Não seja pedra de tropeço

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por Tony Cooke

Anos atrás, recebi uma ligação de uma enfermeira de uma escola primária local. Ela me pedia ajuda com relação a uma determinada situação. Quando perguntados a respeito do médico que cuidava da família, os pais de um aluno novato preencheram “Doutor Jesus” no formulário. A enfermeira não era contrária à fé cristã, mas explicou que era necessário que eles conhecessem um médico ao qual pudessem recorrer caso o aluno tivesse algum problema de saúde. Ela não estava conseguindo argumentar com os pais; portanto, falei com eles e os ajudei a entender a necessidade de trabalhar em cooperação com a escola.     
Esse foi um incidente pequeno, e sei que os pais foram tão sinceros quanto poderiam ter sido. Entretanto, eles falharam em reconhecer que a sua “posição de fé” realmente não seria um testemunho positivo para os de fora. Isso me lembrou da afirmação de Paulo sobre nos portar “com sabedoria para com os que são de fora” (Colossenses 4.5, KJA).   
 
Recentemente, tive a mesma sensação quando vi um vídeo com trechos de vários ministros famosos, alguns dos quais são maravilhosos irmãos em Cristo. Em tal “montagem”, eles pareciam fazer o que eu consideraria declarações imprudentes sobre questões não relacionadas ao Evangelho; fiz uma careta ao ver a forma ignorante como cristãos evangélicos estavam sendo retratados em algumas dessas declarações.

Não tenho interesse em criticar nenhum desses irmãos. Tenho certeza de que alguém poderia pegar “trechos” isolados e descontextualizados de qualquer um de nós e nos apresentar de forma negativa. O que me confrontou foi o desafio de manter minhas palavras edificantes e sensatas – tanto quanto ao senso bíblico como ao senso comum. Se vou ser criticado, quero que seja porque estou pregando Jesus, não por questões não relacionadas ao Evangelho.

Aqui estão três passagens bíblicas que me vieram à mente enquanto eu considerava tudo isso:

“Portanto, orem para que eu faça com que o segredo de Cristo seja bem-conhecido, como é o meu dever. Sejam sábios na sua maneira de agir com os que não creem e aproveitem bem o tempo que passarem com eles. Que as suas conversas sejam sempre agradáveis e de bom gosto, e que vocês saibam também como responder a cada pessoa!” (Colossenses 4.5-6 – NTLH).

“Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência.

Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova” (Romanos 14.16, 22 – NVI).

O verso 22 na Bíblia Viva diz: Você pode saber que não há nada de errado naquilo que você faz, mesmo do ponto de vista de Deus, mas guarde isso para si próprio. Não faça ostentação de sua fé na presença de outros que poderiam sentir-se feridos com isso. Nessa situação, feliz é o homem que não peca quando faz aquilo que sabe que está certo.  
 
“Não deis o que é sagrado aos cães, nem jogueis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisoteiem e, voltando-se, vos façam em pedaços” (Mateus 7.6 – KJA).

Sei que seremos criticados como ministros do Evangelho, mas a questão é pelo que seremos criticados. Paulo disse: “… proclamamos a Cristo crucificado, que é motivo de escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (I Coríntios 1.23, KJA). Se eu for criticado por pregar a Jesus crucificado e ressuscitado, posso lidar com isso.

O que eu não quero é fazer declarações mal informadas e imprudentes que façam o Cristianismo parecer louco aos olhos daqueles que esperamos alcançar com as boas novas de Jesus.

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