Confira mais uma entrevista com alunos da Escola de Missões

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Conheça Marco Aurélio e Rosângela Cristina, alunos da Escola de Missões que estão atualmente em Campina Grande:

Fale-nos um pouco de você. De qual cidade é? Há quanto tempo você conhece o Senhor? Qual sua igreja e quem é seu pastor? Você sempre foi do Verbo da Vida ou de alguma outra denominação? 

Marcos: Meu nome é Marcos Aurélio, sou natural de Belo Horizonte-MG, conheci ao Senhor em Campinas-SP há 14 anos em um culto de domingo, congreguei em uma Igreja Batista Tradicional, de lá pra cá venho nessa crescente de buscá-lo. Começamos nossa caminhada em uma Igreja Batista Tradicional em Guarulhos, depois nos casamos, e em 2004 nos mudamos para Belo Horizonte e fomos congregar na Igreja Batista da Lagoinha. Mas, quando encontramos o Verbo da Vida em 2010 percebemos que lá nossas expectativas de conhecer ao Senhor foram supridas. Isso foi muito bom. Fizemos o Rhema, a Escola de Ministros, e nosso pastor hoje é Marcelo Carvalho. Estamos envolvidos nessa visão, nosso pastor tem nos instruído e nos dado oportunidades de crescer no chamado de Deus para nossas vidas.

Rosângela: Meu nome é Rosângela Cristina, sou de Campinas/SP, conheci ao Senhor há 14 anos, percebi que não poderia prosseguir com aquele vazio que estava dentro de mim. Iniciamos nosso namoro e nossa caminhada com o Senhor na mesma época.

Como descobriu que Deus havia lhe comissionado para missões?

Rosângela: Desde a minha adolescência eu sempre me vi morando  fora do Brasil. Antes de conhecer ao Senhor eu já tinha isso dentro de mim, claro na época, eu não entendia, mas depois que o conhecimento chegou, eu entendi. Ainda moramos no Brasil, porque estamos em treinamento.

Marcos: Como a Rosângela falou, eu também tinha esse desejo de estar em vários lugares, nunca fui uma pessoa de querer criar raízes em lugar nenhum. Já mudamos muitas vezes, isso já era um treinamento para nós, e ao longo do caminhar com o Senhor fomos entendendo o que era missões para Deus, o que era o chamado de Deus para nossas vidas, e que Ele se importa com as vidas.

Conte-nos um pouco sobre como foi deixar sua cidade, sua família, e amigos, para vir a Campina Grande? Como está sendo sua adaptação?

Rosângela: Com um ano de casados deixamos minha cidade em Guarulhos e mudamos para Belo Horizonte. Recém-convertida, eu não tinha uma estrutura muito grande dentro de mim e era a primeira vez que saia de minha cidade. Foi um tempo bem difícil, eu chorava muito porque sentia falta de minha família. Ficamos por um ano e voltamos. Eu não sabia como usar a palavra naquela época, mas no retorno, quando passamos mais um ano em Guarulhos, meu cordão umbilical foi cortado e Deus me fez entender que tinha um chamado para mim. Depois, voltamos a Belo Horizonte e percebi que minha estrutura por dentro tinha sido mudada e ficamos lá por nove anos. Foi onde tive meus filhos e aprendi muitas coisas. Quando vim para Campina Grande vim debaixo da graça que tem me sustentado a cada momento. Sinto que já consigo administrar bem essa área da minha vida.

Marcos: No começo Deus já estava trabalhando em mim que iria chegar esse dia que eu precisaria romper também, tendo que deixar BH para ir a Campina Grande, Já estava envolvido com a igreja local, estava dando aula no Rhema, e poderia ter interpretado como se fosse parar, ou dar um tempo. Mais Deus me mostrou que era o tempo de receber mais ferramentas e ser mais capacitado para um próximo passo.  Vir para Campina Grande me trouxe muita paz, o Senhor tratou comigo e com Rosangela. Começamos a orar a cerca de direções que o Senhor teria para a nossa vida em 2015. Nós orávamos em 2014 a respeito do que Deus queria de nós, percebemos que era um tempo para nos sermos mais equipados. Nosso pastor teve a mesma testificação no coração que nos tínhamos, ele nos falou que a convicção do ir, nos traria tudo o que precisaríamos para 2015. Chegamos a Campina Grande em Novembro de 2014, antes do ano terminar já estávamos em Soledade com Pr. Jairo, temos visto muitos exemplos de fé na vida dele e em todo o funcionamento do projeto. Tem sido um tempo maravilhoso!

Qual sua visão em relação a missões? Já tem algum lugar especifico no coração?

Marcos: Nossa visão de missões quando chegamos era uma mais nesse tempo aqui ela foi ficando mais apurada com as coisas que recebemos na Escola. Sempre tivemos uma visão mais voltada para fora, mas hoje entendemos que missões começa onde nós estamos, com estabelecimento da visão missionária na igreja local, fazendo as coisas acontecer onde você está. Começamos a aprender que missões também pode ser, dar apoio a obras que já estão iniciadas e em funcionamento, podemos começar uma nova obra também. O que sabemos é que se tivermos pessoas disponíveis para ir, ou para ficar, missões acontece. Missões é uma visão ampla e expandi-se fora das quatro paredes da igreja.

