Verbo FM

Influência: uma urgência

Jason Diamantino
General do Exército Brasileiro

Influência é uma palavra essencial para o povo de Deus. Diferentemente do que o mundo pode pregar, a verdadeira autoridade não é exercida pelo poder, mas pela influência. Eu sou um exemplo disso, pois ao longo da minha caminhada no Ministério Verbo da Vida, fui influenciado por várias pessoas, em vários momentos, e isso foi muito importante para mim. Influência é algo muito poderoso! Porém, precisamos ter cuidado com ela, pois poderá servir para o bem ou para o mal. 

Entretanto, isso não deve ocorrer de qualquer maneira. Quem precisa “bater a mão na mesa”, aumentar o volume da voz para falar com alguém, não está liderando. Jesus falou de maneira firme com os hipócritas, mas com os seus discípulos falou em amor. O que pensamos e falamos é influenciado pelo que experimentamos e ouvimos.

Na Bíblia, existem várias pessoas influentes, sejam elas boas ou ruins. A passagem que fala sobre Elias e Eliseu, por exemplo, demonstra essa influência positiva. Quando Eliseu foi levantado por Elias, este último terminou por “jogar” o “manto” sobre o primeiro. “Manto” significa influência — transferência de glória. Quando Elias fez isso, Eliseu passou a ser um servidor para ele, demonstrando assim a importância de influenciarmos pessoas 

Podemos também ver o Espírito Santo nos influenciando. Ele não rouba a nossa vontade, mas a influencia para o nosso bem. Em Filipenses 2:13, lemos: 

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13)

Outro exemplo que podemos citar ocorreu em nosso Ministério, quando o Ap. Bud informou que Guto Emery seria, a partir de então, o apóstolo do Verbo da Vida. Ele estava influenciando, transmitindo a mensagem de que as pessoas deveriam segui-lo. 

Podemos ver também a importância da influência em nossas amizades, pois como diz em Provérbios 27.17, “como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo”. Porém, existem amizades que nos abençoam, mas também aquelas que vão nos prejudicar, conforme está escrito em I Coríntios 15.33: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”.


No Exército, nós falamos:


Portanto, pare de fugir da pressão e dos problemas! Pare de reclamar e enfrente as dificuldades. Quando as circunstâncias se levantam, como nos apresentamos? Qual é a nossa resposta? A diferença entre o diamante e o grafite é que o diamante é forjado no calor, das “dificuldades”. Sendo assim, o que queremos ser? Diamante ou grafite?

Não tem jeito, em nossa vida somos influenciadores ou influenciados. Existe uma frase de um marechal que diz: “É fácil comandar homens livres, basta mostrar-lhes o caminho”. Esse marechal não apenas dizia o que os seus subordinados deveriam fazer, mas ele fazia primeiro. Ele não apenas ditava, mas participava. É como dizem por aí: “A palavra convence, mas o exemplo arrasta”.

Queremos que os membros ofertem? Sejamos os primeiros a ofertar! Queremos que os membros nos honrem? Honremos a eles primeiramente! A honra é de “cima para baixo”. No quartel, quando a tropa vai se alimentar, o líder é o último a comer e não o primeiro, pois ele sabe que quem estará no front de batalha serão eles, por isso decida honrá-los e priorizá-los.

Líder, honre os seus liderados! Dê presentes para eles. Nós podemos honrá-los com palavras e ações. Influencie-os positivamente. Só existem duas profissões que requerem o sacrifício da própria vida: militar e ministro do Evangelho. Como diz o apóstolo Paulo, “Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”(Atos 20.24). 

Na vida militar fazemos um juramento para defender a pátria, como ministros da Palavra, também precisamos “morrer” para tudo contrário à Palavra de Deus. “Morrer” para as nossas vontades, desejos e, se for preciso, até mesmo fisicamente. 

Diante disso tudo, surge a pergunta: como podemos influenciar?

1. Usando palavras: se formos em um quartel, veremos frases em todos os lugares, pois palavras influenciam ações. Como recebemos fé? Por ouvir a Palavra. Portanto, podemos influenciar pessoas por meio de palavras, com a consciência de que se queremos ser alguém, devemos servir a alguém;

2. Pelo ambiente: o ambiente no qual estamos também nos influencia, pois isso gera unidade, identidade;

3. Através de número: o que mais me identifica como uma pessoa é o nosso nome. Não é sobre nós, mas sobre o propósito de Deus através de nós;

4. Tirando as pessoas da zona de conforto: quando ajudamos pessoas a saírem de suas zonas de conforto, também as influenciamos;

5. Vivendo juntos: influenciamos pessoas quando estamos em união. Como os discípulos aprenderam? Vivendo juntos. O que fez os discípulos darem a vida? O que faz as pessoas darem a vida? Influências! Junto é mais fácil do que sozinho. Aquele que anda sozinho, busca seus próprios interesses (Provérbios 18.1).

Quem deve influenciar? Nós somos à luz do mundo! Chegou a hora de os cristãos influenciarem as pessoas. Somos nós quem entraremos nos gabinetes, nos escritórios, nos palácios, nas diretorias, nas faculdades, nos presídios. Nós somos luz. Luz, solução e vida de Deus chegarão na vida das pessoas por meio de nós.

Todo soldado é um missionário, pois ele está a serviço da pátria. Nós somos soldados de Cristo. O que fazemos fala muito alto, mais alto do que as palavras que falamos. Que sejamos pessoas que influenciam as outras pessoas.

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