Seu nome é Loisy Coelho. Ela é casada com o jogador do Palmeiras, conhecido como “Willian Bigode” e têm três filhos. Eles estão cursando o Centro de Treinamento Bíblico Rhema em Pinheiros, São Paulo (SP). Loisy conversou com a equipe do Ministério Verbo da Vida e compartilhou o quanto o Rhema tem transformado a sua família. Também nos falou sobre o seu projeto com esposas de jogadores, chamado “Disponíveis e conectadas”. Confira essa entrevista exclusiva e seja motivado a viver a Palavra da Fé através do exemplo de Loisy:

Para começar, nos conte um pouco sobre sua história. Como foi o seu encontro com Jesus?

Loisy: Eu nasci num lar cristão. A minha mãe e a minha avó materna já serviam ao Senhor. Então, eu não sei o que é viver sem Jesus. Eu não sei o que é não ser cristão. Minha família todinha é evangélica.

 

Você é casada com um jogador de futebol. Existe alguma peculiaridade em ser esposa de alguém com essa profissão?

Loisy: Casei com o William com meus 23 anos. A gente fala que esposa de jogador, só sabe o que é ser, quem está nessa vida, néh?! (risos) Porque eu falo que passa um semestre e passa outro semestre e é um ponto de interrogação sobre onde estaremos morando. A gente não sabe o que virá. Graças a Deus que a gente tem Ele e tem a Palavra, que nos garante a segurança, porque o contrato pode ser de cinco anos, mas isso não nos segura naquele lugar, a qualquer momento tudo pode mudar. Assim, é uma vida de instabilidade, mas como eu disse, a Palavra nos dá segurança.

Hoje vocês estão em morando em São Paulo e o William joga no Palmeiras, mas nos dê alguns exemplos de cidades pelas quais vocês já passaram:

Loisy: Olha, quando eu conheci o William, ele jogava no Athletico Paranaense, em Curitiba (PR). Depois, ele foi para Goiânia (GO) e Florianópolis (SC). Então nós casamos e ele foi jogar no Corinthians, em São Paulo (SP). Em seguida, viajamos para a Ucrânia e voltamos ao Brasil quando ele foi jogar no Cruzeiro, em Belo Horizonte (MG). Após isso, novamente em São Paulo, no Palmeiras.

Você mencionou a Ucrânia. Como foi essa experiência fora do Brasil?

Loisy: Bom, lá eu não cheguei a congregar nas igrejas, porque eu não sei falar russo, nem inglês. Para ter contato com a Palavra de Deus, eu costumava ouvir muitos louvores. Apesar de que eu fiquei pouco tempo, só 3 meses e meio. Isso porque quando o William foi jogar lá, quando eu estava grávida da minha primeira filha, a Philippa. Tivemos que ficar seis meses longe um do outro.

Não foi uma experiência boa. Eu senti muito a ausência dele e foi um período bem difícil, de aprendizado forçado mesmo. Mas hoje eu falo pra ele: “Bem, se você for pra algum lugar longe e eu estiver grávida, eu vou junto independente de qualquer coisa”, porque longe a gente não quer viver mais.

Já que você tocou no assunto de filhos, um deles é especial. Quando surgiu o desejo de adotá-lo?

Loisy: O Daniel é filho de uma prima minha e ele foi adotado com 6 meses de vida. A Rose teve ele já com uma idade avançada. Eu e meus irmãos somos da área da saúde, então nós tivemos um amor extraordinário pelo Dani. Uma paixão “muito doida”.

Assim, quando ele nasceu, tinha que ter uma atenção bem maior, né?! Por causa da síndrome de Down que possui. Depois do seu nascimento, a mãe dele entrou em coma e tivemos que dar atenção; tanto para ela; quanto para ele. Com seus 6 meses de vida, a gente pediu pra a Rose deixar a gente cuidar do Dani. Até hoje ele está conosco. 

O Daniel é o quarto filho da família e ele conhece os pais, são presentes. Fala que a Rose é a mamãe da barriga e Loisy é a mamãe do coração. Nós temos uma ligação muito boa com a família, que é muito afetiva. A gente se junta a eles em todas as férias, julho e dezembro.

Agora vamos conversar sobre o Rhema. Como foi que vocês conheceram a escola?

Loisy: Nós estamos cursando o Rhema em Pinheiros, aqui em São Paulo e estamos encantados com a Palavra revelada, a Palavra da Fé. Começamos a conhecer o Ministério Verbo da Vida através de uma babá que me auxiliava, a Shaiene, em Belo Horizonte (MG). Assim, visitamos o Verbo da Vida de lá do Pastor Marcelo Carvalho e a gente se encantou com a família Verbo da Vida.

