
A Agência de Missões do Ministério Verbo da Vida (AGMVV) integra uma visão missionária mais ampla que vem sendo desenvolvida ao longo das últimas décadas, conectando igrejas, preparando líderes e oferecendo suporte contínuo aos missionários no campo. Estruturada a partir de marcos históricos, a coordenação acompanha a expansão internacional do Ministério, que hoje atua em 28 nações e projeta um crescimento ainda mais acelerado no envio missionário.
Ao relembrar o início do MVV, a coordenadora da Agência, Larisse Farias, explicou que, nos primeiros anos, a instituição ainda estava concentrada no Brasil, com foco na consolidação das igrejas e da escola bíblica. No entanto, em 1999, a primeira Conferência de Missões marcou uma virada nessa perspectiva. Segundo ela, a presença de Simon Potter nesse evento foi decisiva.
Durante uma das ministrações, ele compartilhou uma visão que se tornaria simbólica para o direcionamento missionário do Ministério. “O Senhor falou com ele sobre uma visão relacionada a Campina Grande (PB), como raios saindo do centro, como os aros de uma roda, alcançando diversas partes do mundo”, contou Larisse.
A partir desse momento, começou a se formar uma compreensão mais clara de que a obra não se limitaria ao Brasil, mas avançaria para outras nações. A coordenadora destacou que, embora não tenha vivenciado diretamente esse período inicial, foi impactada pelos relatos que ouviu ao longo dos anos. Ela mencionou que Jadeilton Almeida, que atuou na Agência, foi uma das principais fontes dessas informações, por ter participado ativamente desde os primeiros movimentos.
PRIMEIROS MISSIONÁRIOS

Larisse ressaltou que após a chegada do pastor Bud Wright ao Brasil, em 1983, como missionário, iniciou-se, anos depois, um movimento inverso. “Em 1999, começamos a ver os brasileiros, que haviam sido alcançados, se movendo para fora do país. Passamos a ver uma igreja brasileira alcançando as nações”, asseverou.
No ano seguinte, em 2000, ocorreu a primeira viagem missionária, com destino à Bolívia. A iniciativa reuniu uma equipe que, posteriormente, assumiria posições estratégicas dentro do Ministério. “Foi uma viagem muito intencional, com o propósito de proporcionar uma primeira vivência no campo missionário transcultural”, contou Larisse.
Entre os participantes estavam nomes como Guto e Suellen Emery, Suênia Ramirez, Adriana Potter, Pr. João Albuquerque e o próprio Jadeilton, sob a liderança de Simon Potter. A equipe foi recebida pelo missionário David Larson, que já atuava no país.
Ao retornarem ao Brasil, os efeitos da experiência foram imediatos e profundos. Ela citou como exemplo o casal Jean e Elza Ramirez, que teve a vida impactada de forma decisiva. “Foi como se Deus estivesse acendendo pequenas chamas, preparando as ‘flechas’ que seriam enviadas às nações”, destacou.
Em 2001, uma nova viagem à Bolívia consolidou esse movimento, e, ainda naquele ano, ocorreu o envio da primeira família missionária. Jean e Elza, com seus filhos, tornaram-se a primeira família enviada oficialmente para o campo missionário. Outros nomes também começaram a surgir nesse processo, como Jusciê Arcanjo, em uma viagem “para espiar a terra”, e o casal Luis e Lúcia Cortez, enviados à Espanha.
COMO NASCEU A AGÊNCIA DE MISSÕES
Com o crescimento desse movimento, surgiu a necessidade de uma estrutura mais organizada, o que levou à criação da Agência de Missões, que nasceu para conectar aqueles que estavam no campo com a base, oferecendo suporte, acompanhamento e relacionamento.
Larisse destacou que, desde o início, houve uma equipe dedicada a esse trabalho, com participação de nomes como Suellen, Suênia e Patrícia Leão, além de outros colaboradores ao longo do tempo. “Muitos que hoje estão no campo também já serviram na Agência, como Katy Ramalho, Leide Andrade e Fernanda Barbosa”, relatou.
Por fim, ela reforçou que a história da coordenação está diretamente conectada à expansão da visão missionária do MVV.
ACONTECIMENTOS IMPORTANTES
Seguindo essa linha histórica, a coordenadora da Agência destacou alguns marcos.
1999: A realização da primeira Conferência de Missões.
2005: Nasceu oficialmente a Agência de Missões, consolidando esse avanço.
2007: Surgiu a Escola de Missões, um projeto que, segundo ela, teve origem no coração de Mama Jan e foi desenvolvido a partir da própria agência, com foco na preparação de missionários. Larisse também relembrou que Rozilon Lourenço assumiu como o primeiro diretor da escola, dando início a uma estrutura mais organizada.
2009: Embora o movimento já estivesse em andamento de forma orgânica, ela explica que houve uma direção específica que fortaleceu ainda mais a visão missionária. “Naquele ano, o pastor Bud recebeu claramente que ‘o Verbo da Vida iria para todas as nações’”, contou Larisse.
EXPANSÃO DA VISÃO MISSIONÁRIA

