Eu recebo a Tua justiça

Postado em
1

por Francisco Santos Júnior (Maceió-AL)
*Graduado no Centro de Treinamento Bíblico Rhema – Unidade Farol

Precisamos conhecer a justiça de Deus que está disponível para nós. Essa justiça foi o resultado da nossa salvação, diante dos céus e refletido na terra, mas muitas vezes não temos a dimensão dela. Neste texto, vamos explicitar aspectos úteis sobre o assunto.

Primeiramente, vamos saber conhecer o que é Justiça de Deus. Pelos originais do grego a palavra que define isso é “Diakaiosune” que de forma resumida significa o homem atingir uma condição aprovada diante de Deus, sem culpa e sem mácula, uma condição de dignidade restituída ao ser humano como se nunca tivesse pecado. A Justiça de Deus perpassa nessa condição de restituição de dignidade, se manifestando por meio de três tipos de justiças dentro da mesma. São elas: Justiça Espiritual, Justiça Socioeconômica e Justiça Moral.

1-Justiça Espiritual – Um grande feito do sacrifício de Cristo na cruz foi a restauração da ligação e da condição espiritual entre o homem e Deus, que temos não só o acesso, mas poder de estabelecer conexões no reino do espírito, de fazer pontes espirituais do céu para acontecer manifestações na terra:

“Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo” (Hebreus 10.19,20 Versão NVI).

Estamos em posição de autoridade espiritual em Cristo, por estarmos assentados com ele em espírito: “Deus nos ressuscitou com Cristo, e com Ele nos entronizou nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2.6 Versão KJA).

E somos uma nova criação pela morte redentora de Cristo Jesus: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Corníntios 5:17 Versão KJA).

2- Justiça Socioeconômica – Outro grande detalhe na Justiça de Deus é a justiça socioeconômica, que o cristão foi restituído a uma dignidade financeira e de status social, de maneira que temos suprimento do céu, não temos falta em termos de necessidades básicas e que temos uma estabilidade econômica dos céus, que não está sujeita a momentos econômicos. Um grande exemplo é a eliminação da pobreza na cruz do calvário:

“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, tornou-se pobre por vossa causa, para que fosseis enriquecidos por sua pobreza” (2 Coríntios 8.9 Versão KJA).

Possuímos a bênção de Abraão, que como é dito na Bíblia (Gênesis 12:20,13:2;14, 24:1, 35) era rico e essa bênção lhe colocava o favor de Deus sobre ele e o acesso ao que o crente precisa, nos resgatando também da maldição da lei:

“Estejais certos, portanto, de que os que são da fé, precisamente estes, é que são filhos de Abraão! Desse modo, os que são da fé são abençoados juntamente com Abraão, homem que realmente creu. Foi Cristo quem nos redimiu da maldição da Lei quando, a si próprio se tornou maldição em nosso lugar, pois como está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”. Isso aconteceu para que a bênção de Abraão chegasse também aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos a promessa do Espírito Santo pela fé. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e plenos herdeiros de acordo com a Promessa”. (Gálatas 3:7, 9, 13-14, 29 Versão KJA)

3- Justiça Moral – Para finalizar essa análise das justiças presentes na Justiça de Deus, a justiça moral, seria uma restituição da condição moral do Cristão, que Deus ele é aquele que luta as nossas causas e dá paga a nossa injustiça recebida pelos homens, não venho aqui dizer que Deus mata e fere. Não! Ao contrário, Ele toma para si resolução contra o mal que a nós foi feito, respondendo com seu justo juízo para nos defender, não precisamos responder com nossos próprios meios pra responder ao mal feito, mas confiarmos em Deus.

Vejamos o exemplo de Cristo como é dito na carta de Pedro:
“Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pedro 2. 21-23 Versão NVI).

Deus continua defendendo seus filhos, com Cristo foi feito isso, e é feito conosco também:

“A ninguém devolvei mal por mal. Procurai proceder corretamente diante de todas as pessoas. Empreendei todos os esforços para viver em paz com todos. Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: ‘Minha é a vingança! Eu retribuirei’, declarou o Senhor” (Romanos 12.17-19 Versão KJA)

Creiam irmãos, essa justiça está disponível para vocês, nós somos a Justiça de Deus e Ele a outorgou a nós para vivermos de maneira que os homens vejam o Senhor agindo em nossas vidas, creiam e recebam, é para nós essa Justiça. Aleluia!   

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA