Pastor Janduí Araújo testemunhou sua vitória após internação por Covid-19

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“Quando o chão desaparecer, a fé nos dará asas”. Essa afirmação do pastor Janduí de Araújo, da Igreja Verbo da Vida em Pinheiros, São Paulo (SP), resume bem o testemunho do grande milagre que viveu entre os meses de fevereiro e março deste ano. Ele foi um dentre os milhões de brasileiros acometidos pela Covid-19, e ficou em estado grave, chegando a ter 80% de seu pulmão comprometido pela infecção causada pelo Coronavírus.

Ao receber a notícia sobre a internação hospitalar do ministro, toda a igreja se moveu em oração e apoio a ele e à família. Foram dias de intensa provação. Mas através da fé em Cristo, associada ao cuidado de profissionais de saúde capacitados, o pastor provou a manifestação da cura em seu corpo, sendo agraciado com um “novo fôlego de vida”.

O INÍCIO DO PROCESSO

Após a consulta com um de seus médicos, no dia 15 de fevereiro, apresentando sintomas de uma infecção que não se sabia a origem, o pastor foi medicado e ficou em observação. Diante dos sintomas da Covid-19, seu médico recomendou que ele procurasse uma médica especialista nesses casos, em um hospital da grande São Paulo. Ao chegar à unidade, o pastor foi prontamente socorrido pela médica e pela equipe de plantão. Ele precisou ser encaminhado para o setor de semi-intensiva, e foi submetido a 50 litros de oxigênio, devido à baixa saturação.

Já recuperado e se sentindo forte, o pastor Janduí contou emocionado: “Eu passei 20 dias no hospital e foram os piores que já vivi. Especialmente, nos primeiros dez dias, em que precisei ficar sozinho, sem acompanhante e sem receber visitas. Não podia falar nem me mover. Recebia todos os cuidados na cama. Mas no meio de tudo aquilo, em nenhum momento eu vi a morte. Eu conversava com o Senhor em meditação de pensamentos e sabia em meu coração que minha vida não acabaria ali”.

Eliane Araújo, esposa do pastor Janduí, também foi diagnosticada com o vírus, porém com sintomas mais leves. Ela disse que nesse período de guerra, não se deixou se levar pelo medo, nem pelas ameaças do diabo.

Enquanto meu esposo estava no hospital e eu em casa, em nenhum momento eu deixei
passar pela minha alma a ideia de que ele não sobreviveria, porque eu sei em quem eu tenho crido e que Ele é poderoso para fazer milagres extraordinários. E era isso que eu declarava em todo o tempo.

O APOIO DIVINO

A partir do 11° dia de internação, o pr. Janduí recebeu as visitas de um dos pastores auxiliares da igreja e do médico que o havia atendido no início dos sintomas. Ele comentou com carinho sobre a importância de sentir esse apoio de perto. O pastor destacou ainda o fato de ter sido surpreendido por um amigo e membro de sua igreja, que decidiu permanecer com ele no hospital desde o 12° dia de internação até o momento em que recebeu alta médica.

“Filipe Dias é um jovem da nossa igreja, que considero como um filho. Ele nunca havia tido a Covid-19, sabia do risco de permanecer ali, mas decidiu que não sairia do meu lado até que me recuperasse completamente. Esse gesto me deu muita força. Ele orava comigo, tocava o violão, cantava hinos de adoração e mantinha contato com minha família e membros da igreja, dando notícias sobre meu estado.”

Tanto o pastor, quanto Filipe são unânimes em afirmar que era possível sentir as orações e
apoio da igreja em prol de sua cura. Muitos membros mandavam mensagens e todos os grupos de discipulados se mobilizavam em constante intercessão, algo que pode ser comparado à unidade de coração da igreja primitiva, na qual todos tinham tudo em comum, e quando um dos apóstolos estavam em perigo, os demais irmãos oravam fervorosamente a Deus para livrá-los (Atos 2.44 – Atos 12.11-12).

