ENTREVISTA: Eliezer Rodrigues falou de ministério, família e música.

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Eliezer Rodrigues é pastor da Igreja Verbo da Vida em Taubaté (SP). Além disso é músico compositor e professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema e Escola de Ministros Rhema. Casado há 26 anos com Georgia Rodrigues, ele é pai de Gabriel e Emylie Rodrigues. O pastor está em Campina Grande (PB) para ministrar aulas nas nessas Escolas e concedeu uma entrevista ao Portal. 

PORTAL: Pastor, há quanto tempo você está na liderança em Taubaté e quais os maiores desafios e conquistas deste tempo de pandemia?

ELIEZER: Estou na liderança desde 2015, então, são 6 anos. Em novembro, completaremos 7 anos. Começamos com poucas pessoas, boa parte delas eram de Guaratinguetá, onde tem outra igreja que abrimos e é liderada pelo José Roberto. Esses casais que nos apoiaram neste começo vieram morar em Taubaté. No final de 2014, eu estava incomodado e estava procurando outro lugar para morar. Achando que era a nossa casa. Saímos procurando outra, mas não encontramos. Eu já estava querendo começar um grupo de oração em Taubaté e enquanto orava o Senhor me falou que ali não seria um grupo de oração, mas outra igreja e que eu quem estaria lá. Percebi que a graça tinha acabado e não era da casa, mas do lugar. Foi um tempo bom, 10 anos em Vila Matilde. Quando falei pra Geórgia sobre Taubaté, veio uma paz e alegria. Fomos para Taubaté. José Roberto nos deu apoio importante. Começamos a igreja com umas 12 pessoas. Hoje somos cerca de 500 membros. O espaço lá cabe umas 600 no máximo. Por causa das medidas restritivas estamos fazendo dois cultos. No sábado e no domingo. Para que todos participem. 

PORTAL: Como foi liderar a igreja em tempos de pandemia?

ELIEZER: Desde quando começou a pandemia em 2020, nós não sabíamos como ia ser… Um dia após o outro fomos descobrindo o funcionamento do ministério. Até mesmo observando as mídias víamos qual o perigo do vírus. Graças a Deus, a nossa igreja já vinha atuando e investindo na área de comunicação e tecnologia. Meses atrás compramos algumas câmeras do pastor Humberto Albuquerque. Os nossos cultos começaram a ser transmitidos on-line antes da pandemia. Investimos antes, sem saber de nada. Quando chegou o momento em que a igreja teve que parar os cultos presenciais não tivemos tantos problemas. Não tivemos problemas de transmissão e nem de arrecadação financeira, porque já estávamos trabalhando no sistema on-line de transferências bancárias. O povo migrou para o digital e isso facilitou para nós. Na pandemia isso só foi ampliado. Hoje temos cultos sábados e domingos, e terça grupo de estudo nas casas. Mas tivemos que atrair o povo para as mídias digitais. O nosso canal no Youtube já tinha uns 3 mil inscritos, a maioria membros da nossa igreja. Mas precisávamos conectar mais as pessoas, elas estavam com muito medo, viam jornais durante a semana, então, decidimos fazer lives diárias. Atingíamos todos os públicos: crianças, mulheres, homens, casais, toda a igreja. Pregamos sobre fé e alegria, durante seis meses, pois percebi que o medo, a ansiedade e preocupação estava rondando o nosso povo. Comércio fechado, então, a força e o poder de Deus precisava mantê-los firmes. 

PORTAL:  Na sua liderança, vemos muitos avanços na área social e em outras. Vimos que muitos membros da sua igreja estão prosperando de diversas formas. Como se sente com isso acontecendo mesmo em meio a tempos difíceis?

ELIEZER: Pregar fé para a igreja resultou em muitos milagres. Durante os cultos e as lives muitas palavras proféticas foram liberadas. Palavras sobre crescimento, empresas abrindo, pessoas compraram casas, apartamentos, empresas, lojas, oficinas. Quando vemos o testemunho dessas conquistas, ás vezes, não sabemos a história daquela pessoa. Você só sabe que ela comprou, muitas delas não tinham dinheiro nem para se manter durante a pandemia, naturalmente falando. No entanto, essas pessoas agarraram a palavra de Deus. Falamos muito sobre fé e alegria para que o medo saísse, para que a fé operasse. Queríamos que o povo não só prosperasse, mas que provasse de coisas que mesmo em tempo que não eram pandêmicos eles não tinham provado. Foi maravilhoso para mim, como pastor ver tudo isso. Enquanto a gente está pastoreando o povo de Deus, os resultados que a Palavra produz no povo e os testemunhos recebidos é como Deus nos pastoreando. O diabo veio pressionar a minha mente dizendo que a igreja e o povo ia falir, mas quanto mais ele batia na minha mente, mas eu batia nele com a pregação da Palavra de Deus. Dizendo ao povo: “Não pare!” “Avance!”, “Não desanime!”, “Vocês provarão milagres!”. No final de 2019, Deus me deu essas palavras: “dupla honra”. Tive que explicar para o povo que ela iria se cumprir mesmo em meio à pandemia. E temos provado dela. Muitos começaram a empreender e estou maravilhado. Quando começou a pandemia a gente tinha um caixa e, durante o ano de pandemia, o caixa da nossa igreja foi ampliado 50 vezes mais. Só Deus pode explicar isso!

