Em entrevista, Jane Marques alerta sobre a urgência de evangelizar crianças

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Edjaneide Marques, ou Jane como é conhecida,  atua na liderança da Igreja Verbo da Vida em Americana, São Paulo, com o seu esposo Fábio Monteiro e o filho Vinícius Marques. Ela é pedagoga e também é professora da Escola de Ministros Rhema, ensinando o módulo Ministério com Crianças. E foi justamente sobre a infância que conversamos com ela. Confira:

PORTAL: Como você descobriu esse chamado para o Ministério Infantil?

JANE: Deus falou comigo audivelmente. Ouvi a voz d’Ele aos nove anos de idade. De lá para cá, não me desconectei mais dessa voz. Ela me instrui e me aconselha. Tem uma frase que me segue: “Eu conheço a voz de Deus e nunca vou ser confundida”. 

PORTAL: Quais as principais razões para evangelizar as crianças?

JANE: As nossas crianças precisam ser salvas e entender que Jesus morreu por elas. Elas precisam saber que nesse pacote do sacrifício de Jesus vem salvação, vem proteção, vem cura e vem libertação. Não podemos ficar calados, vendo que essas crianças só aprenderão isso apenas quando crescerem. Elas precisam entender hoje, serem salvas, reconhecendo Jesus como o Senhor da vida delas. 

PORTAL: Você se recorda de alguma experiência que viveu ao longo desse tempo no Ministério Infantil?

JANE:  Quando estamos dentro desse ministério, temos contato com muitas crianças e com muitas experiências, mas eu tenho uma história linda, de uma menina que se chama Beatriz. Ela ouviu sobre fé numa Escola Dominical e quando chegou em casa a avó dela perguntou: “Bia porque você está quieta?”. Então, ela respondeu: “Assim vó… Eu estou com dor na testa”. Então, a avó disse que iria orar. Bia se animou dizendo: “Então nós vamos orar. Essa dor na testa vai passar”. Bia começou a brincar e com pouco tempo passou a mão na testa e disse para a avó que a dor na testa havia acabado.

Bia levou essa experiência pra a sala de aula e eu vejo isso como um fruto do nosso trabalho. Aquilo que a gente ensina vai além do que os nossos olhos estão vendo. Foi uma aula tão simples, mas a avó pegou junto e ensinou fé pra ela. É um resultado positivo e é real.

PORTAL:  Nas aulas da Escola de Ministros você tem demonstrado a simplicidade de evangelizar as crianças. A partir de quantos anos a Palavra pode ser ensinada para elas e como começar?

JANE: Nós sabemos que a criança aprende desde o ventre. Ali, ela já está apta para ouvir a mamãe cantando e falando sobre Jesus, assim como já pode ouvir sobre isso no berçário. Quando nós mostramos um bichinho de pelúcia e dizemos que foi Deus quem criou os animais; quando nós mostramos o rostinho da criança no espelho e dizemos que Jesus a ama, ela já entende.

Então não tem uma idade mínima. A partir do momento em que ela está no útero da mãe, já aprende. Assim, desde ainda na barriga, nós podemos ministrar e orar pelas crianças. Quando ela nasce, começa a ser ministrada através de imagens. O berçário é um lugar onde os tios precisam se levantar, colocar aquele bebezinho no colo e dizer: “Olha, o seu futuro é abençoado”. Quando você entende que, como professor, está ali para mudar destinos; ainda que os pais possam até não ter abençoado os seus filhos, o professor está lá com o propósito de abençoar. O serviço do berçário não é só o de cuidar, mas também existe todo um propósito por trás. Estamos ali para orar e mudar destinos!

PORTAL: Qual a avaliação que você faz do novo currículo do DI desenvolvido pelo Ministério Verbo da Vida?

JANE: Nosso material está maravilhoso! Dayane tem coordenado a equipe e tem feito isso com muita sabedoria e excelência. Estamos diante de um grande desafio, porque o material antigo era muito bom, mas finalmente o nosso “bebê” nasceu e, agora, temos que colocar esse nosso sonho em prática. No meu coração, existe a expectativa de que vai dar tudo certo. Esse é um material que foi muito bem trabalhado e muito bem estudado. Foram muitos olhares o avaliando e a expectativa do nosso coração é de que vai ser realmente como uma explosão, como uma dinamite dentro do Departamento Infantil!

PORTAL: As portas da igreja foram fechadas na pandemia. Isso causou danos? E como reparar?

JANE: Realmente foi desafiador. Nós tivemos que lidar com professores que nunca tiveram experiência no mundo on-line, mas houve muito crescimento e muito acréscimo. No entanto, também houve danos. Nesse período, as crianças passaram muito tempo no celular e muito “lixo” entrou nelas. Agora, nós estamos correndo atrás do prejuízo. Foi muito tempo para elas sem ouvirem a Palavra e sem estarem envolvidas com outros coleguinhas. Nós estamos, como Igreja de Cristo, implantando novamente a Palavra nelas. Estamos semeando de novo e reavivando a verdade que elas já ouviram, porque durante dois anos se acostumaram com o celular. O maior desafio da Igreja é esse de resgatar a criança que olha no olho, que compartilha, canta, etc. Estamos diante de um grande desafio, mas eu também acredito que esse é um tempo de muito poder, porque a glória da segunda casa será maior do que a glória da primeira casa. 

PORTAL: O que você poderia dizer para inspirar pessoas a servirem no DI?

JANE:  Quando você percebe o que Deus fez na sua vida, o que essa Palavra fez na sua vida… Quando você vê quem você era e quem você é por causa da Palavra, é impossível ficar calado diante das nossas crianças. Essa palavra e esse Deus me alcançou com nove anos de idade. Quando eu olho pra uma criança, eu vejo o que Deus fez comigo e lembro que Ele pode fazer com elas também. Eu encorajo esses professores e a quem não é professor falando que a gente precisa partir pra cima e falar do amor de Jesus. Crianças amadas, bem resolvidas, saradas emocionalmente, certamente, serão adultos bem resolvidos e sarados. Assim, não teremos mais problemas nos nossos gabinetes.

 

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