Caminhe de modo digno!

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por Thiago Garcia

Quando penso em uma conferência como esta, sei que não é todo mundo que pode estar aqui, alguns não conseguiram fazer a inscrição, então, aproveite este tempo. Alguns não puderam vir porque não são ministros, e graças a Deus que você é ministro do Evangelho. Não esqueça dessa missão nobre que nos foi confiada por parte de Deus. Se você está aqui é porque é qualificado, ungido e chamado, ninguém escolhe ser ministro. Ele é escolhido.

Deus é quem concede dons aos homens e nós fomos chamados para servi-lO. Enquanto estamos aqui, no desempenho da nossa missão, somos agentes d’Ele para tornar alguém melhor.

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (Efésios 4.1-7).

Paulo, discorrendo aos efésios, usa algumas palavras e expressões e quero destacar algumas delas, porque as palavras carregam uma mensagem. Às vezes, em uma leitura rápida não conseguimos pegar a essência de algumas delas.

Existe um MODO DIGNO de andar em nosso CHAMADO. O modo digno não é um conceito absoluto, ele deve corresponder ao meu chamado. O nosso chamado é diferente uns dos outros. É por isso que o que é digno para mim pode não ser para você. Por isso, devemos nos comportar de forma diferente dos que não estão aqui, porque o chamado traz a necessidade de um comportamento especifico.

Davi tinha um chamado, um comportamento diferente dos seus irmãos. Assim como José.

Às vezes, Deus está mandando a bênção no lugar onde o MODO DIGNO está, mas nós não estamos lá. Paulo continua nos dizendo características gerais desse modo. Elas devem fazer parte do comportamento de um ministro com toda humildade, e como diz o ap. Guto Emery: “Humildade não é pensar menos de si, mas pensar menos em si”.

No ministério o nosso foco não está em nós mesmos. Além de humildade é preciso mansidão. E mansidão é ter um coração ensinável, mas também é qualidade ou condição daquele que é manso. É brandura de gênio.

Alguns podem dizer: “Ah! Não sou manso, porque nasci assim, é meu gênio, temperamento”, mas você nasceu de novo e agora você é a semelhança de Cristo. Ser manso não é ser leso, mas é ter firmeza na hora de ser firme. Não estou querendo combater os seus traços de personalidade, mas todos estamos correndo em busca de um modelo, um padrão e Cristo é nosso padrão. Devemos ser padrão para aqueles que Deus nos colocou para cuidar.

Longanimidade é outra característica. A própria palavra longanimidade é autoexplicativa, é ter um ânimo longo, ou seja, para um ministro, um modo digno de se caminhar é ter um ânimo longo. No ministério sempre vai existir aquele que quer consumir a nossa paciência e darão trabalho, assim como nós demos trabalho a alguém.

Que sejamos aqueles que levantamos outros a despeito das limitações deles. Gente dá trabalho, eu dou trabalho, você dá trabalho. Mas devemos desenvolver traços de caráter. Em prol do Evangelho eu vou me tornar um ministro melhor, me esforçando para corresponder as expectativas da minha liderança.

Precisamos suportar em amor. Que missão maravilhosa é ser sustentáculo para alguém crescer e se desenvolver. Nós somos ministros da fé e do amor. Nosso caráter exala, nossas respostas exalam esse amor.

A unidade requer esforço, não é algo acidental, é preciso esforço e nem é um esforço qualquer. É um ESFORÇO qualificado e diligente. E ser DILIGENTE é ser rápido em cultivar a unidade, ser ligeiro para excluir qualquer competição. Diligente é ser zeloso, aplicado e devemos caminhar de modo digno, agindo dessa maneira.

Nós somos um e, por isso, não existe qualquer sentido em acolhermos qualquer divisão. Nós somos um só ministério. Não existem dois Verbos da Vida. Só tem uma visão, uma missão, um jeito, não tem Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste. É um só Verbo da Vida. Sei que estamos na Conferência do Nordeste e a maioria é nordestino. É, assim, em cada região, mas é um só ministério.

O Verbo da Vida vai para todas as nações, o Verbo da Vida é celestial e, por isso, não somos apegados a coisas, enquanto estamos aqui vamos alcançar o máximo de lugares e pessoas possíveis. Começou no Brasil, mas é das nações, é global e nossa origem é celestial. Nós somos uma só família. Conto com você para rejeitar qualquer semente que possa nos afastar, porque estamos no Verbo da Vida para aproximar, não para afastar.

Para desenvolver o nosso chamado é necessário GRAÇA. A graça de Deus foi concedida a cada um de nós, de modo proporcional ao dom. Para cada chamado existe uma graça. E para isso exige um modo digno e diligente. Mas a graça d’Ele se aperfeiçoa na nossa fraqueza. É na força d’Ele que fazemos o que fazemos.

PARA QUEM TEM UM DESAFIO GRANDE, EXISTE UMA GRAÇA GRANDE.

Aquele que serve, sirva na força que Deus supre. Deus tem uma graça para derramar na sua vida nesses dias e creio que Ele está derramando uma graça extra para esses dias, afinal, tivemos tempos desafiadores, mas estamos melhores, mais fortes, crescemos e abrimos igrejas.

A nossa missão não é natural, estamos aqui para realizar o chamado que Deus colocou em nós, não adianta fugir e se esconder, porque Deus está conosco o tempo todo.

Existe uma graça que nos capacita a fazer o que fomos chamados para fazer.

 

 

*Trechos da mensagem do dia 16 de julho de 2021, na Conferência de Ministros Nordeste

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