. Cheguei a competir, eu desenvolvi muito rápido, e estiquei, cresci muito. A família do meu pai também é muito alta, ele é um dos mais medianos, mas, as minhas primas são altas, minhas tias são altas, puxei a família dele, me desenvolvi muito rápido. Com 13 anos, eu já era muito alta, então o pessoal ficava brincando, tirando onda, e ali por um tempo me deixou meio para baixo, mas hoje eu consigo lidar bem, vivo a minha vida.

JulianaToledo_ (15 of 24)O pessoal sempre via em mim uma pessoa mais centrada, mais séria, acho que é a unção, mas a gente só vai entender isso depois. Lembro que eu fui representante de turma da 6ª à 8ª série. Estudei em colégio de freira, como representante da turma eu tinha abertura para fazer intervalos Bíblicos, cheguei a pregar dentro da capela. Era uma ousadia quando eu era criança ou adolescente, que, hoje, eu digo: “meu Deus do céu, onde está essa coragem de novo?”. Sempre tive muito respeito pelas freiras, elas também viam em mim, acho que pelo meu comportamento, eu tinha essa abertura na escola.

Lembro que na 8ª série, naquelas coisas de aberturas de jogos, cada um tinha que participar para ganhar ponto, e a minha participação na minha equipe foi para trazer uma reflexão, no meio da quadra, onde estava todas as turmas, a quadra lotada, e, ali no meio de todos, eu estava com o microfone e comecei a pregar. Lembro que era para falar sobre drogas “vidas sim, drogas não”, era assim o tema.

Isso foi da 6ª até a 8ª série, mudei de escola, continuei sendo representante de turma e continuei tendo a mesma abertura, para conversar com a turma na escola, até porque era um colégio mais aberto, todo culto ecumênico que tinha, me chamavam. Tudo o que tinha, me chamavam para pregar. Desenvolvi um intervalo Bíblico, com outros cristãos e com pessoas não cristãs ainda. Foi uma fase bem legal da minha vida, pude me ver ser usada, e me deixar ser usada pelo Senhor. Tem coisas que você nem lembra que você fez, que você passou, só quando vem alguém de fora assim pra lembrar coisas de 10 anos atrás.

JulianaToledo_ (8 of 24)
As nações são algo forte na minha vida. Quando eu tinha 11/12 anos, recebi uma palavra do Senhor através da vida de Herênio, na igreja em Paulista mesmo, dizia que “todos os lugares que eu havia visto em revistas, TV, eu iria andar, conhecer o mundo, levar a Palavra”, isto tem se cumprido, as nações estão no meu coração, não existe um país específico, mas, eu sei que tenho uma inclinação mais forte para países que falam a língua inglesa, não só por amar o inglês, mas eu sei que eu tenho algo, não especificamente com os EUA, eu não delimito, aonde o Senhor quer que eu esteja, eu vou, falando inglês, falando português.
JulianaToledo_ (13 of 24)A primeira vez que eu sai do Brasil, foi em 2010. Havia acabado a faculdade, já queria ir antes, até meu irmão já tinha ido para os EUA, eu queria muito fazer intercâmbio, e meu pai dizia “ah você só vai sair daqui, quando você terminar a faculdade, porque eu sei que se você for, não vai voltar”, tinha uma tendência para ser verdade, eles mesmos sempre acreditaram. Antes de acabar a faculdade, eu já estava enviando minhas cartas, meu curriculum para fazer mestrado em Portugal, eu não falava inglês fluentemente não, fui fazer mestrado em Portugal e passei um ano lá, estudando. Vi a implantação do Verbo da vida Portugal, cheguei uns dois meses antes do Pastor Isaac chegar, foi um tempo muito bom para minha vida. Não viajei muito pela Europa como as pessoas fazem e tal, mas eu acredito que eu tive uma oportunidade única, que foi de ir na Índia antes de voltar.