DEUS CUIDA DE TUDO

Na manhã do 13° dia no hospital, ligado a vários aparelhos, o pastor sentiu vontade de lavar suas mãos com água e sabão. Até então, a sua higienização estava sendo feita pela equipe de enfermagem, através de lencinhos umedecidos. E foi no detalhe do desejo de ter contato com água que ele viu o cuidado de Deus.

“Eu sou muito ligado à água, e há dias não podia tomar um banho como era do meu agrado. Enquanto eu estava ali, lavando minhas mãos, me emocionei e comecei a chorar muito. O técnico de enfermagem que havia me ajudado, também se emocionou e perguntou se eu queria tomar um banho. Ele não mediu esforços para me dar um banho. Pegou uma cadeira, mobilizou outras pessoas que trouxeram baldes com água morna e me deu um banho completo.”

O pastor enfatizou que esse momento, aparentemente simples, foi um dos mais marcantes
que ele viveu ao longo daqueles dias de internação: “Eu havia pedido apenas para lavar as mãos, e acabei ganhando um banho, mais do que eu havia pedido. Após aquele momento, senti como se tivesse ganhado uma nova vida. Até passei perfume!”, lembrou o ministro, com um largo sorriso no rosto.

A VOZ QUE CURA

Os médicos informaram ao pastor e sua família que as 48 horas entre o 13° e 14° dias seriam decisivas. Se não houvesse melhora do quadro, seria necessária a intubação. Mas logo no início do 13° dia, o relatório dos céus chegou ao coração do Pr. Janduí.

“Eu passei os primeiros 12 dias de internação sem conseguir ouvir a voz de Deus. E sentia
muita saudade, porque é o que acontece quando você fica um tempo sem ouvir a voz de alguém que é muito próximo. Mas quando acordei naquela manhã, ouvi nitidamente o Senhor falar comigo: ´Esse é o primeiro dia do restante de sua vida, e aquela médica que está cuidando de você, Eu a coloquei em seu caminho para mudar o seu quadro’. Nesse momento o Senhor também trouxe ao meu coração a mensagem contida em Isaias 40.29. Impactado, contei essa experiência para Felipe e para a médica, ambos ficaram comovidos e creram comigo”, explicou.

A partir desse dia, o quadro de saúde do pastor começou a apresentar uma melhora expressiva. Ao ponto de o fisioterapeuta permitir que ele andasse pelo quarto e ficasse fora da cama sentado por algumas horas. O nível de oxigênio também foi reduzido de 50 para 35 litros. De acordo com a médica, durante essas 48 horas decisivas “a infecção despencou”, em relação ao que estava anteriormente.

Ele foi transferido da unidade semi-intensiva para um quarto, onde ficou por mais aproximadamente quatro dias até ter alta completa. 

“Não podemos viver com medo. Há um Deus cuidando de nós, e Cristo levou sobre si todas as nossas dores e enfermidades. Mas tenham cuidado, sigam as recomendações de especialistas para prevenir, usem máscaras, lavem as mãos. Quando na história da humanidade nós imaginamos que água e sabão seriam armas tão poderosas em uma guerra?” aconselhou ele após receber alta.

O testemunho de Pr. Janduí nos serve de grande exemplo, enchendo nossos corações de esperança nesses dias difíceis. Diante de todos os desafios vividos pela humanidade, no momento atual, nós também podemos nos apegar ao que está escrito na palavra de Deus, e não nos conformar com as sentenças negativas que o mundo tenta nos impor. A Bíblia garante que em Jesus somos mais que vencedores. E frente a todo o cansaço causado pelas adversidades, podemos nos apegar à mesma palavra que saltou ao coração do pastor no meio dessa grande tempestade:

“Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se
cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão” (Isaías 40.29-31).

Assista abaixo ao testemunho do pastor Janduí de Araújo

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