por Jadeilton Almeida e Jacqueline Van Dunem

“O Cuidado Integral do Missionário ameniza ansiedades, medos, sentimentos de incapacidade, insegurança, desmotivação, bem como choque cultural, apoio na diminuição ou resolução de conflitos de relacionamento com a cultura, filhos, esposa (o) e também contribui para um nível satisfatório de qualidade de vida e outros aspectos da vida espiritual, física e emocional”, (Cassia Miertschink.)

Nos dias de hoje temos experimentado um avivamento em nosso país concernente a propagação do evangelho. Falamos abertamente sobre nossa escolha, sobre Cristo, evangelizamos amigos e somos um dos países que mais envia missionários. Por termos o título de “celeiro do mundo” precisamos aprender que há um modo adequado de enviar e cuidar do missionário. Sim, a palavra que uso neste texto é CUIDADO, pois o missionário necessita de cuidados especiais, afinal ele é exposto a múltiplas tarefas de alto estresse como mudanças, adaptações culturais e circunstâncias adversas (como violência, pobreza social, guerras, etc).

No Livro Cuidado Integral do Missionário a autora Kelly O´Dennell  define como um investimento contínuo de recursos pelas agências missionárias, igrejas e outras organizações missionárias para a criação e desenvolvimento do pessoal envolvido em missões.  Focaliza-se em cada um que está nas missões (missionários, administração, crianças e famílias) e faz assim durante todo o curso do ciclo vital do missionário, ou seja, do recrutamento até a aposentadoria.

Kelly O´Donnell também define o Cuidado Missionário como a responsabilidade de cada um envolvido em missões –  a igreja que envia, a agência missionária, os cooperadores, os especialistas em cuidado missionário. Para O´Donnell ser membro de uma dessas partes envolvidas em missões significa que existe uma responsabilidade mútua no cuidado. Outra fonte de cuidado missionário são os relacionamentos desenvolvidos na cultura receptora.

Independente da fonte de cuidado missionário, o objetivo principal é o desenvolvimento do caráter, força interior e habilidades dos missionários para permanecerem efetivos no trabalho no campo. Sendo assim, o cuidado missionário não só prover recursos externos para o trabalho, mas também internos para a pessoa do missionário.

Esses cuidados devem ser observados desde o acompanhamento inicial quando seu pastor/igreja notam o chamado, no tempo de preparação (quando ele é treinado nos departamentos da igreja ou fazendo a escola de missões), nos esforços para o envio ao campo, no sustento (espiritual e material), durante a missão (onde muitos sentem-se abandonados ou isolados), no retorno missionário (onde o missionário experimenta um outro tipo de choque) e na aposentadoria. Na verdade é uma obrigação da igreja observar estes pontos porque o missionário enviado continua sendo ovelha de seu pastor e como toda ovelha precisa de cuidados. Pastorear e cuidar de um missionário, na verdade, é um plano estratégico que toda igreja deve desenvolver para garantir os resultados positivos para o qual foi enviado: abertura e estabelecimento de obra e salvação de almas mantendo-se íntegro em seu corpo, alma e espírito.

 

 

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