PORTAL: Na música, você inspira muitas pessoas, inclusive seus filhos. Quem te inspira e por quê?

ELIEZER: Eu vim da Banda Canal e toquei muito no Cantinho da Paz, ali no Açude Novo. Eu tinha uma pegada evangelística com uma pegada de samba reggae. Fizemos a música “Jeová Jireh”. Vendemos mais de 180 mil cópias de vinil ainda, mas Deus me falou que esse não era seu propósito para a minha vida. Foi ai que comecei a carreira solo e gravei meu primeiro CD. Tinha conhecido o Verbo da Vida em Natal, era 1998. Ali conheci Marquinhos e ele ouvia um cantor americano, ouvia suas músicas em fita cassete ainda. Eu ouvi e gostei, ele reproduziu uma fita pra mim e ouvi incansavelmente. Era de Darrell Evans. Ele foi o primeiro que me inspirou e continua me inspirando. Darrell Evans e depois em 2007 eu descobri o cantor Jason Upton . Nos dois, eu percebi que a unção fluía nas músicas de forma diferente e desejei isso pra mim. Foram anos de busca. Uma pessoa que me ajudou muito foi Manoel Dias que gosta muito de música. Hoje, ouço outras coisas também como:  Bethel, Hilsong. Eu sei que existe um caminho no fluir e esse caminho ensinei aos meus filhos que também amam a música.

PORTAL: Qual o maior legado que quer deixar para seus filhos?

ELIEZER: Tenho falado para os meus dois filhos que a unção não se compra com dinheiro. Se eu deixasse, por exemplo, 50 milhões de reais para cada um e se Jesus não voltar nos próximos 40 anos, se eu partir de velhice e deixasse para eles essa riqueza financeira e não deixasse para eles uma riqueza espiritual, de Palavra e unção que vão fazer eles viverem bem com Deus, então, eu não seria um bom pai. Sei que se eles andarem na Palavra e conseguirem viver essa unção dentro e fora, frutificando por dentro e sendo usado por fora pela unção do Espírito, Deus vai abençoá-los com tudo o que precisam. Eu prefiro gastar meus dias lhes ensinando essas coisas. Eles me respeitam muito como pastor e pai. Na igreja me chamam de pastor e em casa de pai. Às vezes, tenho reunião com eles como pai e pastor. Nunca tive problemas de rebelião com eles. Na música, sou a referência deles, mesmo eles ouvindo muitas coisas. As suas associações são boas. Esse é o legado que deixo para eles, para que possam ir além de mim.

PORTAL: Uma marca das suas mensagens é a fé e sempre destaca que aprendeu muito sobre o tema com o Apóstolo Bud Wright. Além dessa, que outras quer deixar através de suas mensagens para o povo que Deus lhe confiou?

ELIEZER: Creio que a unção que você honra é a unção que você recebe. Eu ouço muito as mensagens do ap. Bud Wright até hoje.  Vim de uma família cristã muito pobre, eu tinha duas bermudas e isso me traumatizava. Vi meu avô pregar como evangelista, que não sabia ler, mas me ensinou muito sobre fé. Meu avô era muito bruto na fé, mas ele não tinha essa palavra revelada. A fé pode ser transmitida, vemos isso na Bíblia. Quando conheci o Ap. Bud eu agarrei a mensagem da fé, gosto muito de biografia e sempre perguntava a Marquinhos, a Maneco sobre ele, até que o conheci. De fato, todos os dias eu ouço uma mensagem dele, posso até ouvir ao longo do dia algumas outras, mas a primazia é dele (risos). Ele é meu diapasão, nele vejo a essência do ministério. Hoje, essa essência está com o ap. Guto Emery. Muita gente já me falou que prego parecido com o Ap. Bud Wright, mas esse é o meu jeito, minha esposa me conhece e sabe disso. Mas quando a unção veio sobre mim, acabei me parecendo com ele. A unção nos torna parecidos com quem nos associamos. As pessoas na minha igreja não o conheceram, mas ao me verem pregando e ao verem vídeos do apóstolo me falam: “Pastor, o Ap. Bud prega igual ao senhor…” e respondo: “Meu irmão, eu que tento pregar um pouco, do muito que ele pregava…” (risos). Estou me esforçando, desde 1998, para me parecer um pouco com ele. 

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