Verbo FM

Estratégia é o caminho

Jason Diamantino
General do Exército Brasileiro

Quando comandei uma comunidade militar no estado do Rio Grande do Sul, à medida que saudava os militares, pedia para eles confessarem o que eram e quem representavam. Com muito entusiasmo, eles repetiam as palavras bastante convictos. Isso nos dá uma grande lição: quando nós sabemos o que somos e quem representamos, a nossa resposta é diferente! Quando sabemos que somos filhos de Deus e que fazemos parte do exército de Cristo, nossa resposta é diferente diante das dificuldades. 

Pois bem, algo que não somente se aplica às questões militares, mas a todas as áreas da vida, refere-se à importância de termos uma estratégia. Esse tema é muito usado dentro das forças armadas, porém deve ser usado em nossa vida de maneira geral. Na vida, não existe sorte, mas uma oportunidade que encontra alguém preparado. Profeticamente, afirmo que as pessoas que estão por trás das “malhadas” não podem acreditar que não estão fazendo nada, pois o Senhor está observando cada ação delas. 

Estamos sempre recebendo comandos e, por causa deles, entraremos em uma nova fase de nosso ministério. Os pastores entrarão em esferas naturais, sendo contactados por autoridades terrenas, para realizar obras espirituais.

Precisamos seguir pessoas sem dizer “mas”, submetendo-nos aos nossos líderes sem objeções. Quando começarmos a correr, não vamos nem perceber os problemas em nossa vida. Por causa da unção, ficaremos mais rápidos! 

Quando dois militares se encontram, não perguntam onde o outro trabalha, mas “onde você serve?”. Nós não trabalhamos, mas servimos! Naturalmente, onde servimos? Onde estamos inseridos!

Quando falamos sobre guerra, devemos entender que ela é somente um meio para que os objetivos sejam atingidos. As dificuldades são apenas um caminho para chegarmos em nosso propósito. No livro A Arte da Guerra, aprendemos que é necessário conhecer a nós mesmos para que, só então, possamos conhecer nossos inimigos. Sabe que isso deve ser aplicado em nossa vida? O diabo vai nos atacar naquelas áreas que somos fracos. Por isso, devemos perceber quais áreas precisamos desenvolver para não sermos derrotados. 

Estratégia serve para qualquer área da nossa vida. Ela decorre de duas coisas: missão e visão. A missão nos deixa em movimento mesmo em meio às dificuldades. Como se diz no meio militar: “Não me pergunte se sou capaz, me dê a missão”. Nós temos uma missão que é levar a Palavra da Fé a outras nações. Por outro lado, quando falamos sobre visão, aprendemos que ela aponta para algo “distante” e, por isso, devemos estabelecer metas em curto e em longo prazo até chegarmos nesse lugar. 

A Bíblia nos ensina em Habacuque 2.1-2:


“Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido. 2 Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.”



Nessa passagem, em seu contexto, aprendemos que Deus não lida com a queixa. Ele não interage com reclamação. Habacuque estava reclamando com o Senhor. O problema do povo de Israel foi porque eles esqueceram a visão e, por isso, Deus disse que eles deveriam escrever as palavras em tábuas, de forma que todos tivessem facilidade para ler. O povo precisava olhar para a visão! 

Quando Jesus foi lavar os pés dos discípulos (João 13) — mesmo sabendo que Judas iria traí-lo e por saber de onde Ele vinha e para onde ia — não deixou que isso afetasse  Sua missão. Devido a importância da missão, os pastores precisam comunicar aos seus liderados para onde estão indo. Estratégia é o caminho! O sucesso vem para aqueles que não se impõem limites e nunca perdem de vista as suas metas. Nós somos homens e mulheres guiados por Deus, porém precisamos ter um plano. Planejar não é pecado! Ter um plano anual, uma agenda, não é pecado. Como vamos saber se estamos no lugar certo se não tivermos um plano? 

Assim como os arqueiros, que miravam as suas flechas, focando em um alvo, precisamos também ter um foco. Por outro lado, quanto mais longe “miramos as flechas”, mais para o alto devemos olhar. Olhe para o alto, pois de lá vem o nosso  socorro. É tempo de mirarmos longe! Profeticamente, as pessoas que estão atrás das malhadas serão chamadas e por isso precisam saber o lugar para onde estão indo.

Pergunto: qual é a sua meta? Quem não sabe aonde vai, qualquer lugar é destino. A aljava do guerreiro possuía flechas limitadas e, assim como eles, não podemos desperdiçá-las. 

Estratégia é o caminho. Porém, mesmo com estratégia, não será fácil. Existirá percalços. Qual é o problema em dizer às pessoas que estamos enfrentando uma situação difícil? Nós somos humanos, não sabemos de tudo. Por isso, precisamos de pessoas ao nosso lado que saibam o que nós não sabemos.

1. Ataque frontal: existe uma estratégia utilizada pelos exércitos que é o ataque frontal. Ele acontece quando dois exércitos rivais “batem de frente” um contra o outro. O objetivo desse ataque é desorganizar a “resposta” inimiga. Espiritualmente falando, Jesus já “bateu de frente” com o diabo e triunfou sobre ele na cruz. O diabo já está debaixo dos nossos pés. Sabe que existem áreas de nossa vida que devem ter um ataque frontal? Devemos “matar” pela raiz.

2. Desbordamento: essa estratégia é realizada pela cavalaria. Os cavalos atacam de surpresa os inimigos. Apesar de não atacar de frente, atingirá os objetivos. Por exemplo, quando o marido passa o dia no trabalho e chega em casa cansado e a mulher começa a falar sem parar, ela não está agindo de maneira sábia. Assim como a estratégia de desbordamento, elas precisam, primeiramente, cuidar deles para que só então possam conversar sobre o que desejam.

3. Aproveitamento do êxito: essa estratégia acontece depois das estratégias anteriores. Jesus já derrotou Satanás na cruz e, por isso, devemos aproveitar e usufruir dos benefícios que Ele conquistou para nós.

1. Nós não lutamos sozinhos. Em II Samuel 5.17-19, vemos que aquilo que o inimigo  considerava força, tornou-se frágil. O Senhor luta por nós! Ele vai à nossa frente;

2. Nós devemos estar sempre avançando. Defensiva nunca é uma estratégia permanente. Trata-se apenas de um tempo de reorganização, para que depois o exército possa avançar novamente. Pois, como diz em Filipenses 3.12-15, não existe outro sentimento para o cristão que não seja avançar;

3. O nosso inimigo está em desvantagem: o diabo não é páreo para nós! Nessa manobra de aproveitamento do êxito, o inimigo, por não conseguir nos parar, termina por colocar armadilhas com objetivo de nos atrasar. Todavia, se sabemos quem somos, não cairemos nelas;

4. Existe um plano maior. Não é sobre nós. Um exército nunca trabalha sozinho, pois sempre terá um objetivo maior. Nunca será sobre nós, mas Deus trabalhando através de nós. 

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