Rosângela: Eu tinha um sonho de morar nos Estados Unidos, eu sonhava de um dia estar lá. Mais um dia orei e perguntei ao Senhor; Pai, eu tenho um sonho mais qual é a minha missão? Foi quando começamos a vê Angola e as necessidades daquele país. Estamos abertos para irmos a qualquer lugar. Em 2013 tivemos a oportunidade de ir a Portugal para uma conferência foi onde conhecemos Cortez e Lúcia, um desejo muito forte subiu em nosso coração de servirmos a esse casal. Então, podemos dizer que temos essas duas nações hoje em nosso coração Angola e Espanha. Porém, estamos abertos ao Senhor para irmos onde Ele nos enviar, porque realmente estamos aguardando sua direção.

Como ouviu falar da EMR  pela primeira vez? a

Rosângela: A primeira vez que ouvi falar da Escola de Missões foi no Rhema em 2010. Quando ouvi essa palavra Escola de Missões o meu coração quase saiu pela boca. Eu comecei a querer saber o que era Escola de Missões? Onde está? Eu sempre digo; Eu fiz o Rhema pensando na Escola de Missões. Falei para o Marcos sobre a Escola mais na época ele disse; “Como vamos nos mudar para Campina Grande? Como vou deixar meu emprego, está ficando doida?” Mas aquilo começou a despertar até vir à confirmação que ardia em meu coração.

Marcos: Nós começamos também a ter mais contato com Escola, com a AGMVV, porque lideramos a Secretaria de Missões em nossa igreja em BH. Eu diria que a Escola é uma parada obrigatória para quem quer ir ao campo. Um ano parado para fazer Escola te dará ferramentas que lhe ajudarão por dez anos no campo.

Comentem um pouco sobre o que tem aprendido nesse tempo na Escola:

Rosângela: Eu pensava que já tinha aprendido muitas coisas mais na Escola vejo que não. Deus me ensina muito através dos professores e tudo vem ao encontro das coisas que eu já tinha por dentro. Para nós que fizemos o Rhema e Escola de Ministros, a Escola de Missões é um banquete. O impacto é muito grande acerca de tudo aquilo que a gente recebe, é um tratamento e ao mesmo tempo recebemos armas muito poderosas. Para mim é o soldado se equipando com fardamento, armas, e tudo o que precisará no campo.

Marcos: O que acho fantástico na Escola de Missões é que ela trata os nossos sentimentos e nos ajuda a lidar com as pressões. Ensina-nos sobre relacionamentos com as pessoas e como nutri-los. O tempo todo somos trabalhados para sabermos lhe dar com sentimentos e com situações, isso é fantástico. Sabemos que nosso espírito foi recriado com o novo nascimento mais nossa alma precisa ser renovada a cada dia, o grande diferencial da Escola é isso, no aprender a lidar com nossas emoções.

Vocês recomendariam outros missionários a estudarem na escola?

Rosângela: Sim, indico. Na verdade, eu não indico um missionário ir para o campo sem fazer Escola de Missões. A Escola trará um equilíbrio nas três dimensões: espírito, alma, e corpo. Vejo muitas pessoas pregando sobre abafar a alma, ignorá-la, mas hoje vemos muitos missionários voltando do campo por causa de suas emoções. Um ano não é nada, é melhor gastar um ano do que perder dez. E indico para todos que tem chamada para poderem ir ao campo sem retroceder em tempo algum.

Marcos: Se eu puder usar essa expressão “indispensável” eu vou usar. É indispensável passar pela Escola antes de ir para o campo. Vamos comparar com um plano de vôo, em todo planejamento de vôo à pessoa traça o lugar onde deve chegar, mais é preciso ter o avião abastecido, revisado, conferido, para que chegue onde planejou. Então, eu compararia assim; se uma pessoa quer ir ao campo sem fazer Escola e sem equipar-se ela não chegará ao seu destino. Por isso eu diria que é indispensável fazer a Escola, porque é o lugar de Deus para aferir a nossa bússola. A Escola é o lugar para aferir essa bússola e não cair o avião antes de chegar ao destino, porque num trajeto de vôo um grau ou dois podem afetar a sua chegada.

Deixem uma breve mensagem para aqueles que tem um chamado para missões:

Rosângela: Acredito que um missionário deve ser ilimitado porque eu penso que essas palavras “eu não sei”, “eu não posso”, “eu não consigo”, não deveriam existir na boca de um missionário. Ele nada mais é do que um servo, ele não vive para si mesmo, e sim, para o Senhor. O foco não é o lugar e sim o Senhor e as vidas a serem alcançadas. O missionário deve fazer o que for necessário em sua igreja local, deve ter um coração disponível para isso. Se você sabe servir na sua igreja no que for preciso fará isso em outro lugar. Isso abrirá portas para onde você for, não se limite, sirva o Senhor, siga o Senhor. Pegue o caminho certo que irá levá-lo a seguir a carreira.

Marcos: Tenha um coração ensinável, disponível, seja uma pessoa que deseja servir, alem de querer ir a lugares seja uma pessoa que tem o desejo de alcançar vidas independente do chamado, dos títulos e de circunstâncias. Missões é muito mais do que lugares, títulos, é cumprir o ide do Senhor independente de qualquer coisa. Deixe seu coração aberto e seu ouvido inclinado ao Espírito para ele lhe direcionar. Você precisa ter algo muito importante o amor de Deus dentro de você.

 

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