Consciência do propósito

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por Sâmia Rocha

Certa vez, durante um passeio, visitei um palácio datado do século XIX e, andando pelos ambientes do palácio, me deparei com os bules da foto abaixo.

O guia do palácio nos explicou que esses bules com a asa colocada de um lado incomum, existem por causa de uma solução que as pessoas daquela época acharam para distinguir o bule de chá para o bule de chocolate quente.

A asa foi colocada em um lugar diferente por causa daquilo que o bule carrega, e não simplesmente porque ele próprio decidiu ser assim.

Da mesma maneira, existem coisas que nos distinguem uns dos outros. Alguns inventam, fabricam essa distinção, criando jeitos, estilos, maneiras de ser para serem únicos aos olhos de outros.

Muitas vezes, esse tipo de comportamento vem porque falta uma compreensão daquilo que verdadeiramente nós fomos chamados para ser. Quando essa postura ou identidade é fabricada, ela está alicerçada numa base instável de aceitação e reconhecimento dos outros. Mas quando ela é alicerçada numa consciência interior, ela não depende do meio, ela serve, acrescenta, multiplica e não vive em função de elogios ou de um ambiente confortável; porém, vive pela consciência de propósito e não de conforto.

O bule; tanto serve nos palácios, como nas casas simples, porque não é sobre ele, e sim sobre o que ele carrega. Essa é a a diferença!

Quando tentamos fabricar coisas em nós é porque no fundo anelamos chamar a atenção para nós mesmos. Quando você tem o entendimento correto de quem é, a forma que você é não é o seu foco, mas sim aquilo que carrega.

O que você carrega é maior do que você mesmo, porque lhe foi confiado para que você sirva a um propósito!

Quando existe um entendimento correto de quem você é em Cristo, você se torna um doador, muito mais do que um receptor. Quando você recebe isso, vem o entendimento de que tudo o que lhe foi confiado existe para servir, acrescentar, somar na vida de pessoas e em lugares por onde você passa.

Em I Pedro 4.10 diz: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

Tire os olhos de você mesmo e seja um bom servo, bom despenseiro, dos mistérios de Deus!

 

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