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DIÁRIO DE BORDO: As chuvas deixaram marcas no RS

Dando continuidade à sua missão, Carolline Montenegro saiu de Porto Alegre e chegou ao município de Lajeado, situado a 113 km da capital gaúcha. 

Dando continuidade à sua missão, Carolline Montenegro saiu de Porto Alegre e chegou ao município de Lajeado, situado a 113 km da capital gaúcha. Desta vez, ela conheceu o casal Thiago e Margareth que, em meio à força das águas, recebeu um presente divino: a sua filha.

Saindo de Porto Alegre, o cenário ainda era de destruição. Vi prédios que achava que já estavam abandonados, mas foram as águas que removeram a beleza desses lugares. Conheci de longe o rio Guaíba; ele estava silencioso e tão lindo, nem parecia que há alguns dias foi o causador de tanta destruição.

Estamos indo para Lajeado e na estrada vi esse monte de água. Achava que era um rio, mas na verdade é uma plantação. São os restos da água da enchente que ainda não secaram. Chegamos em Lajeado, uma das cidades mais atingidas pelas águas. Esta é a Havan que passou nos jornais. Agora ela está pintada, mas é desesperador pensar que a altura da água foi até o nome da loja.

As casas foram arrancadas e ninguém sabe onde estão agora. Tem pedaços de asfalto que parecem papel amassado, e o cheiro deste lugar é terrível, o pior que já senti até agora. Minha vontade é só de sentar no chão e chorar. É impossível ficar indiferente diante de tanta destruição. O cheiro machuca e as pessoas estão pelas ruas, talvez já nem sintam mais… Como reconstruir tudo isso? Só Deus pode devolver a esperança a esse povo.

A igreja ajudou a limpar dezoito casas neste bairro. Nunca experimentei uma sensação assim, é insuportável permanecer muito tempo aqui. O bairro Santo Antônio, que já não existe mais, agora é só destroços e mau cheiro. Tenho tentado anotar, mas tem horas que me faltam palavras, só consigo ver e lamentar.

Algumas pessoas estão vasculhando os destroços das casas, talvez em busca de pertences perdidos, não sei se são os antigos donos. Passando de carro pelas ruas, me mostraram as marcas das alturas que a água alcançou.

Dentro do carro, me sinto pequena quando olho para cima e percebo
que onde estou agora estava coberto de água.

O que mais me impressiona é que estou agora na parte central da cidade, onde a vida parece fluir normalmente. Pessoas em restaurantes, lojas abertas… apenas a 10 minutos de distância, outras estão lutando para se reerguer, limpando o que restou de suas memórias.

A seguir, compartilho um testemunho de um casal que conheci aqui e que contaram o quanto foram abençoados por meio das ações dos voluntários:

Thiago e Margareth com sua família

Leia o Diário de Bordo anterior e fique por dentro de tudo o que está acontecendo na missão de Carolline Montenegro no Rio Grande do Sul.

1 Comentário

  • Cremos que o senhor esta soprando sobre essa nação, cremos num grande mover de Deus nessa nação.
    Louvamos ao senhor que o Rio grande do Sul e do senhor Jesus.

    Resposta

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