
A Escola de Ministros mantém como propósito central permanecer conectada às igrejas locais, preservando o legado construído com o passar dos anos e formando líderes comprometidos com a visão do Ministério Verbo da Vida.
“Em 2026, completamos 25 anos, é um privilégio dar continuidade a esse trabalho. Ao final de cada turma, é possível perceber claramente a transformação na vida dos alunos. Muitos chegam com determinadas expectativas e saem ainda mais impactados pelo que receberam durante o treinamento”, afirmou o diretor Luis Felipe Pereira.
Ele também destacou o valor de alcançar pastores e ministros que já estão em atuação há anos, mas que ainda não tiveram a oportunidade de cursar a escola. Nesse sentido, a Escola de Ministros cumpre um papel essencial: transmitir a visão do Ministério, fortalecer a unidade e preparar líderes para servir ao Senhor com excelência, mesmo nas regiões mais distantes de Campina Grande (PB).
ESTRUTURA QUE SUSTENTA O FUNCIONAMENTO






A Escola de Ministros conta com uma equipe diretiva responsável pela condução das atividades. À frente está Luis Felipe, tendo Gabriela Pereira como vice-diretora. A equipe também inclui João Victor Maciel, que atua como secretário da escola; Helen Rose, responsável pela tesouraria; e Paulo Victor, à frente do audiovisual. Neste ano, João Vitor Melo, auxilia na gestão acadêmica da turma on-line.
Esse grupo gerencia as atividades acadêmicas e o funcionamento cotidiano da escola. Soma-se a isso, uma equipe de apoio responsável pela organização, limpeza e bom funcionamento do prédio, bem como pelo atendimento na recepção. Atualmente, essa equipe é formada por Wilma Guimarães, Lucas Lopes e Monalisa Barbosa.
Ademais, a Escola de Ministros tem 35 monitores que atuam presencialmente no acompanhamento das aulas e no suporte aos alunos. Eles auxiliam nas demandas diárias, participam ativamente do treinamento e ajudam no cumprimento das diretrizes da escola. Entre esses monitores, cinco fazem parte da equipe responsável pela correção dos resumos, realizando esse trabalho de forma remota para que seja possível acompanhar adequadamente o desempenho dos alunos ao longo do curso.
Também conta com uma equipe de segurança terceirizada, liderada por Julierme Maciel. Essa equipe atua em sistema de revezamento e é responsável tanto pela portaria quanto pela segurança das instalações e dos veículos dos alunos.

A Escola de Ministros também recebe apoio da Coordenação da Escola, composta pelo casal Marconi Raulino e Lívia Marques, Héllen Cachone e Maísa Queiroz, que contribuem com a organização e acompanhamento das atividades.
“Quando reunimos todas essas pessoas que atuam nesse suporte, percebemos que são mais de 40 colaboradores, direta ou indiretamente envolvidos nas atividades da escola, trabalhando para que tudo funcione bem e para oferecer o melhor suporte possível aos alunos”, afirmou o diretor.
PROGRAMAÇÃO DA ESCOLA DE MINISTROS

A Escola de Ministros possui uma rotina intensa de atividades durante o ano letivo. A programação conta com 34 módulos; em Campina Grande, porém, são 35, pois há também o módulo Ministrando a Palavra, que geralmente não ocorre nas escolas itinerantes.
Ademais, a escola realiza sete seminários, cinco workshops e oito aulas de consagração. Tudo isso existe com o objetivo de proporcionar ao aluno uma formação sólida, especialmente no que diz respeito às atividades práticas da igreja local, embora também haja experiências fora desse contexto.
Entre essas atividades, estão duas ações evangelísticas ao longo do ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo. Também há a Aula de Campo, que se tornou um marco na escola. Nessa ocasião, os alunos participam de uma experiência muito significativa, sendo impactados por testemunhos de fé e por vivências práticas. “Procuramos manter certo sigilo sobre essa programação para que os alunos possam ser surpreendidos pelas experiências que viverão”, asseverou Luis Felipe.
Para a equipe, esse é um período muito importante de preparação e organização para que tudo ocorra da melhor forma. “Damos suporte aos professores, organizamos as salas de aula, alimentamos o sistema, acompanhamos os alunos e cuidamos de diversas demandas administrativas para que as atividades ocorram com excelência”, compartilhou o diretor.
Segundo ele, “Todo esse trabalho tem como objetivo garantir que cada aula e cada programação realmente impactem a vida dos alunos. Costumo dizer à nossa equipe — especialmente àqueles que já estão conosco há mais tempo — que, embora para nós algumas aulas se repitam nessa trajetória, para os alunos aquela será, muitas vezes, a única oportunidade de vivenciar aquele momento”.
25 ANOS DE HISTÓRIA

