Verbo FM

Identidade e propósito

Janielle Medeiros
Graduada da Escola de Ministros Rhema

Nosso valor define a qualidade de nossos relacionamentos. Somos humanos e necessitamos constantemente nos sentir amados, valorizados e aceitos! Precisamos de uma identidade definida, pois nosso valor está atrelado a isso, de um senso de propósito ligado a uma visão clara.

Nossa autoestima responde a isso. Independente de posição social as necessidades básicas são iguais. Sabemos que vivemos numa sociedade corrompida em valores e todos os dias, pessoas vão buscar essas necessidades e autoafirmações de formas diferentes. Muitas pessoas têm permitido que o dinheiro defina sua identidade, valor e autoestima.

A nossa colocação no mercado de trabalho, nosso estado civil, nosso saldo bancário, a cor de nossa pele, nosso peso, nossa idade, nossos amigos, onde moramos, entre outras coisas, tudo isso acaba por influenciar na forma como nos vemos e nos veem e consequentemente, nosso valor.

Pessoas apostam seu valor nos bens que possuem. Isso é perigoso, pois bens se desfazem, e por isso, que nosso coração não deve estar neles, pois quando não os temos mais, a paz vai embora junto. E, por essas coisas, vemos cenas tristes, como um homem de 42 anos que recentemente, perdeu a vida numa grande chuva em São Paulo, pois não quis largar sua bicicleta! Uma vida por uma bicicleta.

“Pois Deus o mundo de tal maneira, que deu seu único Filho da mesma essência, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3.16 Bíblia Viva

Essa é a regra do jogo! Mas isso tem tomado proporções enormes e as pessoas têm perdido o senso comum, vivendo num cárcere emocional, isolando-se cada vez mais. Pessoas estão surtando por não saberem lidar com a frustração, ansiedade, medo e estão inseguras, com crises de identidade, muitas nascendo com um sexo (homem ou mulher) e em sua mente isso não está definido, são os andrógenos.

No meio de tanta confusão, muitas dessas pessoas, não se acham dignas de viver os bons planos de Deus para elas e continuam a buscar as suas respostas longe do que a Palavra diz sobre elas, permanecendo presas. Nossa identidade, define nosso valor. Somos frutos de nossas associações.

Por exemplo, a Kate Middleton era mais uma jovem universitária, estudando na Universidade de St. Andrews, e lá, ela conheceu o príncipe William. Hoje casada com ele, recebeu o título de Duquesa de Cambridge, certamente, título de muito maior valia. Assim somos nós quando nos associamos com Cristo, passamos de pecadores, a filhos de Deus e essa é a nossa identidade e valor. Valemos a vida do Amor em forma de homem, Cristo Jesus.

A verdade é que o nosso valor é colocado a prova em todo instante, pois a nossa identidade não encontra fora de Cristo uma base firme para ser ancorada. O diabo sabe da importância disso e tentou ferir a sua identidade e prontamente, Jesus afirmou sua identidade para protegê-la:

“E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus”. Lucas 4.3,4

Pedro, após ter errado feio com Jesus, decepcionado consigo, questionou-se: quem sou eu se não um pescador? E se viu não pelas lentes do Mestre do Amor, e abriu mão de ser um pescador de homens e voltou a ser um pescador de peixes (João 21). Regrediu em seu valor! Mas pela enorme compaixão de Jesus, após a ressurreição, Ele foi a procura de Pedro na praia para ratificar o seu valor enorme diante dele e o questionou três vezes: Pedro tu me amas? (E nas entrelinhas: então você vai precisar aceitar sua real identidade e valorizar-se no meu nível para viver o que tenho para você! Você vai precisar Pedro, tirar os olhos dos peixes e colocar em vidas. “Pescar” as pessoas perdidas para o meu Reino de amor).

Pedro precisou escolher em viver para si ou para o propósito daquele que o chamava para um relacionamento que ia além da morte, de falhas, da performance de Pedro, mas isso só seria possível se Pedro se identificasse com Jesus e aceitasse o valor que o mestre lhe dava. Pedro foi corajoso e abraçou-se! Certamente, assim como Pedro, nós precisamos da convicção de quem somos a cada instante e por toda vida.

O processo é cíclico: precisamos receber a visão de quem somos do Senhor, nos alimentando da Palavra, meditando e falando sobre isso e persistir até a visão correta a respeito de nós mesmos, seja estabelecida em Cristo (Gálatas 4.19).

“O combustível da persistência é a visão”. Humberto Albuquerque

Foi grandioso o que Jesus tinha reservado para Pedro viver, e ele poderia até querer impressionar Jesus com sua performance e alto desempenho como forma de se retratar pela sua traição com o mestre, mas ele entendeu que antes, precisava constantemente, contemplar Jesus, se ver nele, receber sua influência, para depois alcançar as vidas que aguardavam o fluir da vida de Deus através de Pedro. A consciência de quem somos nEle é o que precisamos para cumprir nosso propósito. Muitos cristãos negligenciam o que Deus fez através de Cristo quando deveriam ter isso como prioridade, consequentemente baseiam sua fé na sua performance e acabam frustrados, fracos espiritualmente e esfriam, e muito morrem espiritualmente, porque não se alimentam dEle.

“Você vai saber quem você é enquanto você contempla Ele. Se você tiver olhando demais para você, terás uma crise de identidade”. Rafaella Diniz

Esse princípio é bem claro na história de Marta e Maria. No momento da visita de Jesus a casa das irmãs, Marta deixou Jesus para ir fazer os afazeres domésticos para recebê-lo e sua irmã deixou tudo para ficar com Ele, nos ensinando que estar com Ele para nos encontrar nEle e recebermos da influência que só teremos investindo tempo Ele, é nossa melhor escolha. Nosso bote salva-vidas, pois como diz Myles Monroe: “No Reino, o nosso valor nos protege”.

“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” Lucas 10.41,42

O propósito de Pedro foi afirmado quando ele passou a enxergar as pessoas. Servir, estender a mão para quem está precisando e muitas vezes, perecendo do nosso lado. Não podemos estocar o amor que foi derramado em nosso coração (Romanos 5.5), vivendo para dentro de nós. Quando enxergamos Cristo sendo formado em nosso caráter, através de nossas atitudes, pisamos em segurança, pois ali estamos nos vendo, nossa identidade (Qualidade do que é idêntico).

Como pastor Humberto Albuquerque fala: “Recebemos muitas vezes, coisas da parte de Deus para doarmos, e quanto fazemos isso, a imagem de Deus é estabelecida e nossa identidade e valor ratificados e nossa auto- estima elevada.

“Se você está perdido, sem senso de propósito, isso será resolvido quando você resolver se doar para alguém, ajudar quem precisa. O que Deus colocou dentro de você para outra pessoa, deve fluir através de você, independente do que você esteja vivendo”.

Em Cristo, tudo mudou! A religiosidade nos deixa formais e insensíveis à dor e necessidade do próximo, mas nos tornamos nova criação para sermos o ser humano que jamais seríamos capazes de ser sem a intervenção da graça de Deus. Acredite, você e eu podemos fazer diferença na vida de pessoas e com isso, sermos felizes de verdade com tão “pouco”. Ouse pensar fora da caixa da sua razão e persistir em se ver através do espelho da Palavra. Declare as verdades contidas nela e você se descobrirá tão grato que desejará alcançar outras pessoas com o que você é. Ouse encontrar-se com você mesmo!

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