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Saia da inércia – Parte II

O poder de Deus está disponível para que você cumpra seu propósito, e você não pode cumpri-lo sem o seu corpo físico. Nós não acreditamos em “alma penada”, nem que existam espíritos de pessoas trabalhando sem corpo nesta terra (risos). Se o corpo se vai, o chamado e propósito vão junto. Deus mandou Jesus para nos trazer de volta ao Pai e a obra redentora inclui santificação e saúde divina. Ele está disponível para ajudá-lo a se manter firme e aprovado diante de Deus.

O texto de I Tessalonicenses 5.23 e 24 diz: “E, agora, que o Deus da paz os torne santos em todos os aspectos, e que o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam mantidos irrepreensíveis até a volta de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama fará isso acontecer, pois ele é fiel”. Deus tem interesse em que sejamos encontrados irrepreensíveis no espírito, na alma e no corpo. Uma das coisas mais lindas desse texto é o início do verso 23: o próprio Deus nos torna santos, aptos para nos encontrar sem motivo de repreensão. Ele nos ajuda a nos santificar no corpo e isso não se resume apenas a não viver uma vida pecaminosa, mas também em movimento, plenos, cheios de energia e saúde! Oh! Aleluia! E o verso 24 fecha com “chave de ouro”: “Ele vai fazer isso, Ele vai santificá-lo, Ele vai ajudá-lo, porque Ele é fiel”.

A 1ª gestação

Se me permite, gostaria de contar uma experiência pessoal. Na gestação do meu primeiro filho, Levi, eu já vinha de uma constante prática de vários hábitos saudáveis, acompanhamentos profissionais, estava tudo muito bem. Ainda assim, os três primeiros meses de gestação foram muito desafiadores, com enjoos, azias e sem nenhuma disposição para atividades físicas, algo que eu realmente amo praticar. Em termos de alimentação, comidas que antes evitava, como massas e pães, por algum motivo, acalmavam um pouco essas sensações. Mas, graças a Deus, com a chegada do quarto mês, esses desconfortos passaram e me vi tão animada e empolgada para retomar minha rotina, que a partir daí treinei praticamente todos os dias até o final da gestação. Que sensação boa! Porém, os desafios não pararam por aí. 

Tive um parto cesárea, o que rendeu 3 meses de afastamento médico das atividades físicas novamente. Como não tinha com quem deixar Levi, assim que fui liberada, passei a levar meu bebezinho no carrinho comigo para os treinos. Era desafiador, mas com o discernimento e conhecimento que tenho, sabia que mais desafiador seria não cuidar da minha saúde em longo prazo. Uma mãe precisa cuidar também de si mesma. Nesse momento, o conhecimento sobre a importância de cuidar do meu corpo (com base acadêmica e na Palavra), e o como fazê-lo, foram a força extra que me impulsionou, além, é claro, do amor pelo meu filho, que me deu uma dose ainda mais alta de força para me manter com uma vida abundante e aguentar correr, brincar, etc. Minha história poderia parar por aqui, e parecer que eu nunca precisei de ajuda sobrenatural para recomeços. Mas ela segue, e eu quero mostrar em qual momento achei que me manteria na inércia, em inatividade, sem poder voltar ao movimento.

A 2ª gestação

Minha segunda gestação foi ainda mais desafiadora. Os mesmos enjoos iniciais agora estavam se prolongando. Stella, minha filha, já dava indícios de que seria uma bebê bem grandinha (e de fato é). Com o aumento rápido de peso, somado ao mal-estar, parecia que eu não tinha forças suficientes para colocar uma roupa e voltar à academia. E, entenda, estou fazendo referência a mim, alguém que gosta muito de praticar exercícios. Conto isso porque sei que, para alguns dos leitores, o desafio de pensar em treinar por si só já é grande.

E eu não poderia deixar de treinar na gestação. Sabia a diferença que isso faria para mim e para a bebê. O Espírito Santo me ajudou a lembrar de algo que eu já tinha por dentro: o domínio próprio, a mente de Cristo, coisas que poderiam me ajudar a dominar os pensamentos e tentar vencer a minha fraqueza física. Contei com a ajuda de um profissional na área, o que requereu esforços financeiros também. Não consegui treinar todos os dias como na primeira gravidez, mas não me permitia ficar uma semana sem ir no mínimo duas vezes ao treino. Stella nasceu, mais uma cesárea, mais três meses de repouso absoluto. Minha mente estava hormonal e emocionalmente frágil. 

Eu e a bebê estávamos bem saudáveis, mesmo assim, havia sido uma cirurgia, algo que requer cuidados. Após o parto e com a amamentação, além da privação de sono, entre outros, percebi que estava desregulada na alimentação, buscando comer coisas práticas, rápidas, que nem sempre são as melhores opções. Ainda estava indisposta e desanimada para retomar todo o processo de autocuidado. Meu conhecimento acadêmico não estava mais sendo forte o suficiente para vencer a inércia em que estava. Mas graças a Deus pelo seu Espírito que habita em nós, que fala conosco, que nos impulsiona e que é a força da nossa vida! Quando Stellinha completou seus quatro meses, comecei a perceber aquele Rio de Águas Vivas como um turbilhão me chamando para a posição em que eu deveria voltar, como guardiã e responsável por esse templo do Espírito que sou.

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