A Escola de Ministros funciona há 25 anos, o que representa um marco importante em sua história e no desenvolvimento do trabalho realizado durante esse período. Ao observar essa trajetória, é possível perceber diversas evoluções, como a implementação de novas matérias e a inclusão de seminários e workshops. Essas iniciativas foram vistas pela diretoria como formas de aperfeiçoar ainda mais aquilo que já vinha sendo ensinado aos alunos.
A história da escola começou em 2001, quando o Ap. Bud Wright compartilhou com Guto Emery o desejo de criar uma escola que pudesse treinar ministros, para que todos falassem a mesma linguagem ministerial. No início, houve certa relutância sobre como estruturar esse projeto, mas logo foi encontrada uma forma de colocá-lo em prática.
Assim, a Escola de Ministros foi iniciada com Suellen Emery, como a primeira diretora, onde permaneceu até 2006. Em seguida, Sylvia Lima assumiu a direção da escola de 2007 a 2010. Logo após, ela passou a exercer a função de supervisora. Em 2011, o casal pastor Joseph e Rita Maluta assumiu a direção da escola, permanecendo até 2012.
Logo depois, entre 2013 e 2015, a direção ficou sob a responsabilidade do pastor Marconde e de Gildete Santos. Já entre 2016 e 2020, os diretores foram Fernando e Miriam Leal. Em 2021, com a pandemia, foi um ano atípico para as atividades da escola, e não houve escolas itinerantes. Nesse período, Sylvia Lima voltou a atuar também como diretora, além de supervisora.
Em 2022, o casal Reuel e Camila Santos assumiu a direção da escola, permanecendo até meados de 2023. A partir disso, Gabriela e Luis Felipe foram convidados a assumir a direção.
ALUNOS DE FORA QUE VEM ESTUDAR NA UNIDADE SEDE
Até hoje, a Escola já formou mais de dois mil alunos em Campina Grande (PB). Muitos deles são moradores da própria cidade, mas também há pessoas que vêm de outras regiões todos os anos. Segundo o diretor, mesmo tendo edições itinerantes em locais próximos de suas casas, alguns alunos sentem o direcionamento de Deus para estudar na Unidade Sede. “Alguns retornam para suas cidades após a formatura, enquanto outros acabam permanecendo na cidade, seguindo aquilo que entendem ser a direção de Deus para suas vidas”, destacou.
Também há um número significativo de alunos que moram em cidades vizinhas e fazem o “bate e volta”, viajando diariamente para participar das aulas. Entre esses estudantes, há pessoas que vêm de cidades paraibanas como João Pessoa , Esperança, Lagoa Seca, e até de localidades mais distantes, já no estado de Pernambuco, como Surubim e Caruaru. “Alguns desses alunos percorrem mais de 100 quilômetros para ir e outros 100 para voltar todos os dias. Mesmo diante desse desafio, é possível perceber a graça de Deus sobre a vida deles, que conseguem perseverar e concluir a escola”, afirmou Luis Felipe.
INOVAÇÃO PARA ACOMPANHAR O CRESCIMENTO
Diante desse cenário, a diretoria da Escola também procura oportunidades de aprimorar e acrescentar novos elementos à formação oferecida pela escola. Uma das iniciativas recentes foi a realização de aulas demonstrativas da Escola de Ministros. Antigamente, havia um módulo chamado Experiências Ministeriais, ministrado pelo Ap. Bud.
“Resgatamos esse conteúdo e passamos a apresentá-lo dentro das igrejas. Essas programações são abertas ao público e permitem que as pessoas conheçam melhor como funciona a Escola de Ministros. Muitas vezes, algumas pessoas tinham uma percepção baseada apenas na opinião de terceiros, sem conhecer de fato sua proposta e funcionamento da escola. Nessas ocasiões, além de ouvir o testemunho e a trajetória de professores, o público também recebe uma apresentação mais detalhada sobre a estrutura e o propósito do treinamento”, contou Luis Felipe.
EXPANSÃO AO LONGO DOS ANOS
Um levantamento realizado mostrou que, entre 2008 e 2022, houve a inclusão ou alteração de dez módulos na grade curricular da escola, bem como a criação de seminários e workshops. Essa atualização constante demonstra a progressão da grade curricular e reforça o compromisso da escola em continuar aprimorando o treinamento oferecido aos ministros.

