
Professora do Rhema
Hoje fui inspirada a escrever esse texto depois de assistir uma palestra de Sérgio Cortella, filósofo e educador. Em sua palestra ele conta que, enquanto secretário da educação da cidade de São Paulo, ele resolveu que em suas visitas às escolas da cidade não levaria apenas seu acesso consigo, decidiu que levaria também pessoas que trabalhavam com ele em funções que parecem nada ter haver com o desenvolvimento da educação de SP.
Dona Maria, que fazia o cafezinho que sempre era servido em suas várias reuniões, o rapaz que trabalha na máquina de Xerox, a moça que fazia notas de empenho, todos eles achavam que o que eles faziam era cafés, cópias e notas. Mas a partir do momento que Cortella os levou para as visitas na escola, Dona Maria entendeu que ela não fazia apenas cafezinho, ela fazia educação! E que o jeito dela fazer educação era fazendo café. O rapaz da cópia se surpreendeu quando ele viu que tirando cópias ele faz educação escolar, a moça que fazia nota de empenho compreendeu que através das notas que emitia ela gerava reformas, desenvolvimento e infraestrutura. O que faltava neles? Entenderem que eles faziam educação escolar independente daquilo que executavam em suas funções.
Automaticamente me lembrei de nós, todos nós que executamos algum trabalho no Reino, Quantas pessoas estão hoje em suas igrejas, nos seus departamentos, achando que só estão dando uma aulinha para as crianças, ou só estão cuidando dos carros, ou só estão varrendo as salas. Pessoas assim ainda não compreenderam na sua totalidade a justa cooperação do corpo, não compreenderam que, quando elas estão fazendo atividades que parecem ser menos importantes que ministrar, liderar e ensinar, estão colaborando para que a vontade de Deus aconteça na vida de todos da congregação.
É sobre isso que Paulo fala aos Coríntios e nós muitas vezes não vivemos na prática esses ensinamentos
I Coríntios 12:14- 14 – Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;
Às vezes, o sentimento que muitos têm é exatamente esse que Paulo falou: “Porque não sou mão, não sou do corpo;” e quando acham isso sobre si, não imagino que seja com um tom altivo ou soberbo, mas sim com um tom de lamento, um tom de quem acha que aquilo que executa não é importante ao ponto de ser considerado. Mas Paulo fala exatamente ao contrario em suas colocações. Até os membros que PARECEM ser os mais fracos são necessários, a boca não se alimenta sem a mão que leva o alimento, a cabeça não vai a lugar nenhum que os pés não possa conduzir, ninguém faz nada sozinho! Nenhum homem é uma ilha!
Meu pai gosta citar um exemplo prático do campo, ele fala que quando um homem do campo percebe que é chegado o tempo de colher do seu plantio, ele marca o melhor dia, chama pessoas que possam ajudar, e bem cedo saem pra esse árduo trabalho. Mas a colheita quando findada é somente daqueles que foram para o campo? E Aqueles que colocaram os sacos nos galpões ao passo que eram fechados? E as mulheres que começaram cedo a fazer o almoço pra receberem seus homens quando voltassem? E as crianças maiores que ficaram cuidando das pequenas pra que suas mães fizessem suas tarefas? A colheita é só de quem estava no campo? Lógico que não! A justa cooperação do corpo fez com que o objetivo fosse alcançado.
Como Cortella disse na Palestra que citei no início: “O que aquela moça que emitia notas não tinha entendido? O propósito! Isto é, qual a obra dela. A obra dela não era emitir notas de empenho era construir educação escolar numa comunidade.” É isso que nos falta como corpo, entender o propósito, qual é a nossa obra, Quando entendemos isso aquele que cuida das crianças percebe que ele não está ali sendo “babá” ele tá ensinando a criança no caminho que se deve andar, ele está cooperando para que o pai e a mãe de família recebam uma palavra de Deus que vai ajudá-los a melhorar de vida.
Aquele que cuida dos carros não está ali sendo um “flanelinha”, está ali guardando o carro de um homem de bem, que está sendo alcançado por uma palavra que vai trazer salvação pra sua casa em tranquilidade, porque sabe que nenhum mal vai acontecer ao seu veículo, Já imaginou 100 crianças com seus pais no horário do culto, iria desconcentrar o pastor, os pais, os que não são pais, a unção talvez não fluísse. E tantas outras funções que cooperam com o funcionamento de uma igreja local: Sonoplastia, diaconato, conselheiro, limpeza, Mídia, fotografia…
Se eu pudesse eu enviaria esse texto para cada um de vocês só pra te motivar a continuar fazendo o que faz com excelência, entendendo o proposito do teu trabalho, Somos todos parte do corpo, servimos ao mesmo Rei e juntos, cada um no seu lugar, cooperamos para o bom funcionamento de tudo, quando entendemos qual o real propósito do que estamos fazendo, não desejamos estar no lugar de alguém que consideramos maior, ou que tem mais status, nós entendemos que tudo coopera para que o a vontade do Senhor prevaleça sobre a Terra. Isso é Servir a Deus, seja bem-vindo a essa nova ótica!















