Dicas para ministros itinerantes

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Viajando para tantos lugares há algum tempo, acabei vivenciando algumas experiências que me encorajam a escrever para que você, que planeja viajar, seja a passeio ou a missões, não precise lidar com alguns problemas que podem simplesmente ser evitados.

A viagem começa pelos documentos necessários para entrar no país. Alguns países são mais burocráticos e exigem mais documentos do que outros, por isso poderá levar mais tempo para a emissão de vistos. Seguir o provérbio popular que diz que “o brasileiro deixa tudo para última hora” pode te trazer surpresas desagradáveis.

Os brasileiros que viajam para alguns países da América Latina, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, por causa do acordo MERCOSUL – “Mercado Comum do Sul”, não precisam sequer de um passaporte, apenas com a sua identidade poderá atravessar a fronteira sem nenhum impedimento. Mas, este não é o caso para o restante do mundo. Juntamente com a documentação normalmente exigida, alguns países também solicita o certificado de vacinação, exigindo, por exemplo, que você seja vacinado contra a febre amarela e outras doenças antes de viajar. E você não entrará naquele país a não ser que apresente o certificado internacional de vacinação. Este certificado internacional pode ser adquirido nas agências da ANVISA, em aeroportos internacionais, mediante a apresentação do seu cartão nacional de vacinação. Para melhores esclarecimentos, você pode consultar o site da ANVISA sobre isto.

O próximo passo é a arrumação da sua mala. Seja a sua viagem por um curto ou longo período, é importante lembrar que você não poderá levar toda a sua casa dentro de uma só mala. Caso você não seja um viajante frequente, fazer uma lista com todos os itens necessários é sempre um bom conselho. Geralmente, o peso de bagagem permitido para sair e retornar ao Brasil é de 2 peças (malas) de 32Kg cada. No entanto, pagando pelo excesso, você poderá levar mais malas, salvo algumas restrições que a companhia aérea American Airlines faz, especificamente, durante o verão (ver e confirmar no site www.aa.com). Nos períodos previamente estabelecidos pela companhia, não se pode levar a terceira mala mesmo se prontificando a pagar pelo excesso. Estas restrições também se aplicam a certos aeroportos no Brasil devido ao tamanho de algumas aeronaves. Por exemplo, o excesso de peso não é permitido de forma alguma em voos internacionais que aterrissam em Recife, Brasília, Salvador e Manaus.

É sempre bom ter cuidados básicos com seus pertences, seja nos aeroportos dentro do Brasil ou fora dele. Nunca confie totalmente em um desconhecido mesmo quando ele oferecer ajuda. Nunca leve pacotes, embrulhos ou aceite cuidar da mala ou pertences de estranhos. Infelizmente, aeroportos são lugares de vulnerabilidade. Existem pessoas que se organizam para roubar em aeroportos, aproveitando-se do cansaço físico e descuido de pessoas que não esperam serem vítimas de um golpe nesse contexto. Já houve casos de pessoas inocentemente segurarem pertences que continham drogas, substâncias proibidas e até mesmo armas, tendo que responder por isso, e casos de pessoas serem roubadas por não estarem atentas aos seus próprios pertences, ficando totalmente sem dinheiro e sem documentos. Ser vítimas de bandidos que operam em aeroportos é realmente muito desagradável. Responder pelos pertences de outrem ou ficar sem dinheiro e sem documentos, principalmente quando se está fora do país, é uma experiência que ninguém quer vivenciar.

E já que falei em dinheiro, gostaria de tratar sobre isto agora. A grande maioria das pessoas se pergunta quanto em dinheiro se deve levar para uma viagem. Ter dinheiro em mãos é sempre muito bom. Mas, é importante saber que os países têm regulamentos diferentes quanto ao valor de entrada e saída de dinheiro no país. No Brasil, por exemplo, a pessoa pode sair e entrar com, no máximo, R$10.000,00. Um sábio conselho é procurar saber o que é permitido no seu país de destino e nunca exceder os valores estabelecidos pelas autoridades locais. Caso você exceda, o correto é declarar estes valores quando estiver entrando no país. Não declarar esses valores é um crime federal. E, se descoberto, você pode ser condenado em uma nação estrangeira e ser preso sem direito a fiança.

Mas, também não seria prudente não levar dinheiro algum. Apesar de sermos um povo que anda pela fé, viajar apenas com o dinheiro da passagem, sem ter dinheiro extra para o restante das suas despesas, é sem dúvida presunção. A fé não terá lugar para operar quando se age sem sabedoria. Mesmo você tendo acomodação e alimentação garantidas, é sempre bom se certificar quanto a isso por escrito. A pessoa, entidade ou instituição que está arcando com as suas despesas deve se comprometer oficialmente, não deixando, assim, lugar para mal entendidos. E, além disso, imprevistos podem acontecer. Com certeza, você não quer estar em um país estrangeiro sem recursos financeiros e sem amparo. Não dependa totalmente de cartões de crédito, travelers’ checks ou cartão de débito, evitando, com isso, inclusive, as cobranças de altas taxas bancárias por transações internacionais. Meu conselho é que leve sempre uma boa quantia em espécie, considerando a moeda do país visitado. O motivo desse cuidado é para, inclusive, se precaver caso alguma guerra civil ou mundial aconteça durante a sua estadia em uma terra estrangeira e a sua rápida saída do país seja necessária. Em momentos de crise, o dinheiro em mãos responde a tudo (Eclesiastes 10.19).

Viajantes solteiros ou desacompanhados precisam de alguns cuidados específicos para não se exporem ao perigo ou a constrangimentos desnecessários. Para que o objetivo da sua viagem, que é impactar vidas, seja alcançado, é importante que você saiba da sua responsabilidade em proteger a unção de Deus que opera em sua vida. O diabo usará pessoas e situações para paralisar e impedir que você seja efetivo para o plano de Deus. Por isso, precisamos ser prudentes e, acima de tudo, sensíveis ao Espírito Santo. Quando você se encontra viajando sozinho, é sempre bom informar a pessoas de sua confiança quais são os seus passos. Dar informações, como “o que você fará”, “onde você estará” e “por quantos dias estará naquele lugar”, é essencial. A sua conduta respeitosa e honrosa é de extrema importância, pois você não quer causar a impressão errada.

Conhecer um pouco da cultura local ajudará você a não cometer erros grotescos e ajudará também a não ofender o nativo. O seu primeiro contato com o nativo é extremamente importante porque é neste primeiro contato que você causará nele uma boa ou má impressão. Falarei com mais detalhes sobre isso nos nossos próximos contatos.

Aguardem, pois também abordarei outros aspectos, como cultura, costumes locais, língua estrangeira, alimentação, e mais detalhes sobre: solteiros ou desacompanhados em outro país e cultura.

Até breve!

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