Jesus, aquele que cura

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por Leonardo Barbosa
*Líder do Departamento de Inclusão

 

Jesus é o projeto de Deus não só para a salvação do homem, mas para sua cura. Para que o homem tenha uma vida completa ao lado de Deus.

A Palavra nos convida a participar da cura divina. No último domingo, Manoel Dias, ministrando, apontou especificamente para qual ponto eu e você podemos participar. O ministro apontava para uma possibilidade real de termos uma vida  de poder, tendo participado de uma vida de cura e participando ainda mais de uma vida excelente desfrutando de saúde divina.

Em  II Pedro 1.4,  a Palavra trata sobre promessas grandiosas que são concedidas e através delas podemos ser participantes da natureza divina. Quando Manoel Dias falava sobre participar de uma saúde divina, eu me lembrava das palavras do Ap. Bud Wright, no livro “Receba sua cura”. Deus quer que todos nós vivamos em saúde. No livro, ele exemplifica o que é vida divina: vida divina é a vida de Deus.

Participar da natureza divina é viver o projeto de Deus desde a criação do homem. Participar da natureza divina não era uma exclusividade para a Nova Aliança, mas um projeto que Deus tinha desde a criação do homem para que o homem tivesse uma vida do tipo de Deus, isso é, participar de uma comunhão com Ele.

Após o pecado, Deus procura Adão e ele se esconde (Gênesis 3.9). Ele afirma que escutou a voz de Deus e teve medo. Desde o início, o desejo de Deus era que o homem tivesse comunhão com Ele. Mesmo após o pecado, Deus já tinha estabelecido um plano de redenção para o homem. Deus não foi pego de surpresa com o erro de Adão e Eva. Deus tinha um projeto de salvação que passaria por diversas dispensações até chegar em Jesus. 

Quanto o homem peca, ele é separado de Deus. E agora, Adão tinha temor, sentimentos pertencentes ao ato do pecado. Quando Deus provê roupas de pele de animais para Adão e Eva (Gênesis 3.21), Deus já mostrava que seria necessário um sacrifício para tirar o pecado do homem, um sacrifício perfeito que seria realizado por Jesus na cruz.

Podemos observar o cuidado de Deus em trazer o homem para si. Em todo contexto da Lei, Deus está mostrando que somente um sacrifício perfeito poderia restaurar a comunhão do homem com Deus (Isaías 53.5; Mateus 8.17).

O desejo de Deus era que tivéssemos vida divina e de fato pudéssemos desfrutar de tudo que essa natureza nos traz, como a cura.

Quando olhamos os relatos a respeito do encontro que Jesus teve com o centurião (Mateus 8.5-13; Lucas 7.1-10) podemos observar três aspectos das atitudes do centurião. Ele reconheceu a autoridade de Jesus, reconheceu a vontade de Jesus e se reconheceu em Jesus. Um centurião na hierarquia do império romano era uma pessoa importante, ele era um homem que além de representar a lei, tinha uma certa importância na sociedade. Quando o centurião vai até Jesus podemos entender que ele teve uma revelação a respeito d’Ele, pois oficialmente Jesus não tinha nenhum título junto à sociedade como o centurião tinha.

Sendo assim, um homem de autoridade (o centurião) vai até um homem simples (Jesus), esse comportamento nos mostra que o centurião reconheceu a autoridade de Jesus. Ao falar com Jesus sobre seu servo doente, Jesus prontamente diz ao centurião que ia e iria curá-lo. Quando o centurião ouve isso ele diz a Jesus que não fosse pois ele (o centurião) não era digno. Quando o centurião afirmou isso, ele diz que apesar da autoridade que ele tinha diante da sociedade ele não era digno de receber Jesus em sua casa. E ele reconhece em Jesus uma autoridade de poder de cura e de libertação. Além de reconhecer a autoridade de Jesus, o centurião reconhece a vontade de Jesus. Nós sabemos que a fé fala, nesse contexto o centurião alcança a revelação de que a vontade de Jesus era curar, e diz que basta Jesus dizer apenas uma palavra. É importante lembrar que o centurião vivia na dispensação da lei, enquanto nós vivemos hoje na dispensação da graça, mas mesmo vivendo na dispensação da lei ele conseguiu entender a vontade de Jesus.

Nessa dispensação, nenhum homem conseguia cumprir a lei, por esse motivo eles tinham desgraças, doenças, enfermidades e tormentos. Mas mesmo vivendo diante desse contexto, dessa dispensação,  o centurião percebeu a vontade de Jesus, ele sabia que Jesus não ia dizer o contrário e que bastava uma palavra Sua para que seu servo fosse salvo. 

O livro “Salvação e cura em nome de Jesus” (T. L. Osborn) faz uma relação dos nomes de Deus com aquilo que é a função de Jesus. Os nomes de Jeová têm uma relação profética com os nomes de Jesus como:

Jeová-Shama:  “O Senhor está ali”, Jeová-Shalom: “O Senhor é a nossa paz” e profeticamente Jesus responde a isso quando afirma “A minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”(João 14.27);

Jeová-Nissi: “O Senhor é a minha bandeira”, em Colossenses 2.15 afirma que Cristo triunfou sobre principados e potestades; 

Jeová – Tsidkenu: “O Senhor é a nossa justiça”, em Coríntios 5.21 “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”;

Jeová – Rafah: “Eu sou Senhor que te sara, o Senhor que te cura”, em Êxodo 15.26 “Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara”.

E tudo isso citado acima se tratava de uma revelação que o centurião estava alcançando naquele momento. No livro de Lucas 7, é relatado que o centurião tinha um entendimento de quem era Deus e era como se o mesmo tivesse tido a revelação de que Deus estava ali com Jesus.

Hoje vivemos numa dispensação mais excelente do que a que o centurião viveu, não estamos vendo Jesus como Emanuel, mas agora podemos ter a porção divina dentro de nós. 

Agora nós temos um Jesus que é autoridade no céu e na terra, que nós sabemos a sua vontade e que se trata de uma vontade do Pai (Êxodo 15.26). A intenção de Deus de Gênesis a Apocalipse é só uma: que o homem participe de uma vida divina, da natureza divina de Deus, que ande em saúde divina.

O terceiro aspecto é que o centurião se reconheceu em Jesus quando diz: “manda só uma palavra, pois eu também sou homem de autoridade” (Mateus 8.9). Nesse momento, o centurião, olha para si, lembra da sua importância na sociedade, dos homens que governa, da sua autoridade e se vê como Jesus. No verso nove o centurião diz: “Eu sou homem sob autoridade como tu”. Aquele centurião alcançou a revelação de que Jesus estava sob uma autoridade, Ele veio cumprir aquilo que era a vontade do Pai, que eu e você andemos em cura, em saúde divina.

Quando nos olhamos no espelho, o que estamos vendo? O centurião se viu, se reconheceu, em Jesus. Nós estamos vendo Jesus em nós?

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38).

Quais eram as coisas que Jesus fazia “Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mateus 4.23). Jesus também diz “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (João 14.12). O que nós vamos fazer? Libertar os oprimidos do diabo, curar toda sorte de enfermidade de doença porque é isso que Jesus fazia.

Precisamos lembrar que o projeto de Deus foi consumado através de Jesus. Jesus veio para nos dar vida em abundância. A Palavra nos garante que “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16.17.18).

A vontade de Deus é que vivamos em natureza de Deus, com saúde divina e excelência de vida. Doenças e enfermidades não fazem parte do que Deus tem para os seus filhos.

 

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