Verbo FM

Qual é a nossa convicção?

Gabriella Kashiwakura
Graduada no Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Somos cristãos, certo? Sabemos que Deus é o nosso Pai celestial e que Ele nunca nos abandona. Sabemos mesmo? Durante os cultos, costumamos cantar louvores, exaltando o caráter do nosso Pai; durante as ministrações, à medida que o preletor ministra a respeito de nossa prosperidade ou da nossa identidade em Cristo, a maioria de nós costuma exclamar “Amém” e “Aleluia” sem a menor hesitação. Entretanto, quando estamos em momentos que exigem o exercício da nossa fé, somos enfáticos em visualizar as promessas de Deus? 

A Bíblia, ao longo de todos seus livros, contém revelações a respeito do caráter e da fidelidade de Deus. No primeiro capítulo do livro de Josué, por exemplo, Deus relembra a Josué as promessas que Ele havia feito ao povo de Israel, o comissionando a se levantar e a substituir Moisés (nessa época, já falecido) na liderança do povo na conquista da terra prometida. Logo de imediato, Deus o assegura: “Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” (Josué 1.5).

É interessante que, nessa passagem, Deus relembra o que Ele havia dito para Moisés em Deuteronômios 11.24-25: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, desde o deserto, desde o Líbano, desde o rio Eufrates, até o mar ocidental, será vosso. Ninguém vos poderá resistir; e o Senhor, vosso Deus, porá sobre toda terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito”. Vemos, aqui, então, a fidelidade de Deus com o cumprimento de Sua promessa.

Se compararmos o que foi dito por Deus nesses versículos de Deuteronômios com o que foi dito por Ele para Josué, veremos que as palavras são exatamente as mesmas, revelando um Deus que não muda. Em Tiago 1.17, a imutabilidade de Deus é confirmada: “Toda a boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. Em hebraico, um dos nomes para Deus é El Shaddai, que significa o Deus todo poderoso; aquele que é mais do que suficiente. A Bíblia, portanto, revela que Deus é um só, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.  

Após ouvir as instruções de Deus, Josué imediatamente ordena que o povo se prepare para atravessar o Jordão e possuir a terra prometida por Ele: “Passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo: Provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor, vosso Deus, para a possuirdes” (Josué 1.11).

Vemos, aqui, a convicção de Josué ao instruir seu povo. Bastava que eles somente seguissem as instruções dadas por Deus; a posse daquela terra já tinha sido garantida, pois Deus já a havia prometido. Agora, chamo a atenção para o fato de que Josué, por mais fiel que fosse ao Senhor, vivia em uma antiga aliança, ou seja, ele não era filho de Deus. Ele não possuía o espírito renascido, não possuindo, portanto, acesso ao aprofundamento espiritual ao que temos acesso hoje, após a vinda de Cristo. Entretanto, o mais impressionante é que, mesmo não tendo o conhecimento de uma aliança maior e não possuindo o Espírito Santo habitando dentro de si, Josué foi fiel em seguir as instruções do Senhor e em passar tais instruções para o restante do povo. Ele sabia a respeito do caráter de Deus. E ele honrava a palavra do Todo Poderoso.  

Ao longo da Bíblia, vemos que a Sua bondade, o Seu amor e a Sua misericórdia duram para sempre. No Salmo 106.1, está escrito: “Aleluia! Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre”. No Salmo 37.25, está escrito: “Fui moço e já, agora, sou velho; porém, jamais vi o justo desamparado”. Versículos semelhantes a esses são encontrados no antigo testamento e foram escritos por pessoas que partilhavam de uma aliança inferior, mas a convicção que eles transmitem poderia muito bem ser de um filho de Deus. É impressionante como entoamos na igreja louvores que exaltam o caráter de Deus, mas, nos momentos de tribulação, nos esquecemos de Suas promessas. Se, conforme vimos nos exemplos acima, os heróis da fé do antigo testamento possuíam convicção a respeito da fidelidade de Deus, o que falta para a termos também? 

Se somos sal da terra e luz do mundo, como poderemos pregar sobre Ele se não temos certeza de quem Ele é? Precisamos assumir postura de crentes, não somente quando tudo parece estar dando certo, mas também quando as adversidades chegam. Ou decidimos, de uma vez por todas, ver Deus pelo que Ele realmente é, pelo Seu caráter e pela Sua fidelidade, ou nunca experimentaremos a intensidade que Deus quer para nós. Uma luz não consegue iluminar a escuridão se não brilhar intensamente. E tal intensidade só será alcançada se tivermos convicção de quem nós somos e de quem Deus é para nós. Temos uma missão a ser cumprida aqui na Terra; precisamos, então, entender a responsabilidade dessa missão – a responsabilidade de refletirmos Cristo em quem somos.

Não podemos ler a Bíblia como se ela fosse um mero livro; ali, estão registradas as promessas dEle para a humanidade. Muitos tentam decorar a Bíblia; entretanto, precisamos meditar a respeito de cada versículo. A Palavra de Deus precisa estar entronizada em nossos corações, escrita com o pincel da eternidade; de forma que estejamos tão convictos a respeito de tais verdades que nada que venha em nossa direção nos abale.    

Que o nosso senso de responsabilidade com relação à missão da Igreja na Terra mova nossas atitudes e nossos pensamentos, movendo por completo nossas vidas. Jesus possuía esse senso de responsabilidade; Ele sabia com clareza o que veio fazer aqui. E tal clareza e convicção fez com que Ele não vivesse de qualquer jeito. Em Mateus 26.39, vemos Jesus dizendo: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”. Ele sabia que sua vontade não era importante, mas sim a vontade do Pai, ou seja, a missão que Deus o havia chamado para fazer. Devemos, portanto, viver nossas vidas com essa certeza – a certeza de que há muito mais para fazermos do que simplesmente viver uma vida de forma natural. Somos agentes de transformação! É para isso que nascemos; é para isso que estamos aqui. No entanto, só transformaremos vidas quando entendermos quem é o nosso Pai e o propósito que Ele quer para nossas vidas.

Devemos ter convicção a respeito da identidade divina que recebemos.  
Não podemos suportar viver de forma simplória; não estamos aqui somente para nascer, crescer, gerar descendentes e morrer. Há muito mais! A capacidade sobrenatural do Espírito Santo foi colocada dentro de nós para que pudéssemos fazer coisas muito maiores do que nossas capacidades naturais. A Bíblia diz que Jesus “habitou entre nós, cheio da graça e de verdade” (João 1.14). Se devemos seguir o Seu exemplo, devemos habitar nesse mundo cheios da graça de Deus e convictos da Verdade de quem Ele é.

Deus enviou o Seu único filho para morrer em nosso lugar para que pudéssemos viver nossa vida da melhor forma, que é no propósito dEle. Não estamos por acidente em uma Nova Aliança; fomos capacitados para realizar obras maiores. Que esse senso de missão seja o nosso oxigênio e que nossos corações pulsem por essa vontade incontrolável de ir, movidos pela certeza do que Deus é capaz de fazer e do que possuímos nEle.      

1 Comentário

  • Aleluias, como É bom , ler e meditar a Palavra de Deus, lendo e relendo as recebemos com revelações preciosas, gratidão por me lembrar que a Palavra sempre será a mesma ontem , hoje e sempre, aleluias aleluias!

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