
Professor do Rhema Brasil
A palavra “ofensa”, no grego, é paraptoma, que significa: desvio da verdade e justiça.
Quando compreendemos essa palavra na sua origem, vemos o caminho que uma pessoa decide trilhar ao guardar a ofensa.
Quem guarda uma ofensa está fadado a pegar uma rota fora da vontade de Deus.
Na passagem de Provérbios 17.9, está escrito: “Aquele que cobre uma ofensa promove amor, mas quem a lança em rosto separa bons amigos”.
Duas perspectivas
Quando analisamos esse versículo, encontramos dois caminhos. O primeiro é andar em amor e esse amor é o ágape, que não considera o que foi feito contra você. Paulo, em I Coríntios 12.31, disse: “Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um CAMINHO sobremodo excelente”. E, em seguida, no capítulo 13, ele cita o amor do tipo de Deus. Este é o caminho sobremodo excelente: andar em amor.
Quando andamos nesse nível, não vamos nos ofender; pelo contrário, vamos promover o amor e ganhar o coração dos ofendidos.
O outro caminho que Provérbios 17.9 fala é: “…mas quem a lança em rosto separa bons amigos”. Quem lança, fala, promove a ofensa, separa, causa divisão… E vemos claramente que quem escolhe o caminho da ofensa está se desviando da verdade e da justiça.
Não podemos mais andar segundo a carne, isso inclui os sentimentos, que são como fertilizantes que germinam a semente da ofensa no coração. Então, para uma pessoa que vive segundo a carne, uma correção para sua melhoria e até mesmo uma opinião contrária à sua vontade podem se tornar uma ofensa, pois ela não consegue perceber o cuidado de Deus sobre ela; pelo contrário, ela acha que agora todos estão contra ela.
Outro nível de maturidade
Por isso, devemos sempre andar em amor, que funcionará como um bloqueio, impedindo que a semente da ofensa brote. Lembra quando Jesus ensinou os discípulos a orar?
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6.14-15).
Que andemos no caminho do amor, para que a ofensa (desviar da verdade e justiça) não nos leve a um lugar distante da vontade de Deus.
“O sensato não perde a calma; mas conquista respeito ao ignorar as ofensas” (Provérbios 19.11).
Este deve ser o nível de maturidade em que devemos andar: sensatos, cientes do caminho sobremodo excelente para ganhar os ofendidos e não nos tornarmos um deles.















