Eu sou Daniele Matos e tenho 24 anos. Sou de Bauru. Na verdade, o trabalho do meu pai sempre exigiu que nós nos mudássemos de cidade; ele sempre trabalhou como propagandista regional. Então, ao longo da minha infância, eu mudei de cidade diversas vezes; morei em Marília, Araçatuba, Piracicaba. No entanto, sempre voltando para Bauru. Meu pai se chama Marcelo; minha mãe se chama Simone. Eu tenho dois irmãos: Lucas, de 19 anos, e Vitória, de 10 anos. Minha família sempre foi muito unida. Sempre fomos muito alegres. Hoje em dia, meus pais moram em Jundiaí, e é muito bom ver toda a minha família congregando no Verbo da Vida.

Minha mãe é um pouco quieta. Eu puxei mais a personalidade do meu pai. Minha mãe leva um tempo para se soltar e conversar com as pessoas. Depois que você a conhece, ela se solta; ela cria laços depois de um tempo. No início, ela é mais fechada, mas possui um grande coração. Meu pai é mais falante. Onde ele chega, faz amizades! É muito aberto e carinhoso; eu acho que eu o puxei nesse aspecto. Eu sou fechada em certo ponto; por outro lado, eu sou aberta na minha personalidade. Sou simpática; não tenho vergonha de chegar e conversar. Isso eu puxei do meu pai; ele é muito simpático.

Eu sinto muitas saudades dos meus pais. Nós nos falamos muito! Quando eu morava nos Estados Unidos, eu falava muito mais com eles, todos os dias; por ir dirigindo até o trabalho, eu ia falando com eles. Agora, eu falo com eles um pouco menos, mas não deixa de ser um dia sim e um dia não ou sempre por mensagem ou vídeo. O fuso horário também é maior agora, e nós temos muitas coisas para fazer na igreja; por isso, nos falamos um pouco menos. No entanto, nós estamos nos vendo mais também; eles já foram nos visitar algumas vezes, e nós estamos indo mais para o Brasil também.

Quando eu tinha por volta de 14 anos, meu pai recebeu uma proposta de emprego nos Estados Unidos. Fomos para lá, mas minha mãe estava grávida da minha irmã; então, ela teve diversas dificuldades na adaptação e na gestação. Como minha mãe não podia ter parto normal (e nos EUA, eles esperam que as mulheres tenham parto normal), nós tivemos que voltar para o Brasil por causa de complicações com a gravidez. No entanto, morar lá e aprender inglês sempre foram meus sonhos. Nossa ascendência é italiana, mas eu sempre gostei de inglês e aprendi rápido o idioma.

Quando eu tinha entre 18 e 19 anos, quis voltar para lá. Na época, eu estava fazendo faculdade de Relações Internacionais; era o meu primeiro ano, e eu teria que ter inglês fluente para terminar o curso. Então, eu fui para lá, para pegar a fluência no idioma. Quando cheguei lá, fui para o mesmo lugar para onde os meus pais haviam ido. Na época, eu fui para ficar na casa de uma senhora que era amiga do meu pai. No meu primeiro dia lá, essa senhora, mesmo não sendo da mesma denominação que nós, me convidou para ir em um culto. Ela falou: “Você quer ir comigo? Vou na casa de uma amiga minha, e lá acontecerá um culto; é uma igreja que funciona lá”. Eu fui e, quando cheguei lá, conheci o Arthur. Essa senhora não continuou indo aos cultos, mas eu continuei. Eu fui para lá para estudar por três meses, mas acabei prolongando. Começamos a namorar e, depois disso, noivamos; depois de um ano que eu estava lá, nos casamos. Foi muito bom!

O que mais me chamou a atenção no Arthur foi o seu coração. Ele tem vontade de ajudar as pessoas; apesar da vontade de crescer, ele valoriza as pessoas. Ele não passa por cima de ninguém. O amor que ele possui pelo Senhor na frente de tudo é o que eu mais admiro. Eu amo o caráter dele. Eu não imaginava que fosse casar tão rápido. Fui para os EUA sem ter a intenção de casar; na verdade, era um pensamento bem distante para mim na época. No entanto, começamos a namorar, e isso começou a se tornar uma realidade para mim. Não foi difícil pensar em casamento depois disso. Também não foi difícil me adaptar à rotina de casados. Entretanto, um conselho aos que não se casaram ainda é que casamento requer muita paciência. Paciência é a chave. É ter longanimidade. É praticar o fruto da Palavra, pois existem adversidades no casamento, mas, se mantivermos o foco e a paciência e nos basearmos na Palavra, conseguimos superar tudo.

Eu nasci no meio cristão. Quando nasci, meus pais frequentavam uma igreja bem tradicional. Eu nasci, fui apresentada e cresci lá. Essa época foi muito importante para mim, pois eles me ensinaram a base para o meu conhecimento da Palavra e para a minha caminhada com Deus. Eu cresci nessa igreja; na minha adolescência, meus pais se mudaram de denominação. Quando eu fui para os EUA, fiz parte da igreja em que meu cunhado é pastor. Foi ali que eu e o Arthur congregamos por quatro anos – um ano antes de nos casarmos e três anos depois do casamento.