“Atualmente, também existe o interesse do ministério em realizar novas reformulações e acrescentar conteúdos adicionais. Contudo, esse processo exige planejamento, pois a carga horária da escola já é bastante extensa”, afirmou o diretor.
Hoje, a capacidade máxima da Escola em Campina Grande é de 150 alunos. Porém, na primeira turma, em 2001, havia 90 alunos. O Ap. Bud escolheu pessoalmente cada um e, em alguns casos, chegou a “convocá-los” para integrar a primeira turma, demonstrando sua insistência e forte desejo de reunir aquelas pessoas para dar início ao treinamento ministerial.
Desde então, o processo de seleção e acompanhamento dos alunos tem se aprimorado. Atualmente, a escola recebe, em média, entre 90 e 100 alunos por turma em Campina Grande.
Houve, porém, algumas exceções ao longo dos anos. Em 2018, por exemplo, a turma iniciou com 129 alunos e concluiu com 115 formandos, sendo até então a maior turma da história da escola. No entanto, a turma de 2024 superou esse número ao iniciar com 130 alunos e formar 125, tornando-se a maior já registrada em Campina Grande.
TURMA ON-LINE
Já neste ano, a Diretoria do Ministério decidiu que não haverá edições itinerantes da escola, apenas a turma presencial em Campina Grande. Uma grande novidade nos 25 anos da Escola é a turma on-line. Inicialmente, o projeto buscou atender pastores presidentes de igrejas que vivem em regiões onde, mesmo com a escola itinerante, ainda enfrentam grandes dificuldades de deslocamento para participar das aulas.

“Diante disso, entendemos que a transmissão ao vivo das aulas, que já ocorre em Campina Grande, poderia alcançar esses pastores. Em conversa com Guto Emery e com a Diretoria do Ministério, essa proposta foi ampliada”, contou Luis Felipe.
Eles decidiram estender o acesso on-line a outros líderes que já estão em atuação ministerial, como:
- dirigentes de congregação;
- líderes de pontos de pregação;
- ministros licenciados e ordenados;
- professores do Rhema;
- membros das diretorias das igrejas;
- membros de diretorias do Rhema;
- e também os cônjuges dessas lideranças.
Essas pessoas estão cursando a Escola de Ministros on-line e ao vivo, acompanhando as aulas transmitidas diretamente de Campina Grande por meio da plataforma Zoom.





“Apesar de ser uma modalidade on-line, o treinamento continuará sendo realizado de maneira cuidadosa e estruturada. Durante a pandemia já tivemos experiências semelhantes, e muitas das estratégias que funcionaram naquele período serão reaproveitadas e aprimoradas”, afirmou o diretor.
Além dos alunos presenciais e on-line, a escola recebeu a procura de graduados que desejavam fazer uma reciclagem. Para esses, foi oferecido um desconto de 50% nas matrículas e mensalidades, incentivando aqueles que desejam revisitar o conteúdo da escola.
CAPACITAÇÃO PARA TODA BOA OBRA
A Escola de Ministros segue com a perspectiva de crescer, se atualizar e promover atividades que contribuam para o desenvolvimento ministerial de cada aluno, preparando-o a retornar às suas igrejas locais ainda mais capacitado para servir.

Durante o ano letivo, diversas matérias abordam temas fundamentais para a formação ministerial, especialmente caráter, integridade e competência. Esses três aspectos são trabalhados de maneira transversal em todo o currículo da escola.
“Além disso, temos buscado fortalecer o relacionamento com as igrejas locais. Para tanto, enviamos relatórios aos pastores, permitindo que acompanhem o desempenho de seus alunos durante o período da escola”, afirmou a vice-diretora.
Essa parceria é importante porque, após a conclusão do curso, o aluno continuará sendo acompanhado e treinado dentro de sua igreja local. Nesse sentido, a Escola capacita cada aluno para se tornar um representante da visão em sua região. Quando ele compartilha sua experiência positiva, isso naturalmente inspira outras pessoas a buscarem o mesmo treinamento.
“Por isso, procuramos oferecer um treinamento que realmente desafie o aluno, colocando-o em situações que promovam crescimento, amadurecimento e desenvolvimento ministerial”, destacou Gabriela.
À medida que o MVV se expande, a Escola de Ministros permanece como um importante balizador, contribuindo para que os graduados, em diferentes regiões do Brasil e em outras nações, permaneçam alinhados à mesma visão e aos mesmos princípios ministeriais.















