Fim da escravidão

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por Gabriela Alencar
*Graduada do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Há mais ou menos uns 6 meses eu vinha passando por um processo muito difícil. Recebi um diagnóstico de transtorno depressivo maior e ansiedade generalizada e, apesar de ainda não me sentir confortável para falar sobre tudo que vivi, Deus tem falado comigo e preciso compartilhar algumas coisas.

Hoje estou bem, tem dias que são mais difíceis do que outros, mas tenho aprendido a viver um dia por vez. Estou aprendendo a conhecer os meus limites, a administrar minhas emoções e, principalmente, a me alimentar espiritualmente independente dos meus sentimentos, porque não posso esquecer da minha realidade em Cristo, que sempre será maior que qualquer diagnóstico.

Esse não é um texto para romantizar esse processo, não vou romantizar o que vivi porque não foi nada romântico, mas hoje quero focar no que aconteceu no último culto de domingo, na minha igreja local… Ao longo de todo esse processo Deus falou comigo e usou pessoas de formas sobrenaturais para tratar coisas comigo, todas as vezes foram inexplicáveis, mas nesse culto algo diferente de tudo que eu já vivi aconteceu.

Durante todos esses meses, muitas coisas vieram junto à ansiedade e a depressão, uma delas foi a compulsão alimentar e, consequentemente, a autoestima baixíssima. Ter alegria em me arrumar era uma grande vitória e nesse domingo eu tive. Comecei a procurar algumas roupas e depois de vesti-las, três ou quatro vezes, e elas não ficarem bem no meu corpo, a tristeza e o desânimo vieram novamente. Eu não tinha muito tempo para escolher mais roupas, porque senão iria me atrasar. Então, peguei a primeira que eu vi, que sabia que caberia em mim, mesmo não sendo “uma roupa de culto de domingo”, e fui.

Eu já saí de casa um pouco triste, estava me sentindo feia, estava com a autoestima no “subsolo”, mas decidi não focar no que eu estava sentindo e me concentrar no que Deus iria fazer.

Por um momento o nó na garganta apareceu e eu fui me sentar lá atrás antes do culto começar. Mas desta vez eu não me deixei ser vencida pela autoestima baixa, eu já tinha me esforçado outras vezes, já tinha conseguido antes e agora conseguiria de novo, eu não deixei a vergonha ser mais forte que a minha sede pelo Senhor e quando o culto começou eu decidi me conectar com meu Pai e me esquecer de tudo isso, então voltei para o meu lugar e fui prestar o meu culto a Ele. Foi tão sobrenatural, foi tão incrível, foi tão real. Quando a música Não mais escravos começou a tocar, parecia que Jesus estava me abraçando e me lembrando que o medo não tinha mais poder sobre a minha vida. A cada acorde tocado naquela hora, o Senhor me mostrava que as algemas já tinham sido quebradas.

Eu conseguia sentir como se uma grande força arrebentasse todas as correntes que me faziam escrava das minhas próprias opiniões e da opinião dos outros. Foi como se uma mão forte demais arrancasse com muita força de dentro de mim as amarras que estavam me deixando imóvel.

A cada segundo era como se eu ficasse mais leve, e mais leve, e mais leve. Não era só autoestima baixa, não era só a compulsão alimentar, não eram só os quilos a mais, não era só a ansiedade e depressão, não era nada que eu conseguisse nomear, era algo que parecia muito mais forte que eu, que me dominava e me paralisava, e naquele momento eu tive mais certeza que em Jesus tudo aquilo já tinha sido desfeito.

Eu sentia como se Jesus estivesse me sacudindo e gritando “Filha de Deus, não mais escrava, você é filha, filha!”, e a cada vez que Ele me sacudia dentro de mim pulsava: eu sou filha, eu sou filhas, eu sou livre.

Meu Deus, como é maravilhoso ser livre… Eu não podia deixar mais um dia passar sem lhe dizer que não há nada que pareça forte demais sobre a sua vida, que consiga ser mais forte do que o amor e o poder do Senhor. Não há correntes, pressão, doença, medo, prisão ou força nenhuma que seja mais forte que a poderosa força do Senhor que opera em nós!

Eu não fui curada nesse culto de domingo, eu fui curada há mais de 2 mil anos, quando Jesus foi crucificado no meu lugar. A depressão, a ansiedade e todas essas outras coisas que tentaram roubar a minha alegria de viver, sempre tentarão me fazer parar, mas há um que não parou por mim, e eu não pararei por Ele. O amor, a força, o cuidado e o poder de Deus são imparáveis. O Senhor é incansável em cuidar de nós e dos nossos.

Talvez eu precise reler esse texto várias vezes depois para me lembrar destas mesmas coisas, mas hoje eu não deixarei mais o diabo calar a minha voz me fazendo acreditar que estou fraca demais para me mover no meu chamado. Esse tempo acabou, ele não me deu fôlego de vida para achar que tem o poder de calar a minha voz. Por cada dia que eu me calei, eu falarei em dobro, me moverei em dobro. Eu não nasci para ser acuada, muito menos você.

A vida não acabou, o propósito não morreu, o chamado não foi perdido e não há nada que eu ou você possamos fazer que seja mais poderoso que o sacrifício que Jesus fez por nós.

O sangue que nos lavou e nos redimiu é suficientemente poderoso para nos fazer triunfar em Cristo sobre todo intento do maligno.

Não somos mais escravos.
Não somos escravos do medo.
Não somos escravos das opiniões.
Não somos escravos do pecado.
Não somos escravos dos nossos sentimentos.
Não somos escravos da rejeição.
Não somos escravos.
Não somos.

PORQUE SE CRISTO VOS LIBERTAR, VERDADEIRAMENTE SEREIS LIVRESSSS! 

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