Por Larisse Mascena
De acordo com a fonte do Joshua Project, a população mundial atingiu o número de mais de 8 bilhões de pessoas. Desse número, mais de 3 bilhões nunca conheceram Jesus. Essa é a margem de pessoas que chamamos de não-alcançadas. Para a realidade ocidental, talvez não tenhamos ideia do que é se deparar com pessoas que, se perguntarmos se elas já ouviram falar sobre Jesus, responderão, incrivelmente: “Não!”.
Esse pensamento sempre me impacta. Imaginar que o nome de Jesus simplesmente não tem qualquer valor para uma vasta parcela da população mundial é impactante. Porém, não paramos por aí. Esse grupo de pessoas está, em sua maioria, concentrada em países onde pregar o Evangelho é um crime grave e pode resultar em severas penalidades. A organização Portas Abertas nos traz dados mais precisos sobre a realidade dos países onde há perseguição, seja a nível mais leve até o mais severo. A perseguição é real; ela não ficou para os tempos da Igreja Primitiva do livro de Atos. Ela existe hoje. Nesses lugares, o Evangelho não chega de maneira expressa, mas existem caminhos criativos pelos quais missionários e a própria igreja local usam para pregar sobre Jesus.
É aqui onde o Acesso Criativo entra em ação. Esse termo tem origem, por volta da década de 90, quando estudiosos das missões começaram a perceber que é equivocado chamar os países que enfrentam perseguição de “fechados” ao Evangelho. Ora, quem é o homem para impedir a ação poderosa da Palavra de Deus, mesmo que essa ação signifique se sobressaltar à perseguição? Assim, chegamos a um termo que reflete exatamente uma das formas de atuação do Espírito de Deus: a criatividade. Mudamos o nosso olhar e agora vemos esses lugares como Países de Acesso Criativo.
O que isso muda para nós? Mudamos a nossa confiança a respeito da expansão do Evangelho. Mudamos a nossa percepção sobre o acesso a lugares com severas leis contra a pregação da Palavra, passamos a enxergar a nossa dependência do Espírito Santo, para que Ele mesmo nos conduza em ações criativas para que o Evangelho alcance os 3 bilhões de pessoas que ainda vivem sem conhecer o seu Salvador, Cristo Jesus. Então, para nós, parte da Igreja de Cristo que está em condição de liberdade para a pregação do Evangelho, recai a responsabilidade de cooperarmos com o que o Espírito Santo nos conduz a fazer até que os confins da terra encham-se com a Palavra de Deus. Em Atos 1:8, Jesus nos dá uma ordem clara:
Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.
A Igreja desde a Idade Média passou por grande perseguição à medida que anunciava a glória de Deus através do testemunho de Jesus Cristo, o Seu Filho, e também realizava obras maravilhosas em Seu nome. Contudo, ela também experimentava um crescimento exponencial por onde os discípulos de Cristo passavam. A verdade estava libertando pessoas do cativeiro espiritual e natural.
Dito isso, é importante termos em mente a seguinte estrutura: sempre existirá a parte do Corpo que ficará em “Jerusalém”, seja para manter-se em oração, seja para financiar a expansão da Igreja; e sempre haverá os que serão enviados por ela para alcançar o alvo dos confins da terra. É um trabalho para a maior e mais poderosa equipe do mundo, ou melhor, é um trabalho para um único Corpo. Alcançar os confins da terra não é para um seleto grupo de cristãos, mas, sim, para toda a Igreja e hoje ainda temos um campo com mais de 3 bilhões de pessoas para ouvirem sobre Jesus.
Já estamos vivendo os últimos dias e ainda há povos e nações que não conheceram a obra redentora de Cristo. Nós ainda estamos com a ordem para a missão que Cristo nos deu de sermos as suas testemunhas em todo o mundo. Aproveito para destacar que Jesus não depende de a Igreja cumprir a tarefa de falar até a última pessoa do mundo. O tempo do fim é de Deus e isso nos dá uma maior responsabilidade e urgência para não nos encontrarmos com Jesus de mãos vazias.
Precisamos honrar a confiança e a ordem dada para levarmos as Boas Novas a toda criatura, para fazermos a Igreja ser presente em toda porção de terra deste planeta. Nossa missão tem como alvo os confins da terra. Seja orando, investindo nas ações criativas do Espírito e enviando missionários ou, indo como tal. Que não seja indiferente a nós o clamor para que todas as nações da terra ouçam que Jesus veio, morreu por nossos pecados, foi sacrifício vivo e ressuscitou para nos dar uma vida eterna com o Pai. Se Jesus realmente reina sobre nós, então é imperativo obedecer aos comandos do Seu reinado: “Vão por todo o mundo!”.