Estávamos morando nos EUA e queríamos aprender mais da Palavra. Quando eu conheci a Juliana, ela ainda não era casada com o Thiago Borba. Ela não se lembrava de mim, pois eu era adolescente e uma das minhas melhores amigas fazia parte de uma igreja renovada em Bauru. Algumas vezes, eu ia com ela para os cultos e para os acampamentos; nessa época, eu tinha uns 12/13 anos. Nessas visitas que eu fazia, eu via as pessoas que estavam no púlpito, expostas. Eu sabia quem elas eram – os pastores, a Ju, a Raquel, a Ana e o Diego que, hoje, estão em Orlando… Quando estávamos nos EUA, eu me lembrei da Ju e mandei mensagem para ela. Eu falei: “Ju, nós queremos aprender mais da Palavra, e eu sei que você tem materiais disponíveis. Sei que você pode nos ajudar com isso”. Ela nos conectou ao Diego e à Ana; na época, eles estavam em Tulsa, fazendo Escola de Ministros (para o Diego) e Escola de Louvor (para a Ana). Nessa época, eles nos abraçaram e nos pegaram no colo; eles nos ensinaram a Palavra por Skype, porque morávamos umas 17 horas de distância deles. Para ser sincera, na época, foi um choque começar a aprender essa Palavra, pois essa Palavra da Fé era diferente do que estávamos acostumados a ouvir. Muitas vezes, tivemos que escrever a Palavra em todos os cantos da casa para não esquecer. Foi desafiador, mas foi uma fase de crescimento. 

Depois que Diego e Ana começaram a nos ensinar, eles nos visitaram algumas vezes. Diego foi para lá primeiro; fizemos uma “miniconferência” na igreja com ele; tentamos fazer com que o povo que estava à nossa volta escutasse a mesma Palavra que estávamos aprendendo. Essa Palavra estava mudando nossas vidas. Em 2015, eles foram passar o natal conosco. Nessa ocasião, eu conheci a Ana e o Dieguinho (na primeira vez, Ana não pode ir, pois estava grávida). Foi um tempo maravilhoso; ficamos muito mais próximos. Nessa época, Ana nos convidou para ir para o Winter Bible Seminar (um evento que acontece todos os anos na Rhema Bible Church em Tulsa) em fevereiro de 2016. Imediatamente, eu falei que iria, mesmo sabendo que passar uma semana lá seria um desafio para o meu emprego e para o emprego do Arthur. Na verdade, o chefe dele era o mais complicado. Na época, ele não estava muito confiante que iria conseguir essa folga; no entanto, a Ana havia deixado para nós o livro “Autoridade do Crente”. Esse livro mudou as nossas vidas; começamos a declarar as coisas com muito mais autoridade. Conseguimos a semana de folga e fomos para Tulsa. Foi nessa conferência que tudo foi se encaixando. Parecia um quebra-cabeça! Nós nem possuíamos noção de quem eram o apóstolo Guto, a Mama Jan, a Sylvia… Nós saímos com eles, sentamos com eles e comemos com eles, mas não possuíamos ideia de quem eles eram; só sabíamos que era bom estar perto deles. Cada dia, aprendíamos um pouco mais com cada um.

Nessa conferência, tivemos clareza em nossos corações de que Utah não era mais a nossa casa. Voltamos para casa, sabendo que não pertencíamos mais àquele lugar. Utah tem uma grande quantidade de mórmons, e algumas pessoas de lá não gostam de que outras pessoas sejam de outras religiões. Há poucos evangélicos lá. Quando retornamos, mesmo na igreja, sentíamos que aquele não era mais o nosso lugar. Então, começamos a orar para sabermos para onde ir. Pensamos que fosse para irmos para Campina Grande, para estudar, crescer e ser enviado para outro lugar. No entanto, um dia, estávamos vendo uma ministração do apóstolo Guto. Ele estava falando sobre a importância de as pessoas estarem preparadas para o campo missionário tanto na Palavra quanto no idioma. Ele falou sobre diversos aspectos dessa caminhada missionária. Então, nós pegamos aquilo para nós e falamos: “Falamos outro idioma e temos vontade de aprender. Não vamos para Campina Grande; vamos ajudar uma obra em algum lugar e iremos crescer com eles”. A partir daí, começamos a orar para ter a direção de Deus, para saber o lugar certo para onde iríamos. No entanto, logo de início, riscamos da lista a Inglaterra, pois não queríamos ir para lá de jeito nenhum. Começamos a inventar diversas desculpas, para não ir para lá! Tentamos fazer uma lista de países, mas não estava dando certo, pois o Arthur queria ir para alguns países e eu queria ir para outros. Chegou um ponto que resolvemos que Deus falaria com cada um de nós da mesma maneira. Ele manteria nossa aliança, e ficaríamos juntos.