Segundo ela, essa palavra profética do Ap. Bud trouxe uma responsabilidade coletiva. “Passamos a entender que também éramos responsáveis por dar continuidade a esse legado”, afirmou. A partir desse marco, a visão missionária ganhou ainda mais força e clareza de propósito. “Se o Verbo da Vida iria para todas as nações, então esse seria o nosso foco: alcançar todas elas”, contou Larisse.
Em 2020, durante a pandemia, o apóstolo Guto também recebeu um direcionamento importante, que reforçou o papel da Igreja no suporte missionário. Segundo Larisse, Deus falou sobre pessoas que seriam levantadas não apenas para ir, mas também para sustentar, apoiar e fortalecer o trabalho missionário.
Ela também relembrou que atua na agência desde 2018, período em que trabalhou diretamente ao lado de Suellen Emery, gestora da AGMVV. Uma das experiências mais marcantes dessa parceria aconteceu em 2022, durante uma missão na Polônia, em meio ao contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia. A viagem fez parte do projeto Fazer o bem, voltado para ações humanitárias.
Durante esse período, foi estruturada uma operação de apoio que se estendeu por cerca de seis meses. “Conseguimos organizar uma estrutura para apoiar Danilo Queiroga e Luissa Emery, que lideraram o trabalho com os refugiados ucranianos”, contou.
Por fim, Larisse destacou o impacto dessa experiência, evidenciando o potencial da Igreja quando responde de forma prática às necessidades globais.
NOVA FASE NA COORDENAÇÃO

Ao relembrar sua trajetória de liderança, Larisse Farias destacou a influência de Suellen Emery em sua formação e no desenvolvimento da coordenação. Segundo ela, teve a oportunidade de observá-la em diferentes contextos, o que lhe permitiu conhecer, de forma clara, os valores que norteiam seu trabalho. “Eu a vi como coordenadora, como orientadora, e também em ação no campo missionário. Quando fomos para a Polônia, por exemplo, tudo acontecia ao mesmo tempo: planejamento, execução e cuidado com as pessoas”, contou.
A partir dessa convivência, Larisse afirma que pôde compreender profundamente o coração da liderança. “Quando ela conversou comigo sobre a transição da coordenação, o mesmo coração que eu tinha para auxiliá-la permaneceu quando assumi a função”, afirmou. Ela ressaltou que sua atuação segue alinhada à visão ministerial: conduzir a coordenação e a equipe na direção daquilo que Deus colocou no coração dela e que também representa a direção da liderança e da Diretoria do Ministério.
Larisse explica que a transição de liderança ocorreu no final de 2022, quando assumiu oficialmente a coordenação em janeiro de 2023. “Passei a dar continuidade àquilo que já estava no coração dela e que vinha sendo desenvolvido ao longo dos anos”. Ao assumir a função, ela explicou que houve a manutenção dos valores já estabelecidos, acompanhada da implementação de ajustes estratégicos para sustentar o crescimento do Ministério. “Começamos a agregar novas atividades com o objetivo de expandir aquilo que já estava sendo feito, porque o MVV está em constante crescimento”, destacou.
MUDANÇAS PARA EXPANSÃO

