Somos cartas vivas

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por João Gabriel
*Integrante da Secretaria das Igrejas 


“Não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, 
para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos.

E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Efésios 1.16-19).

Eu acho muito interessante os elementos dessa oração. Ele ora por 3 pilares:

1) Esperança do chamamento;

2) Herança dos santos;

3) Poder que opera em nós.

A glória de Deus tem que ser algo muito palpável em nós, pois ela é o motivo de estarmos aqui hoje! O amor nos dá liberdade de escolha e Deus, em Sua infinita sabedoria, nos deu isso, e o homem, por sua falta de sabedoria, se corrompeu. E vemos isso durante todo o tempo: Deus abençoando a humanidade mesmo em condições de pecado.

Eis que o Verbo se fez carne e habitou entre os homens. Ele desceu ao nosso nível, para viver as mesmas tentações. Aquele Deus que não dependia de nada, esvaziou-se de Sua divindade para se tornar como nós. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o Seu Filho para que tivéssemos a vida eterna. Irmãos, como ovelha levada ao matadouro… aquilo era uma carta viva expressa de Deus dizendo-lhe: eu te amo! O amor amou o mundo! Naquele momento tínhamos uma expressão exata de que Deus amou o mundo.

“O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais. Acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” (Efésios 1.20-22).

E para existir uma cabeça, precisa existir um corpo. Tem um “ide” para você cumprir, irmão. Existe um propósito maior que transcende os limites da morte e tem poder eterno! Você é chamado para cumprir o Ide!

Você assumiu em Cristo uma posição de autoridade e justiça, pois Ele nos deu isso através do Seu nome. Jesus não somente o reconectou com Deus, mas habitou em você. O maior milagre não foi Moisés abrir o Mar Vermelho, mas, sim, o homem ser libertado do pecado e sair das garras do inferno para um Reino de luz.

Ei, você lembra da vida miserável e em pecado que você vivia ? Deus o libertou!

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Efésios 2.4-7).

A vida cristã não começa em fazer algo, e sim em receber algo. É um presente, uma dádiva. O Evangelho genuíno é Deus se achegando à humanidade. Não é sobre você ser bom. Não há nada que você faça que supere o amor de Jesus naquela cruz por você.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2.8).

É impossível você ter uma visão plena do que Deus tem para você vivendo no passivo.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Efésios 5.1-2).

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios” (Efésios 5.15)

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados”( Efésios 4.1)

Então, Paulo estava suplicando que andeis de modo digno ao que fostes chamados: andar conforme Cristo nos chamou para andar a destra do Pai. Será que o mundo tem olhado para você e tem visto um caminhar digno? Você concorda que se existe uma forma digna, existe uma forma indigna? Você precisa andar de forma digna diante da vocação de Deus.

Irmãos, cuidado para não confundir ousadia com soberba. Eu quero recapitular com você que soberba é algo contrário à humanidade e foi ela quem fez Lúcifer — um anjo do céu — cair de lá. Não seja sábio aos teus próprios olhos. O que é humildade, João? É andar de acordo com a vontade de Deus. Qual é a sua parte disso tudo? Ser um vaso, um canal. A obra é toda d’Ele.

Reconheça Ele em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pedro 5.6).

Irmãos, essa posição de se humilhar diante de Deus, atrai Deus. Existe um ponto de equilíbrio. Deus tem intenção de honrá-lo como igreja triunfante, mas a glória é d’Ele.

“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1.19).

“Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Provérbios 29.20).

Duas coisas que Deus deixa bem claro que Ele não gosta: soberba e tagarelice. Irmãos, tenha cuidado no que tem saído da sua boca. Você colhe o que você tem semeado com suas palavras. Pense no que você está confessando hoje para o seu futuro e o da sua família.

“Não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti” (Romanos 11.18).

Ou seja, no que estiver ao seu alcance, tenha paz com todos. Há pessoas que fazem o contrário. Quem semeia discórdia entre os irmãos é abominável para Deus. Ei, isso não é personalidade, é carnalidade! Sujeite a sua carne! Você vai ver que, com o tempo, o pavio vai aumentando.

Ei, Deus não pede nada que nós não possamos dar! 

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.35).

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13.1-7).

Precisamos ser uma carta viva do amor de Deus à humanidade. E, no fim das contas, tudo resume-se a isto: amor!

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