A flecha e a espada

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por Luana Mayara

Há uma passagem interessante na Palavra de Deus, vou contar aqui de forma resumida.  O Rei da Síria estava oprimindo o povo de Israel por anos. O Rei de Israel, Jeoás, procura o profeta Eliseu e pede a ele socorro, auxílio para resolver aquela situação. O profeta Eliseu dá a seguinte orientação:

“Então, lhe disse Eliseu: Toma um arco e flechas; ele tomou um arco e flechas. Disse ao rei de Israel: Retesa o arco; e ele o fez. Então, Eliseu pôs as mãos sobre as mãos do rei. E disse: Abre a janela para o oriente; ele a abriu. Disse mais Eliseu: Atira; e ele atirou. Prosseguiu: Flecha da vitória do Senhor! Flecha da vitória contra os siros! Porque ferirás os siros em Afeca, até os consumir. Disse ainda: Toma as flechas. Ele as tomou. Então, disse ao rei de Israel: Atira contra a terra; ele a feriu três vezes e cessou. Então, o homem de Deus se indignou muito contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, feririas os siros até os consumir; porém, agora, só três vezes ferirás os siros” (2 Reis 13.16-19 ARA)

O ponto central da história é que o Rei Jeoás não foi intencional ao usar a flecha. Ele não tinha propósito, compromisso e intensidade. É compressível que o profeta Eliseu tivesse ficado aborrecido com ele, afinal era o Rei que precisava de ajuda, que estava na verdade angustiado atrás da solução. E quando a solução chega, sua atitude foi medíocre.

Imagine que aquela flecha representava o que Deus estava para fazer no meio do seu povo através do Rei. “Atirar as flechas” era uma evidência do compromisso do Rei, e consequentemente do Povo de Deus em agarrar a Palavra do Senhor, em agir em ousadia e intrepidez com base no que o Senhor estava pronto para fazer. O poder de Deus estava disponível para libertar o povo do Senhor, a questão era se o líder responderia com fé na orientação dada pelo profeta.

Assim acontece na nossa vida, a Bíblia é clara quando afirma que Deus sempre está disponível para manifestar Sua glória, Seu poder em cumprimento de Sua Palavra, a questão é se nós estamos andando pela fé, se estamos andando em ousadia e intrepidez, se estamos disponíveis para responder à altura da Palavra.

O Rei Jeoás foi pouco intencional, não teve compromisso, determinação, “atirou as flechas com leveza”. Em vez de atirar várias vezes, celebrando a vitória do Senhor, atirou apenas três vezes. O profeta de imediato o corrigiu, afirmando que assim seria no dia da batalha, o resultado seria medíocre, eles venceriam em medidas comuns e não extraordinárias. E assim aconteceu.  De fato, ao final do capítulo, a Bíblia diz que o Rei Jeoás derrotou e feriu três vezes o Rei Ben Hadade (Síria) e recuperou três cidades de Israel, mas poderia ter sido muito mais, se ele tivesse sido intencional.

Agora, essa passagem deixa uma lição para nós que muitas vezes Deus já falou, comunicou Sua vontade, e nós é que somos leves em nosso compromisso, pouco intencionais, não damos passos de ousadia e intrepidez e podemos estar minimizando a atuação extraordinária do Senhor em nossa vida, família e igreja. Só tem como desfrutar do melhor de Deus se formos intencionais, diligentes, determinados, compromissados com a Palavra que Ele já nos deu.

A Palavra é como a flecha, a atitude é como a fé. Se a gente agarrar a Palavra de Deus com uma atitude de fé, crendo em nosso coração independentemente do obstáculo, iremos provar do melhor de Deus em todas as áreas da nossa vida!

A Bíblia nos conta outra história. Um guerreiro de Davi, que não soltou a espada na batalha, segurou-a firmemente até que todos os inimigos fossem derrotados.

“E depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, entre os três valentes que estavam com Davi quando provocaram os filisteus que ali se ajuntaram à peleja, e quando se retiraram os homens de Israel. Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar a mão pegada à espada; e naquele dia o Senhor efetuou um grande livramento; e o povo voltou junto dele, somente a tomar o despojo” (2 Samuel 23.9,10).

É incrível a história desse guerreiro valente, porque ele ficou com a mão cansada, mas, estava tão determinado a vencer aquela batalha, que a espada ficou pegada em sua mão. Ou seja, o cansaço, a circunstância não paralisou sua intencionalidade e determinação no Senhor.

A espada representa a Palavra de Deus saindo da nossa boca, é a espada do Espírito, uma palavra específica para ocasiões oportunas. Não podemos nos calar diante das pressões, ao contrário, devemos segurar a verdade da Palavra, confiando em nosso coração, e falando com a nossa boca a vitória em Cristo Jesus. A Palavra vai cortar tudo que não serve, e vai ativar o poder de Deus que está disponível em Cristo Jesus para nos socorrer em ocasião oportuna.

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4.12)

“Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6.17).

Sabe, queridos, todos nós, assim como o Rei Joás, bem como, o valente Eleazar, recebemos comandos da parte de Deus sobre o que devemos fazer, agora, nos resta ser intencionais. Quando falo de intencionalidade é no sentido de se mover pela fé, de agir crendo no poder de Deus. Quem vive pela fé anda em alegria, em descanso, segurança, não fica olhando para o natural, mas crê no sobrenatural de Deus em manifestação.

Para finalizar, quero lembra-lhes que não somos a Igreja militante, não estamos em uma guerra, assim como esses dois personagens bíblicos estavam. Somos mais que vencedores em Cristo Jesus, somos a Igreja triunfante, temos desafios, uma carreira a cumprir. Deus conta conosco para manifestar Seu reino aqui na terra, e para isso precisamos nos agarrar à Sua Palavra.

Traga à memória quem é você em Cristo Jesus, um filho lavado no sangue de Jesus, cheio de ousadia e intrepidez. Lance a flecha da vitória com determinação, e segure a espada do Espírito na sua vida com coragem e você verá todos os seus inimigos debaixo dos seus pés, porque esse é o lugar que eles estão, e qualquer aparência de vitória que parecem ter é apenas uma ilusão, porque o inimigo e seu bando das trevas estão debaixo da autoridade que lhe pertence em Cristo Jesus.

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