“Eu e minha casa” rosa! Júlia chegou para abençoar Emerson e Janielle

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Em tempos novos, o casal Emerson e Janielle Guimarães de Recife (PE) tiveram novas chances de viver o diferente com a chegada da filha Júlia que mudou a rotina do casal. Sim, tem milagres divinos e maravilhosos acontecendo nesse tempo. Os nossos olhos estão atentos a essas histórias e contaremos mais uma hoje no “Eu e minha casa”. Confira todo o relato da mamãe:

por Janielle Medeiros

“Sou pernambucana, membro da Igreja Verbo da Vida Zona Norte em Recife, liderada pelo pastor Humberto Albuquerque, na igreja auxilio na área de Comunicação, mas de formação eu sou biomédica e, atualmente, trabalho na empresa Greiner bio-one, do segmento hospitalar. Eu atuo na parte comercial cobrindo quatro estados no Nordeste e a função que exerço exige a formação na área de Biomedicina para, inclusive, auxiliar na questão das coletas de sangue nos laboratórios.

Sou casada há dois anos com Emerson Oliveira e engravidar era um sonho que nutria há muitos anos, engravidei no final de novembro de 2019, e quero falar um pouco da minha gestação nesse tempo tão delicado. Em especial a partir de março e os desafios que nós enfrentamos não foram poucos, mas glória a Deus, o Senhor nos sustentou, nos segurou pela mão e nos conduziu e conseguimos passar para o outro lado da margem. Só descobri oficialmente que estava grávida, no inicio de 2020, e tive todo o cuidado que é requerido nos três primeiros meses da gestação, então, quando março chegou com tantas mudanças, esse primeiro trimestre mais delicado já tinha passado. Entramos numa nova fase da gestação que agora era de isolamento em decorrência da pandemia e claro que tive que vivenciar os desafios de ficar em casa, trancada e isolada, com a sensação que tinha um inimigo da porta de casa para fora.

E, claro, tudo aquilo que idealizei quando estivesse grávida, o prazer de organizar enxoval, ir às lojas em busca de compor cada detalhe, em compor o quarto da bebê, as roupinhas, eu fui privada de tudo isso, para a minha segurança e dela. Não tive esse direito, embora que para mim isso é o de menos. 

Começamos a montar o enxoval procurando as coisas on-line e foi muito interessante, porque o Senhor se importa com cada detalhe da nossa vida. Percebi o Espírito Santo me guiando em cada busca, seja do berço, sabemos que o Espírito Santo não nos guia pelas nossas emoções e essa foi uma parte em mim que foi bem bombardeada nesse tempo. Afinal, era um período de incertezas, não dava para levar em conta as emoções, e por isso, a minha fé foi esticada e me ensinou que podemos ter certezas em Deus sim, e podemos caminhar nelas com passos firmes, literalmente, quando tudo está conturbado no nosso exterior e ao nosso redor. Em julho de 2019, quando resolvemos engravidar eu recebi uma palavra na Conferência de Ministros em Campina Grande, quando fui ao banheiro, no intervalo entre uma ministração e outra e uma mulher me encontrou lá, me abraçou e colocou a mão na minha barriga e falou que via uma luz em torno do meu ventre, que eu ficasse tranquila, que estava tudo providenciado e que não seria da forma como eu gostaria, mas da forma como Deus determinou. Eu não entendi de imediato onde poderia utilizar essas palavras, mas entendi que se tratava da gravidez. E guardei isso.

Quando entramos em março, isso veio muito forte ao meu coração, de fato, eu não queria estar passando pelo que passei, dentro desse isolamento social. Sei que o que passamos nessa fase não era a vontade de Deus, porque doença nunca será a vontade d’Ele, mas sei que Ele permitiu que parássemos nesse tempo e alguma lição tinha nisso tudo. Percebo hoje que se não tivesse passado por tantos desafios minha fé não teria sido esticada como foi, e eu não teria saído tão forte como saí. Em março, dia 14, uma semana antes de começar o isolamento eu tinha marcado para fazer o Chá de Revelação, foi bem corrido, pois eu estava trabalhando muito ainda, decidimos fazer e fizemos na casa da minha mãe só com a família mesmo. Algumas pessoas estavam tentando me convencer a fazer no próximo final de semana (e sabemos que nem seria possível mais, diante do que aconteceu no Brasil) e talvez eu ficasse frustrada, mas realizei naquele dia, mesmo com poucas pessoas. Depois fui entender porque fui impulsionada pelo Espírito Santo, depois não seria possível mais. O chá foi muito emocionante e teve todas aquelas apostas se era menino ou menina. Eu gostaria que fosse menina e assim foi! O Senhor realizou o desejo do meu coração e Emerson também gostaria que fosse menina, quando estouramos a bola e vi aqueles papéis de confetes rosa metálico, experimentei uma emoção muito nova em imaginar que era Júlia que estava sendo gerada dentro de mim…  O nome de Júlia já tinha sido escolhido por mim e descobri o significado: aquela que transmite luz. Lembrei do que a profetiza me falou, vejo essa luz nela. Como diz o Salmos 139 todos os seus dias foram contados… 

Foram meses de isolamento, se ligávamos a TV só tinha más notícias, paramos de ver jornais e focamos mais na Palavra de Deus, no que de fato podia nos salvar e manter as nossas emoções no lugar certo. Meus pais moram perto e pelo uma vez na semana eu ia visitá-los. Era bom pra gente e para eles. Criamos uma disciplina e essas coisas se tornaram hábitos de cuidados mesmo. Grávida fica com o emocional mais fragilizado, lidei com pressões e teve momentos difíceis, mas sempre pedindo sabedoria ao Senhor.

