Somos privilegiados por comprometer as nossas forças e energias em um propósito eterno. A vida ministerial não é uma vida sem desafios, mas somos gratos pela vida que temos. Muitos de nós somos improváveis, mas a fidelidade do nosso coração abriu a porta para que pudéssemos servi-lO. Existe uma graça para fazermos aquilo que fazemos. Servimos a Deus a partir de um lugar de graça que Ele nos fornece.
O ministério não precisa ser pesado. Todas as vezes que estiver diante de desafios, seja grato: existe uma força para servirmos a Deus.
No último mês, estivemos juntos no Ministério em dias intensos de reuniões de supervisão e, no encerramento, Guto Emery falou: “O tamanho da responsabilidade que nós temos corresponde exatamente ao tamanho da confiança que Deus tem em nós”.
COLABORADORES DE DEUS
É um privilégio dedicar a nossa vida ao ministério. Saiba que não é na sua capacidade e força, mas pela graça de Deus que está em nós. Na caminhada, talvez você se choque com o nível de responsabilidade, mas lembre-se do tamanho da confiança que Deus tem em você. Somos colaboradores de Deus. Ele quer nos envolver no Seu plano e contar com a gente. Essa é uma oportunidade para Deus estar conosco.
Não é por você, através de você, mas é por Ele, por meio d’Ele e para Ele. Servir a Deus é um grande privilégio. Servir ao Criador da vida é uma honra, e Ele nos chama de colaboradores. Colaborar é laborar, é trabalhar com Deus, mas não é um trabalho distante. Deus nos chama para colaborar, junto d’Aquele que nos criou, d’Aquele que é Senhor do universo.
Deus te chama de colaborador. Ele poderia laborar e trabalhar sozinho, mas escolheu nos envolver nessa grande obra. Estamos alcançando o Brasil e as nações com a Palavra da Fé e o amor.
AMOR NOS ÚLTIMOS DIAS
“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações, Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons mordomos da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém” (1 Pedro 4:7-11).
O texto nos afirma que o fim de todas as coisas está próximo. Se já estava perto naquela época, imagina agora. Não podemos perder de vista que estamos nos últimos minutos das últimas horas do retorno do Senhor. Estamos cientes disso e, quando vemos que o fim está próximo, as prioridades mudam.
Quando se está perto de morrer, o foco muda. Na juventude, se briga muito, mas, quando envelhece, fica mais ponderado, pacífico, e isso é consciência de que o fim está chegando. Às vezes, buscamos motivos para divergir, mas, na velhice, buscamos motivos para convergir.
Na vida ministerial, à medida que vamos crescendo, nos tornamos mais criteriosos, mas não desagradáveis. É um critério que vem com sobriedade. Não negociamos os nossos valores, não abrimos mão do que é ser Verbo da Vida. Precisamos estar firmes naquilo que cremos.
Quando chegamos perto do fim, é hora de demonstrar um amor intenso, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Isso não é ser conivente com a leviandade, mas é saber perdoar o irmão, sendo longânimo em amor. A igreja é o lugar que agrega todos. Estamos em um mundo polarizado, em especial politicamente, mas, na igreja, a coisa é diferente. Não traga a polarização para a igreja, não cultive divisões. Tenha intenso amor até mesmo pelos que pensam diferente de você.
BONS DESPENSEIROS DA GRAÇA
A vida cristã é sempre uns para com os outros, envolve outros indivíduos. Coloque o teu dom para fora. Seu dom é só seu, ele te usa assim, mas esse dom é para abençoar o outro. E para ser abençoado pelo outro também. A vida ministerial não se desenvolve no isolamento. Concentre-se no seu dom. Ele te criou assim, como Ele te fez, com esse dom. As nossas diferenças não são o nosso problema. Imagina se fossem todos iguais a você. Tem dias que nem você se aguenta, imagina se fosse todo mundo assim.
O texto ainda fala que somos despenseiros, e essa palavra vem de despensa. Quem tem despensa em casa me entende bem. Lá é um lugar onde guardamos mantimentos. E ela está ligada à economia, porque é necessário saber gerir bem os recursos. O que faz uma despensa ser boa? Nós devemos ser bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Você recebeu uma graça, e ela é proporcional à de Cristo. Primeiro, você recebe um dom, depois recebe uma graça. E, se o dom de Deus requer muito de você, existe uma graça ainda maior para ser depositada na sua vida.
Como bom despenseiro, você deve gerir bem esse recurso da graça. Se tem o bom despenseiro, tem o mau despenseiro também. Não devemos gastar a graça de Deus em vão. Uma boa despensa apresenta condições de guardar o que está ali. Antigamente, as compras eram para o mês inteiro; hoje, isso é menos comum. O objetivo da despensa não é reter todo o recurso, mas usá-lo de forma adequada.
A graça que Deus te deu é para ser usada, mas de forma devida e equilibrada. Não desperdice a graça de forma leviana.
SIRVA NA FORÇA QUE DEUS SUPRE
Se alguém fala, fale segundo os oráculos de Deus. Se for falar errado, poupe-se. Fale corretamente. Se alguém serve, sirva na força que Deus supre. Pedro diz que existe um suprimento para o serviço. Quando servimos, estamos tirando da despensa. Você tira, e Deus coloca mais. Mas cabe a nós saber onde vamos buscar a nossa força, porque o ministério não é feito na nossa própria força.
Na sua força, pode até conseguir por uns dias ou meses, mas depois se arrebenta. Deus tem uma força que só Ele pode nos dar. Não complique. Tem tantas pessoas no ministério que, assim como a bateria de um carro que precisa ser carregada, a bateria já acabou faz tempo. Na própria força, as coisas estão difíceis. Tem tanta gente no vermelho e nem sabe mais onde recarrega. Quem serve, sirva na força que Deus supre. Se, para um carro recarregar, necessita de um plugue, o que traz a recarga da nossa bateria com Deus?
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:16,17).
O que vai recarregar as nossas baterias é a comunhão com a Palavra, e isso não apenas na hora de pregar, mas em todo tempo. Não dá para ser do Verbo sem o Verbo. É preciso comunhão com a Palavra, com o Espírito, falando entre vós com salmos e cânticos espirituais. Nós precisamos ter fervor de espírito. Não dá para servir com a bateria baixa.
UMA NOVA PORÇÃO DA GRAÇA
Onde encontramos essa recarga? Na força que Deus supre, na comunhão com a Palavra e com os irmãos. Não se isole. Você faz parte de uma família que está alcançando o Brasil. Você não é um Verbo da Vida perdido, você faz parte de uma grande família. Lembre-se de que podemos nos isolar no coração.
Não espere ninguém te ligar. Ligue e encoraje as pessoas. Plante, e você vai colher. Não despreze a comunhão com os irmãos. Deus derrama bênçãos na sua cabeça quando você anda em comunhão.
Cultive uma vida de gratidão. Seja em palavra, seja em ação, faça em nome de Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai.
A vida ministerial é uma aventura com Deus, mas não podemos andar como um carro sem bateria. Se você serve, sirva na força que Deus supre. Deus está derramando uma porção nova para te capacitar para um período mais frutífero. Deus está derramando uma abundante graça. Você vai correr e não vai se cansar, porque correrá de forma leve e prazerosa.
*Trechos da mensagem do dia 19 de setembro de 2026, na Conferência de Ministros Sul.














