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Graça: força que brota da fraqueza

lucileia
Luciléia Toledo
Professora do Rhema Brasil

“… Porque quando sou fraco, então é que sou forte.”  (II Coríntios 12.10)

Imagine que você precisa escalar uma grande montanha, pois estar em seu cume é a vontade de Deus para sua vida; então, ao se lançar nessa empreitada, percebe que não há força, nem mesmo habilidade em si mesmo para isso. Nunca houve um treinamento e sequer possui as ferramentas necessárias, e o que consegue enxergar é o caos de suas limitações.

Agora imagine que Deus é um grande alpinista com força, habilidade e capacidade suficientes para lhe ajudar na escalada.  Tudo que precisa, além de seguir suas instruções, é depender inteiramente de seu poder.

Dessa forma, você inicia sua jornada e, mesmo com as rajadas de vento ou os lugares íngremes que precisa atravessar, seus passos são firmes.De repente, olha para seu começo e nem se lembra como conseguiu chegar onde está.

Háuma força que te impulsiona a seguir adiante, você nem sabe como, mas tem convicção que vai alcançar o alvo, não importa as dificuldades que se levantem. Agora, nada é páreo para vocêepercebe que o que parecia difícil, na verdade é simples demais. O que parecia impossível era apenas porque você estava olhando para suas fraquezas.

Isso é graça! O poder de Deus que atua em nossas limitações, não importa o que Deus nos mande fazer ou aonde nos mandar ir, ou o que se levante de obstáculos na caminhada, sempre haverá graça disponível para executarmos o que somos chamados para realizar.

O que dizer de Estevão em Atos 7.54-60? Enfrentou uma sinagoga cheia de fariseus, saduceus e doutores da lei, homens que em nome de Deus estavam prontos para castigar, açoitar e até matar aquele que falasse qualquer coisa contra a lei de Moisés.

A graça capacitou um simples diácono a falar com ousadia diante de autoridades! A graça também o capacitou a ficar firme quando eles rangeram os dentes contra ele, e o fortaleceu de tal forma que, mesmo diante das pedras, não fugiu, não fraquejou ou negou a Jesus.

Podemos pensar: “se eu estivesse no lugar de Estevão diante das pedras, não sei se ficaria firme”. Mas…já se perguntou por que Daniel na cova dos leões não entrou em pânico? E o que fez Sadraque, mesaque, Abedinego não temerem a fornalha de fogo ardente? Como Pedro pôde dormir na prisão entre uma escolta de soldados, sabendo que tinha uma sentença de morte lhe esperando no dia seguinte? Ou como pôde dois homens, depois de açoitados severamente, presos as mãos e pés, mesmo com os vergões em suas costas e as dores que não cessavam, entoar hinos a Deus perto da meia noite?

Como Maria, mãe de Jesus, pôde assistir seu filho ser moído por nossos pecados e crucificado em uma cruz e não morrer de tanta dor? Como homens e mulheres puderam ser lançados em tacho de óleo fervente, queimados vivos em fogueira, crucificados de cabeça para baixo, dilacerados, decapitados e, em nenhum momento, mesmo em face da morte, negar a Jesus?

Eles foram assistidos pela graça! O poder de Deus se aperfeiçoou em suas limitações. Não importa o que temos que enfrentar ou executar: a graça é o poder de Deus que nos manterá firmes. Ela funcionou no passado e superabundou na Nova Aliança.

Graça é, sim, favor, mercê, benefício; todavia, é também poder de Deus que atua na nossa incapacidade de produzir resultados. A graça que nos salvou é a mesma que nos equipa para o chamado. Ela é a força que brota da fraqueza.

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