Ficamos em BH por 3 anos e meio. Nesse período, começamos a frequentar o Verbo de lá e nos apaixonamos por aquele lugar, por aquelas pessoas acolhedoras. Eu falo que o Verbo da Vida é uma família, independente do estado, independente do lugar. O pastor Marcelo sempre me dizia: “Minha filha, faça o Rhema. O Rhema é a sua cara”, e eu falava: “Pastor, mas minha vida é tão doida, cada dia eu estou em um lugar diferente”. Então ele me falava que isso não iria me atrapalhar. O tempo foi passando e eu falava: “Ano que vem eu faço, ano que vem eu faço”. Fui enrolando por 3 anos.

Assim, em São Paulo, na virada do ano de 2018 para 2019, eu falei: “Bem, isso vai ter que mudar. A gente vai fazer algo diferente e a Palavra vai nos impactar cada vez mais”. Está sendo um ano de acontecimentos na nossa vidaEu já tinha certeza de que eu queria isso, então eu falei para o Willian: “Vamos para uma aula experimental, só pra você ouvir”.

Ah, mas foi na certa, ele se apaixonou pelo Rhema também. Nesse período ele tava lesionado,
ficou 6 meses parado, só em tratamento, então conseguiu ir em todas as aulas das segundas, quartas e sextas. Agora, com a graça de Deus, já voltou a jogar, mas não consegue ir em todas as aulas. Ele falou para mim: “Sem problemas, eu vou uma vez por semana quando eu puder e, quando eu não puder, reponho por áudio”. Mas ele está bem encantado, bem empolgado e nossa vida está maravilhosa. Estamos em um tempo muito bom.

Você tem um projeto com mulheres? Nos fale dele e como surgiu em seu coração:

Loisy: “Disponíveis e conectadas”. Esse projeto já vai completar um ano de existência. Era uma terça-feira, às duas horas da tarde e eu estava muito nervosa por algum motivo naquele dia. Eu orei: “Pai, eu vou dormir nessa tarde, mas eu quero que você me dê um sono igual ao de Adão, um sono profundo, porque eu não quero ficar acordada não. Eu estou muito nervosa”. Aí eu dormi e, nesse sonho, Deus me mostrou que eu estava numa mesa reunida com mulheres e me deu o nome “Disponíveis e conectadas”.

Então à tarde, eu tive uma aula com o meu mentor e contei o sonho. Ele disse: “Loisy, é o seu projeto, vamos avançar nisso. Do que você precisa? Vamos nisso”. E aí nasceu! A gente já tinha um grupo de oração das esposas de atletas do Palmeiras e eu falei: “Meninas, que tal esse grupo chamar-se “Disponíveis e conectadas”? Elas acataram esse nome e amaram. Somos um grupo maravilhoso. Iniciamos com sete meninas e hoje estamos com 23.

Nesse grupo, a gente faz oração, a gente louva, compartilha testemunhos, compartilha dificuldades e vemos o crescimento umas das outras, porque eu falo que em nosso meio, nosso final de semana é na segunda feira. Nossas dificuldades são as mesmas, a nossa linguagem é a mesma. Então, a gente está bem empolgada com o projeto e levando a Palavra da Fé. Não tem como errar! As meninas também, onde elas passam, falam da Palavra. O que mais nos empolga é que agora nós temos um nome. Não é só “Quem é você? Ah, você é a esposa do ‘fulano de tal’. Você é a esposa do jogador”. Agora as pessoas falam comigo e dizem: “Você é a Loisy do ‘Disponíveis e conectadas'”. A gente agora tem um nome, tem um conteúdo, porque queremos ser reconhecidas como filhas do Rei.

Estamos conseguindo fazer isso. Estamos deixando uma identidade. Queremos mudar essa geração, sabe? Deixar um legado para os nossos filhos, deixar um legado para essas mulheres que estão vindo e para esses jogadores, porque a mulher sábia edifica a casa. Nossos maridos precisam estar bem estabilizados para darem o melhor dentro de campo. 

E o Rhema tem lhe dado suporte pra esse projeto?

Muito, muito, muito. O Rhema tem sido um ponto muito importante. Tudo o que eu aprendi lá, eu trago pra dentro das “Disponíveis”. Também fiz um curso de Coaching e Inteligência, com o Pastor Thiago Brunet, e fiz um treinamento com o professor Paulo Vieira. Então eu também uso algumas ferramentas de Coaching. Está bem legal! São tantos ensinamentos compartilhados em nosso projeto… Eu falo: “Uau, Pai, a gente está no caminho certo”. Estamos  avançando e mostrando que o caminho é esse. Não tem outro igual!

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