Amor tem atitudes

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Existe algo que eu percebo como alerta do Espírito Santo nesses últimos dias. Quando Deus inspira uma mensagem que se repete insistentemente para a Igreja através até mesmo de ministros diferentes, precisamos atentar para essa verdade e nos expor às correções que devemos fazer.

Em João 13.35 nos lemos: ” Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Jesus nos indica qual o principal ponto pelo qual seremos avaliados no Reino dos Céus. Não é a forma como nos vestimos, o quanto falamos ou a profundidade do nosso conhecimento que nos qualificarão como seguidores de Cristo. A Bíblia assegura que os discípulos serão conhecidos no amor de uns para com os outros. Essa é a questão-chave que sustenta e prova a nossa fé.

O amor não se limita apenas a não ter atrito com as pessoas. O amor do tipo de Deus é mais forte, tem uma ação ainda maior. Se amar fosse apenas não ter raiva de alguém, Deus não precisaria enviar Jesus. O simples fato dEle não nos querer mal já seria a plenitude do Seu amor. No entanto, a Bíblia nos diz que o Amor Divino foi provado quando Jesus morreu por nós, enquanto ainda éramos pecadores. Deus agiu ao nosso favor quando nem sequer O desejávamos. Perceba que o amor é muito mais do que uma boa disposição para com alguém. O amor é uma atitude que alcança aquele a quem amamos.

Tenho percebido que muitas pessoas vivem planejando atitudes de amor para o futuro. Projetos bem elaborados, grandiosos, que ajudem várias pessoas. Esses sonhos são válidos, mas se não andamos no amor hoje, em tempo presente, não chegaremos nas coisas maiores. O amor não está só em um grande sonho de ajuda social.

Ele está em atitudes cotidianas, na carona que você dá quando sai da igreja após o culto. Não podemos ser como os religiosos da parábola em Lucas 10:25, que passaram pela estrada pensando nos rituais e sacrifícios enquanto um homem agonizava ferido na estrada. Não podemos estar focados nos planos do futuro, enquanto as necessidades dos nossos irmãos passeiam diante dos nossos olhos.

Como Pastor, não quero que ninguém viva uma plena aparência cristã sem ter ações que demostrem a vida e amor de Deus. Judas tinha a rotina de um discípulo, mas um coração distante do verdadeiro Evangelho.

Esse modelo de vida trouxe morte para ele. Não quero uma vida de aparência, mas a vida de um verdadeiro cristão, manifesta através do amor do tipo de Deus. Vejo pessoas que amam o lugar onde congregam, a instituição à qual estão ligadas. Chegam aos cultos, sentam nas cadeiras, olham o ambiente e pensam “Amo a minha igreja!”. A verdade é que a igreja não é o local onde você senta quando vai aos cultos. A igreja é a pessoa sentada ao seu lado. Da próxima vez que disser “amo a igreja”, pense nos irmãos ao seu redor, e não nas paredes que te cercam.

O amor está muito mais ligado à decisão do que ao sentimento. Não espere sentir vontade ou ouvir uma Profecia específica para convidar os seus irmãos para um tempo com você. Mesmo que a comida da sua casa seja simples, convide-os. O sabor não vem da comida e sim da comunhão. Quando vivermos essa vida, todos saberão que somos discípulos e não haverá a necessidade de esforço para atrair alguém à igreja. A humanidade está carente de amor e onde ele for manifesto, as pessoas serão atraídas.

Deus provou o Seu amor dando o Seu Filho. Jesus provou o Seu amor dando a Sua vida. Em nós, deve haver uma continuidade dessa atitude doadora, que se importa e que age em favor do próximo. O que estamos dando? O que estamos fazendo? Precisamos nos avaliar quanto a isso.

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