A defesa por pressão 

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por Tony Cooke

Se você é fã de basquete, sabe exatamente o que é a defesa por pressão. Tal tática traz uma intensidade notável para tudo o que está acontecendo na arena. Se você não é aficionado por basquete, acredito que a “defesa por pressão” seja uma poderosa analogia com relação ao que acontece nas vidas das pessoas hoje. 

Quando um time pontua no basquete, o adversário tira a bola e passa para o outro lado da quadra, onde eles esperam pontuar também. Normalmente, a defesa corre e se posiciona novamente para defender a cesta. Eles não colocam nenhuma pressão na bola até que a linha de meio de campo seja cruzada e, assim mesmo, a pressão ainda não atinge sua total intensidade até o momento em que o time ofensivo chega à zona de pontuação. 

Tudo é diferente quando o time defensivo adota a chamada defesa por pressão. O alvo da estratégia defensiva não é simplesmente fazer com que o time adversário não pontue, mas colocar tanta pressão que eles não consigam ter a posse da bola.

No caso da ofensiva conseguir obtê-la, a estratégia é encurralar o jogador com a bola – jogando um tipo de defesa tão sufocante que a bola não consiga ser passada adiante. A defensa pretende colocar tanta pressão na bola, que faça com que o time adversário perca o controle e a entregue. 

O treinador tipicamente fará com que seu time adote a pressão como defesa para quebrar o ímpeto do time adversário ou fazer com que eles percam completamente o ritmo. Parte da intenção da defesa por pressão é frustrar, perturbar e desorientar o outro time. Por ser um tipo de defesa bem cansativa de se fazer, é normalmente adotado somente em momentos estratégicos e no avançar do jogo, como último esforço para desestabilizar o time adversário e, talvez, obter novamente a liderança. 

Então o que a defesa por pressão tem a ver com nossas vidas hoje? Com as igrejas hoje? É possível que Satanás saiba que seu tempo é breve e isso seja um fator para o levante e a loucura que têm aumentado no mundo recentemente? Apocalipse 12.12 (NTLH) traz uma declaração interessante:

Portanto, ó céu e todos vocês que vivem nele, alegrem-se! Mas ai da terra e do mar! Pois o diabo desceu até vocês e ele está muito furioso porque sabe que tem somente um pouco mais de tempo para agir.

Não estou dizendo que estamos nesse exato tempo no calendário escatológico, mas recentes eventos que têm ocorrido, neste ano, têm colocado uma pressão significativa em pessoas e igrejas, e é claramente perceptível que alguns tiveram seu entusiasmo e seus ritmos interrompidos. No basquete, a adaptação a esse tipo de pressão é de fundamental importância, mantendo-se calmo em meio à pressão crescente. O mesmo acontece na vida e no ministério. 

PEDRO E A PRESSÃO

Quero ressaltar que essa, absolutamente, não é a primeira vez que uma pressão crescente sobreveio cristãos – longe disso! Na verdade, Jesus alertou Pedro a respeito da iminente pressão que ele experimentaria: 

“Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lucas 22:31-32, NVI)

Todos sabemos que Pedro não suportou a pressão muito bem. Ele entrou em completo colapso sob pressão. Jesus sabia que Pedro inicialmente pereceria, mas Ele também sabia que Pedro se recuperaria e voltaria aos eixos. 

A peneiração acontece quando o joio é solto e separado do trigo. Esse processo normalmente envolve algum balanço e algumas batidas. Satanás queria destruir Pedro e os discípulos, não purificá-los. Porém Jesus e a graça divina fizeram toda a diferença. Tendo o contratempo inicial da defesa por pressão de Satanás, Pedro fez três coisas:
(a) ele se arrependeu
(b) ele se voltou novamente para Jesus
(c) ele fortaleceu seus irmãos. 

JESUS E A PRESSÃO

Outra pressão que lemos nas Escrituras é a que ocorreu no Getsêmani. O próprio nome significa “pressão do óleo”. Literalmente, as olivas eram espremidas em prensas que se localizavam nesse jardim, e esse parecia ser o local propício para Jesus orar antes da crucificação. Na própria cruz, Jesus experimentou ser espremido em nosso favor: “Ele foi esmagado por nossas iniquidades” (Isaías 53.5). Mas, mesmo no Getsêmani, Ele começou a perceber o peso esmagador que em breve experimentaria mais intensamente. 

Nesse local de “pressão do óleo”, Jesus começou a demonstrar tristeza e angústia mental e estava profundamente deprimido. Então, disse aos discípulos: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mateus 26.37-38). Jesus perseverou em meio à pressão e “por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hebreus 12.2, KJA). Jesus sentiu a pressão, com certeza, mas Ele nunca deixou que isso O fizesse perder o Seu alvo. 

PAULO E A PRESSÃO

O homem que tanto nos ensinou sobre fé, paz e a armadura de Deus sofreu tremenda pressão durante o curso de seu ministério. Ele escreveu: 

“Irmãos, queremos que saibam das aflições pelas quais passamos na província da Ásia. Os sofrimentos que suportamos foram tão grandes e tão duros, que já não tínhamos mais esperança de escapar de lá com vida. Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos salvou e continuará a nos salvar desses terríveis perigos de morte. Sim, nós temos posto nele a nossa esperança, na certeza de que ele continuará a nos salvar” (2 Coríntios 1.8-10, NLTH).

Circunstâncias e a pressão associada não melhoraram imediatamente para Paulo. Mais tarde, ele escreveu: 

Pois, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum descanso, mas fomos atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos. Deus, porém, que consola os abatidos, consolou-nos com a chegada de Tito (2 Coríntios 7:5-6).

DICAS DE TREINADOR

Quando o time de basquete repentinamente enfrenta uma defesa por pressão, o técnico chama para um intervalo, organiza o time e os chama a ter foco. Eles não podem deixar que a crescente pressão os tire do caminho. Eles terão que ajustar um pouco suas estratégias para poder ter domínio da bola, mas seus objetivos e alvos permanecem os mesmos. 

Eles devem decidir não apenas sobreviver sob um nível de pressão crescente, mas também devem procurar meios de otimizar seu jogo e explorar as fraquezas do time adversário. Como cristãos, devemos nos relembrar que nenhuma arma forjada contra nós prosperará (Isaías 54.17) e que Deus pode pegar os planos que foram direcionados para nos destruir e transformá-los em benefícios para nós e para outros (Gênesis 50.20). 

Nós conseguiremos! Graça e paz estejam contigo.

 

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