Lá passei 15 dias, foi maravilhoso, único, um experiência de vida; missões que é missões se faz com gente, e, naquele tempo ali, eu vi que oramos nas nossas conferências de missões, para o Senhor salvar a Índia, salvar o povo, aquele povo da Janela 10/40, rapaz, existe um povo sendo alcançado por nossas orações. Eu lembro que eu já gostava muito da Índia e já me vestia de indiana nas Conferências de missões, estar lá na Índia, além de ser um sonho realizado, foi uma palavra profética que se cumpriu. Ver a Palavra Rhema em atuação mesmo, experimentar mais a autoridade que você tem no nome de Jesus, você tem que ter realmente a certeza da sua chamada, certeza de quem você é em Deus e fluir.

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Em 2013, senti um forte impulso do Espírito para eu mergulhar no inglês, precisava aprender com urgência o inglês, só via uma forma de fazer isso, que seria emergir na cultura, claro que os Estados Unidos da América era a minha primeira porta de entrada. Comecei a orar, falei com meus pais, houve uma concordância, sai do meu trabalho secular, não estava mais me beneficiando, conversei com meu irmão, ele também estava querendo fazer esses estudos, para a vida dele. Decidimos ir juntos e fomos, passamos sete meses lá estudando. Foi bom demais, aprendemos e voltei em 2014, passei mais um tempo no Brasil, depois voltei para lá por mais dois meses. Fui na África do Sul no final de 2015 visitar uma amiga minha, tenho contato com algumas pessoas lá, foi maravilhoso também, mas aí foi mais a passeio, mas, mesmo assim, não tem como… As nações estão no meu coração, sei que existe um povo a ser alcançado por essa Palavra, e eu confio no Espírito.

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Os Jovens Fogo Para Esta Geração (FPEG) surgiram, como FPEG,  creio que depois do nosso primeiro acampamento, que foi 2005. Antes, era o Departamento de jovens. Mas quisemos fazer uma reunião de oração. Era pra ser um número restrito de pessoas, acabou que chamamos mais de 40 pessoas para uma casa de praia, a casa de praia da minha tia. Nosso pastor, guiado pelo Espírito deu o nome de Fogo para essa geração. Aí surgiu o FPEG, depois do primeiro acampamento, se eu não me engano foi no começo do ano de 2005,í vieram outros líderes, vieram outras pessoas… Eu sempre estava envolvida de alguma forma, seja ajudando ou fazendo alguma coisa, com o passar do tempo, o acampamento foi tomando outras proporções, crescendo, e passamos por algumas outras lideranças. Até termos realmente aquele “Bum”, aí foi passada a liderança pra mim em 2014, eu já liderava o acampamento, era a líder do Acampamento, junto com Caca (Catharina), fazíamos parte da coordenação dos jovens, mas os outros líderes, com muita sensibilidade, sabiam que estavam ali só por um tempo. Quando voltei dos EUA, veio essa transição, então, começou essa minha caminhada como líder.

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É difícil definir os jovens FPEG em uma palavra ou em uma frase, mas, com uma visão talvez eu possa definir, tentar definir e um sentimento, a visão que eu tenho é de jovens avivados entendendo e sabendo se mover no Espírito para outros jovens. Creio que há um propósito em um ajuntamento específico, em um ajuntamento com propósito, não somente por diversão que é lícito, e tudo mais, mas com um objetivo específico. Acho que isso aí é o feeling (sentimento) em questão. São 12 anos de propósito, não é pouca coisa, muitos anos se passaram, muita águas já passaram por debaixo dessa ponte, muitas pessoas já vieram, já saíram,  muitas pessoas já participaram, muitos jovens já foram do FPEG e estão em outros lugares, outros estados, mas eles participaram eles sabem como é.

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Meus hobbies são comer, dormir e assistir filme. Gosto muito de ficar em casa, Gosto muito de parque de diversões, mas aqui não tem muito, eu acho que sou uma pessoa simples de agradar, tenho, claro, alguns gostos complexos, um pouco caros, depende muito do estado do cansaço, da minha rotina, mas eu gosto muito de dormir, cinema, pipoca, parque de diversões, etc.

