A nossa fonte em Deus

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por Policarpo Brito
*Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

O Senhor é bom, o Seu amor dura para sempre e a Sua fidelidade é de geração em geração. 

Aprendemos com o nosso Apóstolo Bud Wright que nunca devemos orar sem bases bíblicas que apoiem a nossa fé. É difícil receber respostas de oração quando não temos bases para apresentar a Deus. Mas se temos bases na Palavra de Deus, tudo fica mais fácil. 

O texto de Juízes 15.9-20 é uma base para aprendermos um princípio: depois de uma batalha espiritual, sentimos uma ressaca ministerial. Nós vemos isso na vida de Sansão. Ele foi amarrado e entregue para ser levado como escravo dos filisteus, mas a Bíblia garante que o Espírito do Senhor veio sobre ele e lhe deu tanto poder e força, que as amarras novas foram arrebentadas e ele venceu.

Depois dele experimentar essa vitória tão grande da parte de Deus e ainda de ter o Espírito sobre ele, Sansão sentiu tanta sede que clamou aos céus por ajuda. O Senhor fendeu uma cavidade e de lá saiu água que o saciou, depois disso ele ainda julgou Israel por mais vinte anos. 

Aqui aprendemos outro princípio: precisamos estar sempre conectados à fonte do poder. Não devemos buscar a Deus somente quando sentimos sede. Se estivermos constantemente ligados n’Ele, poderemos fazer as obras que Ele nos capacitou para fazer.

Olhando para a Palavra de Deus, Jesus Cristo disse o seguinte: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim” (Isaías 61.1). Ele falou do Espírito sobre e do Espírito dentro. Nós aprendemos, na Nova Aliança, agora como povo de Deus,  que Ele nos dá a capacidade de termos o Espírito sobre nós e também dentro de nós.

Jesus disse isso em Atos 1.8“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas. O poder viria sobre aqueles que creem no Senhor e esse poder por dentro nos ajuda a desempenhar o serviço para Ele, para trabalhar, produzir, para realizar algumas coisas. Tê-lO dentro nos capacita para vivermos outro estilo de vida, não apenas a viver os milagres ou o extraordinário. 

O texto de I João 2.27-30 fala da unção que permanece. A unção que está “em vós” ou “dentro de vós”,  lhe ensina todas as coisas. Sendo assim, podemos aprender que a unção externa nos leva a realizar algo para Deus. É uma capacitação para produzir algo para o Senhor, mas a unção interna vai nos ensinar ou Ele próprio vai nos ministrar. 

Aprenda isso: Sansão recebeu poder sobre ele sem precisar pedir. O Espírito veio sobre ele, mas, para matar a sede, para ter o Espírito que o revigorasse, ele teve que pedir, clamar… Ele precisou ir à fonte e beber da fonte.

Normalmente, a palavra “fonte” é associada a uma unção interna. Jesus disse, em João 7“Quem crê em mim, do seu interior fluirão rios de águas vivas”. Existe uma fonte dentro de nós que jorra para a vida eterna. Aqui aprendemos mais uma lição: para a fonte se abrir, nós precisamos clamar. O Espírito já está dentro de nós. Podemos contar com ele como amigo, mestre, professor, aquele que nos guia. Mexa com o Espírito que está dentro de você!

A vida de oração de Jesus é um exemplo a ser seguido. A Bíblia afirma, em Lucas 3.21,22, que quando Jesus e João Batista saíram das águas, enquanto eles oravam, os céus se abriram. Naquele momento de oração, os céus se abriram não só para receber a oração deles, mas para responder o que Deus estaria habilitando Jesus a fazer dali por diante. 

No Evangelho de Marcos 1.35-39, antes de curar pessoas ou expulsar demônios, Jesus se enchia na oração. Não devemos orar apenas quando formos chamados para orar por outras pessoas. Jesus estava sempre pronto e porque  as pessoas o viam pronto, traziam os doentes até ele e eles eram curados.

Ele estava sempre pronto para ensinar, curar e pregar, mas, antes, Jesus se retirava para um lugar solitário para orar. Jesus sabia da história de Sansão e de Elias, e sabia também que depois de uma luta, de um trabalho espiritual que é servir ao Reino de Deus, precisava se manter cheio e preparado. Jesus ia se encher de novo. Precisamos ser como Ele. 

Em Lucas 6.12,13, Jesus passou a noite orando. A noite se apresenta como um tempo de tristeza, de escuridão, de lutas, ansiedade, depressão, de preocupação, mas Jesus foi encontrado orando. No Getsêmani, pela terceira vez, Jesus foi orar e pediu ao Pai que, se possível, passasse d’Ele aquele cálice. Lá, ele experimentou medo, pavor, angústia e desespero de morte. Deus não sentiu isso, mas Jesus sentiu, porque Ele era homem. 

Através de Hebreus 5.7 vemos que Jesus, nos dias da sua humanidade, ofereceu grande clamor Àquele que o podia livrar da morte e Ele foi livre por causa de uma vida de piedade. Não foram só momentos de piedade, mas uma vida inteira de zelo, temor e consagração. 

Jesus nos ensinou, em Lucas 18.1, sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. Tendo ou não, doente ou sarado, empregado ou desempregado. Atos 16.25 mostra que Paulo e Silas estavam açoitados e ameaçados de morte, mas eles não pararam de orar. 

Devemos orar constantemente, sem desanimar. Vamos rasgar os céus. Deus nunca perdeu uma batalha e a Sua palavra não perdeu a validade.