Diga Não ao aborto – Parte I

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por Luana Mayara

Olá, pessoal, faz um tempo que uma luz acendeu no meu coração sobre estudar esse tema. Mas independente de ser mãe ou não, Deus deseja nos despertar sobre assuntos que fraturam a sociedade, matam nossas crianças e destroem famílias. Para que em primeiro lugar estejamos do lado certo, do lado da Palavra, nossa casa esteja bem firmada em Cristo, e sejamos uma luz nesse mundo tenebroso, salvando o máximo de pessoas do fogo.

Assim, no texto de hoje desejo te despertar a você como Cristão se posicionar de acordo com a Palavra de Deus no tocante ao tema aborto. Não é possível esgotar todo o assunto aqui, penso que deve ser um tema ministrado inclusive em nossas igrejas, mas no decorrer do texto quero trazer alguns esclarecimentos sobre pontos sensíveis desse assunto.

É IMPORTANTE QUE VOCÊ LEIA ATÉ O FIM! Pela importância do tópico, a mensagem será dividida em duas partes. Veja, meu alvo é apresentar argumentos à luz da Palavra de Deus. Então, mesmo sendo advogada, sabendo que em nosso país o aborto é permitido em três casos (se praticado pelo médico: gravidez decorrente de um estupro, risco à vida da gestante e anencefalia do feto), meu propósito é apontar nosso posicionamento sobre esse assunto de acordo com nossa cidadania celeste, e não conforme o sistema da terra. Pretendo trazer dados, inclusive da ciência, que alguns pontos concordam com a Palavra, bem como, outras informações do direito, que também assina a defesa do nascituro. O foco principal é estabelecer uma linha de raciocínio cristã.

No mês de outubro, no dia 08, é comemorado o DIA DO NASCITURO, projeto de lei apresentado pelo Presidente Jair Bolsonaro, e sancionado pelo Congresso Nacional, cuja proposta objetiva é ampliar as ações do Governo na defesa fundamental à vida da criança Nascitura, e nos alertar para as graves consequências do aborto para o bem-estar físico e psíquico das mulheres.

É interessante que Deus tem levantado homens e mulheres em posições de autoridade para defender e proteger nossas crianças. É tempo de nós, como Igreja, entendermos nosso lugar de influência, como sal da terra e luz do mundo. As estatísticas demonstram que mais de 1 bilhão de crianças, de bebês inocentes, foram abortados no mundo todo desde a década de 80, sem qualquer chance de defesa. Calamo-nos por muitos anos e as trevas influenciaram gerações com ideologias nefastas, mas agora é tempo de resplandecermos a luz de Cristo.

Entristeço-me quando vejo cristãos compartilhando que são a favor do aborto. Acredito que alguns pensam dessa forma porque estão desinformados e atendem aos apelos midiáticos. Sempre que acontece uma situação complicada em nosso país, por exemplo, uma adolescente que foi abusada sexualmente e como consequência carrega uma gravidez indesejada, é nesse momento que os telejornais de nossa nação, bem como, as redes sociais veiculam inúmeras notícias que a melhor opção é o aborto.

Alguns filhos de Deus acabam pensando dessa forma, acreditando que estão defendendo a mãe violentada, porém, não é bem assim, e ao longo do texto iremos pensar em algumas questões como essa.

De fato queridos, estamos nos últimos dias, um dos trabalhos das trevas é atentar contra as crianças. É assim que ocorre em momentos cruciais, no qual os planos de Deus estão para se cumprir aqui na terra. Quando a libertação do povo hebreu do Egito estava prestes acontecer, Faraó mandou matar os bebês, escapando apenas Moisés, chamado para libertar o povo de Israel. Uma situação semelhante aconteceu quando Jesus nasceu. O Rei Herodes mandou matar crianças de dois anos abaixo, temendo a vinda do nosso Senhor.

Talvez, alguém pense: “Ambiente de Igreja é o lugar certo para tratar de questões como essa?”. Falo pra você que sim. Por uma razão simples, o desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade, então é papel nosso ministrar sobre os temas mais sensíveis que afligem a sociedade, tais como, abuso sexual, suicídio, ideologia de gênero, bem como, o aborto.

Agora que estamos vivendo os fins dos tempos, em que breve o Rei Jesus voltará. As trevas tem articulado ideias malignas para destruir as nossas crianças, sinônimo de pureza e simplicidade. Nosso papel como Igreja é ser uma voz e protegê-las.

Aborto é uma palavra que vem do latim abortus, que significa interrupção, negação do nascimento, é negar a outrem o direito de existir. É uma das principais bandeiras do feminismo, que carrega valores contrários à Palavra, e tem a finalidade de destruir a família. Um dos principais nomes do feminismo era Margaret Sanger, que escreveu “a coisa mais misericordiosa que uma numerosa família faz para uma de suas crianças é matá-la”. A ideia dessa feminista era que “a gravidez deveria ser tratada como algo anormal na mulher, como um problema de saúde, uma doença”. Nas minhas palavras e direto ao ponto, aborto é assassinato de bebês, é destruir a vida inocente que anseia amor e proteção.

Sabe querido, um cristão não defende o aborto em nenhuma possibilidade. Talvez, você que esteja lendo não tenha convicção acerca desse assunto. Se for o caso, acredito que o Espírito Santo está iluminando sua mente enquanto você lê e o desejo de estudar esse assunto, de orar sobre isso, está crescendo em seu coração.

