Verbo FM

Um coração igual ao d’Ele

Cassiane Grando Damin
Aluna da Escola de Ministros Rhema

Quando lemos o título deste texto, logo pensamos em como ter o coração igual ao de Jesus, esse é nosso objetivo! Devemos sempre pensar como está o nosso relacionamento com Jesus e o quanto nosso coração tem se tornado como o d’Ele. Porém, nesse texto quero destacar a pergunta e invertê-la um pouco: e se as pessoas tivessem um coração igual ao seu ou ao meu, como seria? Afinal de contas, somos imitadores de Deus, logo, devemos assim como Paulo viver esta afirmação: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Coríntios 11.1).

A vida de Timóteo traz alguns princípios interessantes e por isso ele foi tão elogiado pelo apóstolo Paulo. Era um jovem com o coração disponível a Deus e ao serviço na obra, talvez inexperiente de acordo com o pensamento de muitos naquela época, porém, a integridade do coração dele carregava princípios da Palavra que devemos praticar sempre.

Princípios como:

1.Ter o coração fiel nas mínimas coisas (Lucas 16. 10-12);

2.Guardar o coração e fazer o trabalho como se fosse nossa última oportunidade aqui na terra (Mateus 7.12);

3.Fazer o trabalho como sendo para ao Senhor (Colossenses 3.22-24);

4.Ser dedicado à Palavra de Deus  (Apocalipse 2.4 e Marcos 3.14,15);   

5.Abraçar a verdade, amar a Deus e ao seu povo (Igreja) – (Mateus 16.18);

6.Dedicados ao propósito que Deus colocou em nosso coração e estar alinhado a cumprir o propósito maior junto com a nossa liderança (cumprir a visão para igreja) – (Filipenses 2. 20-21).

Como líderes ou liderados, avaliar esses princípios nos ajuda a ter um coração íntegro como o de Timóteo. Mesmo sendo admirável ele também tinha alguns aspectos a ser melhorado, assim como eu e você. Às vezes, a área em que estamos bem e já crescemos, outra pessoa pode ainda não ter amadurecido, neste aspecto e, vice-versa. Timóteo, por exemplo, era um jovem íntegro, disponível para a obra e muito mais do que suas habilidades, Paulo buscava alguém que tivesse esse coração em Deus. Contudo, por ser considerado inexperiente, talvez Timóteo poderia ter a tendência a sentir-se intimidado e, muitas vezes, surgir pensamentos para retroceder pelo medo do novo. O que quero dizer com isso? Mesmo íntegro e disponível, havia alguns aspectos que ele precisava estar constantemente vigiando, para não parar naquilo que Deus o havia chamado para fazer.

O apóstolo Paulo, cheio da sabedoria, percebia isso e trazia palavras de correção e encorajamento (I Timóteo 4.12 e II Timóteo 1.6-8). Às vezes, alguns pensamentos ou atitudes se tornam como fortalezas em nossa mente e passam desapercebidos, mas como nos diz (II Coríntios 10.4,5), “nossas armas não são carnais, mas espirituais”. Você acha que essas fortalezas vêm “do nada”? Você pensa que Satanás está satisfeito em nos ver avançar? Lógico que não! O papel dele continua o mesmo (que nível baixo, hein!) – matar, roubar e destruir (João 10.10).

Como podemos nos posicionar diante disso? Em primeiro lugar, nos relacionando com Deus e na dependência do Espírito Santo e ir alinhando os aspectos que estão estagnados em nossa vida e, em segundo lugar, sendo como “Paulo” na vida de outros. Ah, como precisamos de “Paulos” nos dias de hoje…

Pense comigo: muitos têm um caráter íntegro, estão disponíveis, porém sentem o “bafo da intimidação” em algumas circunstâncias ou, então, em nossa equipe há pessoas com tantas habilidades, disponíveis, porém, ainda, com suas motivações em posições, em cargos que poderão ocupar, quando se destacarem, esquecendo-se da pureza de coração em amar e servir à igreja.

Sabe o que aprendo com isso? Que sempre iremos nos deparar com pessoas de vários tipos e tendências no caráter. Entretanto, ao detectarmos isso e discernirmos no espírito, nosso dever como filhos de Deus é “ser um Paulo” na vida delas, encorajando-as à mudança até vermos o seu crescimento ou, até mesmo, vermos uma atitude tão sincera do outro, ao ponto que isso sirva como inspiração para melhorarmos. O intuito sempre é nos aperfeiçoarmos para ver o reino de Deus avançando com excelência.

Quero deixar aqui algumas perguntas para reflexão: Como está o meu e o seu coração? Em qual aspecto você precisa ser melhor? Se as pessoas olharem para mim e para você, serão pessoas amedrontadas pelo medo ou inspirados a ter sua fé fortalecida?

Meu desejo e oração é que Deus nos aproxime com conexões que sejam como Paulo em nossas vidas e que no final possamos olhar para trás e dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. A coroa da justiça me aguarda, a qual, o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos os que amaram a sua vinda” (II Timóteo 4.7-8).

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