O verdadeiro altar de oração

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por Magliana Rodrigues
*Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Quando Jesus encontrou a mulher samaritana, aquele encontro nem poderia ter acontecido. Afinal, Ele era judeu e ela pertencia a um grupo tido como inferior. Mas Deus não se prende a placas ou estereótipos. Por providência d’Ele, Jesus e aquela mulher estiveram juntos. A samaritana poderia ter perguntado muitas coisas, mas seu único interesse era saber: “Aonde devo ir para adorá-lo?”

O Senhor respondeu: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23).

A obra da redenção nem havia sido consumada e já era uma realidade. Jesus já explicava que não haveria mais limitação de acesso ou de forma, mas um livre acesso à presença do Pai, com uma vida a serviço de Deus, exalando o bom perfume d’Ele. Em outras palavras, Cristo estava dizendo: “Está chegando um tempo em que, quando você vir um crente, ali haverá um altar de adoração e intercessão!”.

Aquilo que você vai buscar em outros lugares, já existe em você mesmo. Cada cristão é tabernáculo da Nova Aliança. Ao lermos a Bíblia, percebemos que a única coisa que o Sumo Sacerdote poderia levar à presença de Deus era o incensário, provindo do altar de adoração e intercessão: duas coisas que hoje não são obtidas mais em um lugar físico, mas em nossas vidas de comunhão com o Pai.  Nós carregamos e produzimos  a única coisa que pode acessar o Trono da Misericórdia.

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hebreus 10:19-23).

O autor de Hebreus nos exorta a nos aproximarmos do Senhor e conservarmos firmemente a nossa confissão. Não vivemos mais debaixo de um sistema legalista e sacrificial. Estamos debaixo do sangue de Jesus. A oração é esse movimento de nos colocarmos diante do Trono da Graça, nos achegando ao Pai. Uma pessoa perdida não pode fazer esse caminho, mas nós podemos e, com os nossos clamores, temos a prerrogativa de conduzirmos pessoas ao Senhor. 

Vivemos um tempo no qual as pedras estão clamando. Pessoas sedentas por Deus não sabem aonde ir e nem como encontrar socorro. Este é o momento de usarmos da nossa posição, de levarmos a nossa cidade e a nossa nação até a Santa Presença. Não existe momento mais propício do que essa circunstância pela qual estamos passando.

Quando Israel estava sob escravidão, mesmo com todos os defeitos de conduta, seu clamor chegou até o Pai. Deus se lembrou de Abraão e da aliança que tinha com os israelitas. Mas isso passou. A obra já foi feita. Deus não precisa se lembrar de nenhuma aliança passada porque a redenção está consumada. Aquilo que levamos a Ele, o fazemos confiando no sangue de Jesus.

Eu quero lembrá-lo de Paulo e Silas na prisão. Os dois foram açoitados e estavam em um local equivalente a um presídio de segurança máxima. Nenhum plano de fuga poderia ter sucesso, mas isso não importa. Os dois sabiam do acesso que tinham ao Trono da Graça. E ali, eles oravam e cantavam até que o livramento dos céus sobreveio sobre os dois.

Nós também podemos levantar o altar da intercessão. Provocar um terremoto que abale os alicerces da corrupção e de toda obra do inimigo em nosso país. Acheguemos-nos confiadamente à presença do Pai. No quarto, sala, onde quer que estejamos, que possamos levantar um clamor até que brilhe o Sol da Justiça em nossa terra.

 

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