Já com a gestação avançada, meu esposo, Emerson, começou a apresentar febre e ele era quem me dava todo suporte: saía, fazia compras, o trabalho dele permitiu essa flexibilização. Ele teve esse e outros sintomas de Covid-19, eu falei com a médica que me mandou fazer o teste nele, pois era necessário ele ficar distante de mim. Isso foi atormentador, ele precisou se ausentar da nossa casa, ficou lá dois dias até fazer o teste e ainda com os sintomas, declaramos a Palavra todo tempo. Essa pandemia nos mostrou que não adianta fazer projetos e planos e se firmar em coisas, porque elas são incertas, de fato, o que conta são os relacionamentos. E na correria que andávamos não dávamos valor a esses relacionamentos da forma devida. Sempre fui muito independente e estava aprendendo a ser dependente do Senhor e de meu esposo. Isso foi uma grande lição. Confiei no Senhor que tudo ia acabar bem, ele foi fazer o teste e graças a Deus deu negativo. Ele voltou para casa. Fomos confrontados pela vida, a pandemia veio como um divisor de águas e tínhamos que decidir se o cristianismo era nosso hobby ou nossa essência. 

PARTO

O meu parto foi cheio de emoções. Não foi como eu queria, mas foi como Deus permitiu que fosse. Tive o diagnóstico de diabetes gestacional e a médica disse que precisaria interromper a gestação na quadragésima semana. As 40 semanas completaram no dia 30 de agosto. Ela me recomendou que me internasse, nesse dia, e o parto cesárea poderia ser feito dia 1° de setembro, se Júlia não nascesse de parto normal. Fomos para o hospital e atendidos por uma médico plantonista, cheguei com 3 centímetros de dilatação. Busquei o parto humanizado inicialmente.

Esse médico não me trouxe paz, voltei para casa e, à noite, retornei, mas o parto começou a ser induzido, estava com dores de parto normal, contratei uma doula, Daniella Collier, que me deu tudo suporte psicológico e emocional, me trazendo alívio da dor física, inclusive. Seu auxílio foi fundamental! Excelente pessoa e profissional, que somos gratos. Ela me ajudou bastante. Fiquei em um quarto especifico e esperei para ter o parto normal. Cheguei a tomar medicação para acelerar as dores, entrei em trabalho de parto noite a dentro, entrou outro médico plantonista e ele viu que não desenvolvia de 6 centímetros.

Foram momentos muito tensos. Eu estava exausta física e psicologicamente. Se eu não tivesse o Espírito Santo, teria caído em prantos, mas, graças a Deus, meu parto cesárea foi um sucesso. No dia 1, minha médica Carol estava de plantão e somente à noite poderia vir fazer a minha cesárea, e a cirurgia precisou ser antecipada para a tarde, o que me gerou insegurança em me submeter a um médico que não conhecia para tal, mas o Senhor providenciou os melhores médicos para realizar o procedimento e tudo se encaminhou bem e em segurança, inclusive, na playlist dedo celular de um deles, tocou a música que entrei até o altar enquanto Júlia nascia. Deus está nos detalhes.

O Espírito Santo separa as pessoas certas e que precisamos para estarem conosco nos momentos ímpares. Quero honrar Rodrigo Andrade, pastor auxiliar de nossa igreja e médico anestesista. Ele esteve lá antes, durante o trabalho de parto, me dando todo suporte, e aguardando eu chegar em 8cm para me dar analgesia. Não evoluímos na dilatação, mas em compensação, me senti muito amparada e cuidada pelo Pai através dele. Sou tão grata!

Eu casei dia 1º de setembro, e Júlia nasceu no mesmo dia, às 14h44. Poder ver o rostinho dela foi emocionante e uma vitória. Como Deus é bom e sua fidelidade é inquestionável. É importante a gente confiar, porque do jeito d’Ele as coisas sempre acabam bem.  

Júlia nasceu na pandemia e a partir daí,  nasceu um pai e uma mãe. Ela nos gerou e nós a geramos. Estamos muito felizes!

Existem enormes desafios na maternidade. Estou no período mais conhecido como resguardo e é um momento de você administrar os cuidados de um bebê recém-nascido que depende de você para tudo. É um tempo para tirar muitas lições. Nos traz a convicção de que somos humanos. Há poucos dias ela estava guardada dentro de mim, agora ela depende de mim, mas externamente. Eu sou grata ao meu marido Emerson que tem me ajudado bastante, pai excelente!

Em resumo: eu pensei que ser mãe era estar pronta para ensinar, mas tenho visto que é  justamente o contrário! É fundamental estar pronta para aprender o que o Senhor quer me ensinar e me alcançar através de Júlia. É um ensinamento contínuo, 24 horas!”

 

 

 

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