Por que um cristão é contra o aborto? Porque somos servos de um Deus poderoso que é o Autor da vida e não da morte, quem sopra o fôlego de vida (espírito humano) é o próprio Deus, Ele é o Pai dos espíritos, Ele criou toda criatura à sua imagem e semelhança, ainda que o pecado tenha fraturado tal identidade. Todo ser que respira na face da terra recebeu do Senhor o fôlego de vida. A capacidade de existir nesse plano terreno vem do Senhor, reconhecendo ou não, toda criatura foi criada pelo próprio Deus.

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Atos 17.24-26).

Apenas Deus tem a capacidade de gerar a vida aqui na terra, seja a vida zoe (própria vida de Deus no espírito humano), a bios (modo de vida) ou a psuche (vida natural ou humana). É bem simples, a vida intrauterina (vida do feto, embrião) tem origem no Deus que concede a vida. Nesse ponto a embriologia afirma que a vida começa, inicia desde a concepção. No momento que ocorre a fecundação se inicia o desenvolvimento da vida humana. Ou seja, confere com a Bíblia, que por diferentes passagens afirma que, desde o ventre, Deus já tinha planejado uma vida para cada um de nós.

“Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Salmos 139).

O Senhor planejou cada ser humano nesta terra. Nenhum ser vivente é da vontade exclusiva da carne ou do sangue, mas do próprio Deus. Ele formou o interior de cada homem e mulher no interior de sua mãe. Ele planejou pra todo ser humano dias de vida e vida em abundância. O pecado é que tem afastado o homem desse plano. Mas todo ser humano foi criado por Deus e deve ser protegido pelos pais, autoridades governamentais, e por nós, Igreja do Senhor.

O profeta Isaías reconhece que, desde o ventre, Deus o tinha chamado para serví-lO e o profeta Jeremias afirma que antes do ventre o Senhor o vocacionou para ser profeta às nações.

“Ouvi-me, terras do mar, e vós, povos de longe, escutai! O Senhor me chamou desde o meu nascimento, desde o ventre de minha mãe fez menção do meu nome (Isaías 49:1). Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1.5).

O tratado de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, afirma em seu artigo 4º, o Direito à vida – “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”. E o caput do código civil reconhece no artigo 2º  – “a  personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.

Apesar disso, os abortistas (aqueles que apoiam o aborto) discutem o inicio da vida, afirmam que o embrião é uma potência de ser vivo, e só poderia ser considerado completo ao nascer com vida, portanto, não precisa ser protegido desde a concepção.

Além é claro, do discurso feminista com o slogan clássico: “Meu corpo, minhas regras”, na perspectiva de que a mulher grávida tem autonomia para decidir o futuro da criança… Um pensamento inadmissível, pois o bebê não é prolongamento da mulher, e sim outra pessoa que ela carrega em seu ventre de forma temporária, com código genético próprio.


O direito de liberdade que a mulher possui de decidir sobre sua vida, ao engravidar, não pode sobrepor o direito da vida que a criança possui. Aqui, deixando claro que não estou subjugando o papel importante da mãe, da mulher, ela deve ser sempre amparada, e cuidada, mas o direito da criança não deve ser marginalizado.

Agora, você pode pensar assim: “Em caso de estupro é injusto que a vida nasça”. O ponto central é que Deus estabeleceu um processo de multiplicação da espécie humana sobre a terra, através do relacionamento sexual. Como já disse, Deus não estabeleceu a violência, mas o sexo autoriza o “start” da procriação. É uma lei natural, que tem sido com certeza machucada pelo pecado. Então, em casos como estupro, como cristãos, precisamos entender da seguinte forma: a violência se pune, mas a vida se protege.

Não quer dizer que Deus seja a favor da violência. Quer dizer que as leis naturais geradoras de vida foram, antes de tudo, estabelecidas pelo próprio Deus. Apesar do ato sexual, no caso de estupro ser eivado de crueldade, ele inicia o processo interno no corpo feminino de procriação. Nesse processo, ocorre a fecundação, o corpo é gerado, e recebe o espírito humano que vem de Deus. Esse espírito é puro, imaculado, incorruptível.
Como já disse, não é possível tocar em todos os pontos desse assunto, mas vamos pensar juntos sobre algumas questões específicas. Talvez, alguém pense assim: “E no caso de estupro?”. Querido, veja bem, o ato de violência sexual é totalmente contrária à natureza de Deus. No entanto, mesmo que seja fora do padrão saudável e correto, o ato sexual permite que o espermatozoide masculino fecunde o óvulo, formando o zigoto, que irá se desenvolver e formar o embrião, e em seguida o feto. Ainda que tenha ocorrido o estupro, o processo que gera a vida é da natureza humana, foi algo criado pelo próprio Deus.

Ademais, a vida que nasce não tem culpa da situação ocorrida. Quanto à mãe, com certeza não iremos deixá-la sem cuidado, proteção, ao contrário, podemos desenvolver iniciativas que promovam a restauração dessa mulher. Que a ajudem-na a completar o período de gestação, mesmo que ao final ela decida entregar essa criança para adoção. Nosso alvo é trabalhar ao máximo e proteger a vida.

É incontestável: o bebê é uma vida que deve ser protegida. De acordo com o Direito, é uma pessoa moral que deve ter seus direitos protegidos desde o momento da concepção, nesse caso, o direito a viver.

Quero enfatizar que não é fácil uma situação como essa, é sofrimento sim na vida da mulher violentada, algo que não podemos mensurar e é necessário amar e restaurar. Contudo, é necessário reforçar que o bebê gerado é também uma vida, que merece ter a oportunidade de crescer, de se desenvolver aqui na terra. Seu direito à vida deve ser garantido e como Igreja podemos ser a voz de quem não tem como expressar o seu anseio pela vida.

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