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Meus referenciais ministeriais: Pastor Bud, Gilson Lima, que os dois já estão em paz com o Senhor, king Jakes, Myles Munroe, John Bevere, Lisa Bevere, amo os livros deles, amo os estudos deles, acompanhar e ouvir as ministrações; amo o nosso apóstolo, Bispo Guto,  amo a vida dele também,  se disser referências ministeriais são esses, a Joyce Meyer também tem grande influência na minha vida.

Na minha vida pessoal, meus referenciais são meus pais e meus amigos: o Giovanni, a Catarina, são meus amigos e são da coordenação dos jovens, são pessoas que já existiam mas que fizeram o que está acontecendo hoje, acontecer. Não é só por mim; mas é porque tem pessoas por trás,  são referenciais para mim,  porque cada um tem uma situação pessoal, posso olhar pra vida deles e dizer “Caramba eles conseguem”. São pessoas que estão acrescentando a esta geração e, de alguma forma, direta ou indiretamente, eu sou afetada pelas vidas deles, e eles pela minha vida, então transpassa a ‘barreira igreja’.

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Às vezes você acaba falando de todo mundo e não sabe falar de você. Acho que Juliane é uma garota menina.  Disputo os brinquedos com as crianças, tenho sonhos muito grandes, lá sabe Deus o que preciso para realizar todos eles. Tenho um pouco de complexidade, como qualquer outra garota. De vez em quando Juliane é complicada, mas acho que é o normal de toda mulher. Tenho meus momentos, minhas fases, mas eu tenho um sonho, uma visão que me dirige, quero tornar os sonhos de Deus e os meus sonhos realizados, então, isso me dirige, isso não me faz desistir. Tenho meus momentos de mulher, meus momentos de diversão, me alegro e me  empolgo muito com as coisas, com as pessoas avivados e motivadas do meu lado, indiretamente as pessoas sabem que devem estar assim para andar comigo. Amigos me dizem que posso estar sentindo a dor que for, mas não falo. Posso estar passando pela situação que for, mas, se chegar alguém precisando de algo, vou ajudar. Eu deixo de fazer as coisas para mim para fazer para outros, deixo de comer ou dormir às vezes, para resolver algumas coisas.

JulianaToledo_ (20 of 24)

Muita gente sabe que eu gosto de chocolate, pirulito; essas coisas, aí se chegar com isso, me dar uma boa notícia, ou outras coisas simples me fazem rir.

Ver a dor do outro e não poder fazer nada, tenho uma dor coletiva por ver jovens e adolescentes se perdendo, isso me causa dor. Não sei se me faz chorar, mas me faz ficar mais brava. Outra coisa que me faz chorar, é que eu tenho um coração muito voltado para os animais, eu sei que é uma coisa meio besta, mas eu não gosto de ver animal de rua, abandonado… Isso me deixa bem abalada. Sempre digo ao pessoal que o Senhor vai me abençoar para eu ter uma assistência social e uma Fazendinha do Cão Feliz, quero ter um local para cuidar dos animais, o que me faz chorar é isso, tem muito mais coisa que me faz rir do que chorar.

6 COMENTÁRIOS

  1. O nosso Pai tem coisas grande pra vc continuar fazendo
    Seja firme sempre como és, deixe o espirito te levar, se encha
    cada dia mais e mais e flua. Um grande abraço amamos vc Juliana!!!!!!!

  2. Jovem de Deus com uma unção poderosa é perceptível que você nasceu pra abençoa vidas e eu já fui muito abençoada através de você (professora) certamente muito mais de Deus ainda está por vir em sua vida pois os jovens precisam de referências
    Precisam ser atraídos por essa alegria, essa unção que nos leva a querer fazer mais pra Deus e está unção de move em você já a percebi nas aulas mas ao ser sua entrevista fiquei empolgada, motivada Deus continue te abençoando e te fazendo crescer avançar mais é mais amém!

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