Um dia, Arthur chegou em casa todo feliz e falou para mim: “Eu tenho a resposta de Deus e sei para onde iremos”. Na época, eu chegava bem mais cedo que ele do trabalho e falei: “Eu também tenho a resposta; sei para onde iremos”. Ele me mostrou uma reportagem que ele estava vendo, e eu também mostrei uma reportagem que eu estava vendo. Era a mesma reportagem! No site do Verbo da Vida, havia uma página em que estava escrito: “Gleison e Marina avançam na Europa”. Começamos a ler a reportagem e vimos que eles estavam em Londres. Não tivemos dúvidas de que o primeiro lugar que havíamos riscado da lista era o lugar para onde Deus queria que fôssemos! (risos) Depois que soubemos para onde iríamos, fomos com muita alegria. Em maio de 2016, compramos nossas passagens para o Brasil. Depois, fomos direto para Gleison e Marina. Diego e Ana nos conectaram a Gleison e Marina. Um tempo antes de nós decidirmos ir para a Inglaterra, eles estavam com planos de ir para Londres, para ajudar Gleison e Marina, mas acabaram indo para Tulsa e, depois, para Orlando. Saímos dos EUA em julho. Tudo foi muito rápido! Vendemos tudo que possuíamos; conforme a casa ia ficando vazia, nós íamos ficando mais felizes. Colávamos papéis pela casa, dizendo que iríamos fazer o Rhema e que estaríamos na Inglaterra antes do que imaginávamos. Nós sabíamos que esse seria um tempo de crescimento; e realmente foi.

Em setembro de 2016, nós já estávamos na Inglaterra. Gleison e Marina não nos conheciam pessoalmente antes, mas eles nos receberam como Diego e Ana fizeram; eles nos abraçaram. Essa confiança que eles tiveram em nós só podia ser algo de Deus. Quando chegamos lá, Gleison nos falou: “Vocês são respostas de oração”. No entanto, da mesma maneira que eles falavam que éramos resposta de oração, nós falávamos que eles eram resposta de oração para nós. Eles eram o lugar que Deus havia nos proporcionado para crescer. Estar perto deles é incrível! Eles são nossos referenciais. Nós aprendemos com eles só por estarmos perto. No caminho da obediência, quando recebemos a direção de Deus e começamos esse processo de mudança, vimos milagres acontecendo em cada etapa. Servimos a eles com alegria! Fomos para lá para sermos um alívio para eles; portanto, queremos servi-los da melhor maneira que pudermos. Nós morávamos bem perto deles, pois queríamos estar com eles todo dia, toda hora, aprendendo com eles. Queríamos ficar com eles durante todo o nosso tempo livre. Isso foi muito bom! Eu amo demais Gleison e Marina. Eles são nossos exemplos.

Não estar acomodada me faz feliz. Quando eu estava nos EUA, eu estava muito confortável, natural e financeiramente falando. EUA é o país da fartura; tudo lá é muito grande e muito exagerado. Estávamos acostumados com aquilo! Mesmo tendo tudo aquilo, mesmo tendo uma vida bem tranquila, eu não estava feliz. Chegou uma hora em que eu não estava mais feliz, pois tudo estava muito confortável para mim. Aquilo já não me fazia mais rir. Claro que eu tinha meus momentos de felicidade, mas havia aquela sensação de que algo estava faltando. Ter a certeza de que eu estou no lugar certo na hora certa me faz rir. Isso me deixa tranquila, pois eu sei que as coisas estão andando do jeito certo. Outra coisa que me faz rir é viajar, conhecer lugares, pessoas e igrejas. O que não me faz rir é ficar longe da igreja e da Palavra; ou seja, ficar longe de pessoas que nos influenciam com coisas tão boas.

 

Sobre pessoas que eu admiro, Gleison e Marina são meus referenciais principais. Além deles, meus pais também são meus exemplos. Eu sempre fui muito ligado ao meu pai. Arthur também é meu referencial. Ana e Diego também são exemplos de vida para nós. Eu também olho muito para a vida de Mama Jan e Sylvia. Eu amo demais a Sylvia.

Eu sempre fui muito divertida. Na verdade, eu acho que, antes das pessoas me conhecerem, elas me acham um pouco metida. Eu faço amizades muito facilmente, mas eu demoro um pouco mais para fazer amizades profundas, para me abrir. Eu também sou meio nerd! (risos) Eu mudei totalmente a minha área; quando eu fui para os EUA, estava estudando Relações Internacionais, mas, depois que comecei a morar nos EUA, eu fiz um curso de assistente de dentista. Eu trabalhava como assistente de dentista lá. Eu sempre fui um meio termo: não era da turma da bagunça, pois era muito amiga dos professores, mas sempre fui animada. Então, na escola, eu fazia a intermediação entre o pessoal da bagunça e o pessoal sério! Posso dizer que nem televisão nem filmes me prendem, mas eu gosto muito de passear. Eu também não sou muito de fazer compras; ao contrário, sou simples e organizada. Gosto de coisas certas!                                            

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