Você é como João Batista?

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por Shirla Lacerda

Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Isaías 40.3).

A profecia descrita no livro de Isaías tratava acerca do profeta João Batista. Como sabemos, ele estava destinado a vir e ser o precursor de Jesus, para anunciar a vinda do Rei. Ele não tinha a função de endireitar os erros e as veredas naturais do mundo, mas os caminhos das pessoas para o Reino que estava chegando. A Igreja é um tipo de “João Batista” na atualidade. Estamos anunciando a volta de Jesus. Estamos preparando as veredas para o Grande Dia. Vejamos o que mais está contido na profecia:

“Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará” (Isaías 40.4).

Em oração, nós podemos fazer exatamente isso: nivelar montes e outeiros, aplanar lugares escabrosos. As Escrituras nos garantem que a glória do Senhor se manifestará. Isso é bem forte e talvez você não saiba, mas Deus deseja que a Sua glória resplandeça em toda a terra. 

“Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares” (Jeremias 1.10).

Quando nascemos de novo, recebemos autoridade e domínio sobre esta terra. Isso tem uma finalidade muito particular: arrancar, derrubar, destruir e arruinar as obras do diabo. Da mesma forma, temos a comissão de edificar vidas e implementar o Reino de Deus ao nosso redor. Temos graça e unção para isso. Não podemos ser indiferentes a esse compromisso. Jesus está voltando e  não é um jargão de pregador. Precisamos atentar para essa preparação da segunda vinda, que é feita por meio das nossas ações e, sobretudo, das nossas orações. 

“E no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos presidente da Judéia, e Herodes tetrarca da Galiléia, e seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se baixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplicarão; E toda a carne verá a salvação de Deus” (Lucas 3.1-6).

Quando a Bíblia afirma que veio a Palavra de Deus a João Batista, está dizendo que o Espírito veio sobre Ele, que a Unção do Senhor veio sobre a vida daquele homem. O interessante é que a Bíblia nos deixa saber em que contexto isso aconteceu, quem era o governante daquela época.

A Bíblia nos relata um cenário político. Nesse contexto, um homem foi ungido para levantar a voz e anunciar uma outra realidade. As Escrituras também nos indicam quem eram as autoridades eclesiásticas daquele tempo. Mas nenhum contexto impediu a Palavra de ser proclamada.

“E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois? E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira. E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, o que devemos fazer? E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado” (Lucas 3.10-13).

Os publicanos compunham o funcionalismo público daquela época. Perceba que vemos um cenário político e religioso, mas nada conteve as multidões nem a unção, que atraía todos os setores da sociedade. O poder do Senhor alcançava até mesmo os soldados, fazendo arder corações em todas as arenas. Você é como João Batista. Você vive um tempo profético e foi levantado para um tempo decisivo. Cabe a cada um de nós nos levantarmos nesse cenário e tocar cada esfera da sociedade em oração. Talvez você questione se religião e política se misturam. A resposta não está em mim, está no livro de Atos:

“E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradaria aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa. Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão. E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias” (Atos 12.1-7).

Na passagem acima, temos homens de Deus sendo mortos e presos por autoridades da época. Vendo que o comportamento agradava aos judeus, o Rei Herodes matou Tiago e ordenou que Pedro fosse encarcerado. Mas há algo no texto que vai mudar o desenrolar de toda a história: existe também uma igreja em oração. E por causa do clamor levantado aos céus, as cadeias caíram das mãos de um prisioneiro. Nós temos hoje autoridade para desfazer obras do diabo contra a nossa nação. Temos o poder para arruinar conselhos contra a sabedoria de Deus. Podemos destruir cada seta que se volta contra nós. 

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”(Tiago 5.16)”.

No original do grego, a palavra “efeitos” é  escrita com o mesmo termo que significa “energia”. A energia natural tem um período de força e um momento no qual pode, invariavelmente, acabar. Mas a energia de Deus, aquela gerada em oração, é ilimitada em seus poderes. Que possamos edificar o caminho que anuncia a volta de Jesus. Que possamos nos manter firmes e ousados em oração. Não deixe de  liberar a energia e o poder dos céus que existem em você. De Deus, vem a unção para mudar veredas e para destruir as obras do inferno.

 

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