Verbo FM

A bênção de não murmurar

Paulo Anderson
Paulo Anderson
Graduado na Escola de Ministros Rhema

Quando pensamos sobre murmuração, logo fazemos uma ligação àquela parcela do povo de Israel que pereceu no deserto. Eles não passaram para o “próximo nível”, e o que os impediu de avançar? A murmuração!

Vejamos o texto Bíblico de Números 14.29 na versão ARA:

“Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes;”

Segundo o dicionário, murmurar é um rumor infundado, boato ou falatório.

Em Provérbios 6.16-19, encontramos uma lista de práticas que não agradam ao Senhor:

“Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina:

Perceba que três dessas práticas estão ligadas à murmuração: língua mentirosa, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos.

O ato de reclamar faz com que alguém viva sempre as mesmas histórias. É como se nada novo acontecesse na vida do indivíduo.

Há alguns meses, fiz um experimento que envolvia a forma de presentear meus dois filhos. Chamei ambos e disse: “A partir de hoje, os brinquedos que vocês desejam serão ‘desbloqueados’ ao alcançarem dez pontos. Esses pontos serão acrescentados ou retirados de acordo com o comportamento de vocês, quer seja um com o outro ou com sua mãe”.
Talvez você pense: “Que pai terrível! Para que fazer isso com as crianças?”. Eu sei, parece rigoroso, mas é justo! Isso fez com que eles mesmos pudessem liberar esses presentes. Eu coloquei o ‘poder’ em suas mãos!

Pense comigo: e se seus presentes fossem liberados à medida que você se mantém grato, sem permitir que murmurações (reclamações) saiam de sua boca? A murmuração trava sua vida e o impede de crescer.

Se você não tem algo bom para falar de alguém, fique quieto! Se está amargurado com alguma situação, resolva diretamente com os envolvidos. Você não precisa sair espalhando murmurações por aí. Quando se trata de difamação, mesmo que você se arrependa, peça perdão e acerte-se com a pessoa, os danos causados são irreparáveis! É como se você subisse em um edifício e, de lá, rasgasse um travesseiro de penas, jogando-as ao ar. Mesmo que se arrependa de tê-las jogado, é impossível juntar todas as penas novamente. Assim é a difamação: impossível reparar por completo, pois sempre existirá alguém que ficou com o que foi dito sobre o difamado. Não quer ter o trabalho de tentar juntar todas as penas? Então, não seja um semeador de contendas.

Em Filipenses 2.14, o apóstolo Paulo nos ensina a fazer tudo sem queixas nem discussões. Em Tiago 5.9, somos exortados a não nos queixar sobre outros para que não sejamos julgados.
Já em I Pedro 2.1, somos instruídos a nos livrar de toda maldade, engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência.

O que podemos concluir com tudo isso? Será que Deus é injusto? Certamente não! Se pensarmos em nossas palavras como sementes, poderemos ter certeza do que vamos colher. Deus tem algo novo para Seus filhos! Às vezes, perdemos ou adiamos o cumprimento das promessas por estarmos enxarcados de reclamações ou envolvidos em boatos e falatórios que levam à difamação de outrem.

Guardando seu coração e sua língua, você desfrutará de todos os benefícios, naturais e espirituais, que isso lhe proporcionará!

“Não espalhem calúnias no meio do seu povo. Não se levantem contra a vida do seu próximo. Eu sou o Senhor” (Levítico 19.16).

“Farei calar ao que difama o próximo às ocultas. Não vou tolerar o homem de olhos arrogantes e de coração orgulhoso” (Salmos 101.5).

“Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero” (Tiago 3.7-8).

“Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está agindo como juiz” (Tiago 4.11).

“Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!” (Tiago 5.9).

“Façam tudo sem queixas nem discussões…” (Filipenses 2.14).

“Portanto, livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência” (I Pedro 2.1).

“Essas pessoas vivem se queixando, descontentes com a sua sorte, e seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse” (Judas 1.16).

“Disseram-lhes os israeli­tas: “Quem dera a mão do Senhor nos tivesse matado no Egito! Lá nos sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta mul­tidão!” (Êxodo 16.3).

“E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: “Que beberemos?” (Êxodo 15.24).

“No dia seguinte toda a comunidade de Israel começou a queixar-se contra Moisés e Arão, dizendo: “Vocês mataram o povo do Senhor”
(Números 16.41).

“Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?” (Romanos 9.20).

“Com isso os judeus começaram a criticar Jesus, porque dissera: “Eu sou o pão que desceu do céu”. E diziam: “Este não é Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como ele pode dizer: ‘Desci do céu’?” Respondeu Jesus: “Parem de me criticar” (João 6.41-43).

“Mas o povo estava sedento e reclamou a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Êxodo 17.3).

“No deserto, toda a comunidade de Israel recla­mou a Moisés e Arão” (Êxodo 16.2).

“Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação” (I Pedro 4.9).

“Por que você reclama, ó Jacó, e por que se queixa, ó Israel: ‘O Senhor não se interessa pela minha situação; o meu Deus não considera a minha causa’?” (Isaías 40.27).

“E não se queixem, como alguns deles se queixaram e foram mortos pelo anjo destruidor. Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos” (I Coríntios 10.10-11).

“Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados?” (Lamentações 3.39).

“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura” (Provérbios 12.18).

“A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto” (Provérbios 18.21).

“O homem sem caráter maquina o mal; suas palavras são um fogo devorador” (Provérbios 16.27).

“Os homens enviados por Moisés em missão de reconhecimento daquela terra voltaram e fizeram toda a comunidade queixar-se contra ele ao espalharem um relatório negativo” (Números 14.36).

“Queixaram-se em suas tendas e não obedeceram ao Senhor” (Salmos 106.25).

“Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tiago 3.5-6).

“Todos eles são rebeldes obstinados e propagadores de calúnias. Estão endurecidos como o bronze e o ferro. Todos eles são corruptos” (Jeremias 6.28).

“Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais” (Romanos 1.29-30).

“Cairão neste deserto os cadáveres de todos vocês, de vinte anos para cima, que foram contados no recenseamento e que se queixaram contra mim” (Números 14.29).

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