Uma das primeiras mudanças foi a reorganização da equipe por áreas específicas, promovendo maior eficiência operacional. “Antes, todos atuavam em várias frentes ao mesmo tempo. Hoje temos uma equipe focada no relacionamento com as igrejas e as secretarias de missões, e outra voltada especificamente para o acompanhamento dos missionários”, explicou.
Dentro desse novo formato, Larisse destacou a inserção de profissionais da área de psicologia como um avanço significativo no cuidado com os missionários. “A intenção não é realizar terapia clínica, mas agregar o conhecimento sobre o cuidado com a pessoa — alma, emoções e sentimentos — dentro da perspectiva da Palavra”, contou.
Outra iniciativa relevante foi a criação de viagens missionárias promovidas pela própria Agência, com foco em capacitação e mobilização. “O objetivo dessas viagens é treinar líderes das secretarias de missões e também despertar os graduados da Escola de Missões que ainda estão no Brasil”, destacou. Segundo Larisse, a primeira experiência prática no campo, realizada no final de 2024, impactou os participantes e as igrejas envolvidas. A primeira como a segunda edições tiveram como destino a Bolívia, enquanto a terceira, realizada este ano, foi para Angola. “Eles voltaram diferentes, cheios de ideias e inspiração”, compartilhou.
Um dos testemunhos mais marcantes da segunda viagem envolveu uma pessoa que decidiu participar mesmo sem recursos financeiros. “Ela não tinha emprego nem condições naturais, mas se moveu pela fé. Em apenas dois meses, conseguiu pagar toda a viagem. O testemunho foi tão impactante que houve a reativação da Secretaria de Missões da igreja local, que estava desativada”, afirmou Larisse.
Por fim, ela evidenciou o alcance atual do trabalho desenvolvido pela coordenação: “Atualmente, temos 82 missionários vinculados à agência e mais de 200 Secretarias de Missões implantadas em nossas instituições”. Esses números, segundo ela, refletem o impacto direto de uma atuação estratégica, contínua e alinhada à visão missionária do MVV.
ROTINAS E DEMANDAS

Ao explicar a rotina e as demandas da coordenação, Larisse Farias afirmou que o trabalho é estruturado a partir de setores que funcionam como diretrizes, embora envolvam atividades diversas e dinâmicas no dia a dia. Dentro desse contexto, ela destacou os treinamentos de implantação das secretarias de missões, especialmente para igrejas que ainda não possuem essa estrutura.
A coordenadora explicou que, idealmente, a secretaria pode ser estabelecida desde o início de uma nova obra, embora, na prática, muitas vezes isso ocorra posteriormente, conforme a igreja se estrutura e identifica lideranças.
Além da implantação, a Agência também promove treinamentos contínuos e momentos de interação, voltados para necessidades identificadas no relacionamento com as igrejas. “Abordamos temas como cuidado missionário, levantamento de ofertas e outras áreas importantes para o funcionamento da secretaria”, relatou.
Outro aspecto relevante é o papel da Agência como referência para ações missionárias nas igrejas locais. Nesse sentido, Larisse destacou o Dia Verbo da Vida de Missões como um dos principais momentos do calendário. “É um culto missionário que deve ocorrer em todas as igrejas, que tenham ou não uma secretaria de missões”, enfatizou.
Segundo ela, o objetivo vai além da informação, buscando transmitir a visão missionária do MVV e resgatar sua história. “Muitas pessoas conhecem o nome do pastor Bud, mas ainda não conhecem sua história. Esse momento ajuda a compreender a origem do Ministério”, asseverou.
Larisse ressaltou que a ocasião também desperta a consciência missionária nas igrejas. “Queremos que as pessoas entendam que fazem parte dessa missão e que fomos chamados para alcançar o Brasil e as nações”, afirmou. Além disso, o evento incentiva aqueles que reconhecem o chamado missionário a se prepararem por meio da Escola de Missões.
PROGRAMA DE EXTENSÃO E COMUNICAÇÃO
Outro projeto mencionado é o Programa de Extensão, vinculado ao projeto Acesso Criativo, voltado especialmente para a chamada Janela 10/40. Larisse explicou que essa iniciativa também funciona como uma ferramenta de treinamento, ampliando a compreensão sobre realidades missionárias mais desafiadoras.
Além disso, a comunicação é uma frente estratégica, sendo desenvolvida em parceria com a respectiva coordenação do MVV. “É fundamental comunicar o que está acontecendo no campo missionário, para que os enviados ao campo não estejam sozinhos”, destacou. Ela reforçou que a proposta é integrar igreja e campo missionário, evitando qualquer percepção de distanciamento. “Não vemos o missionário como alguém separado, mas como um braço estendido da igreja em outra cultura”, afirmou a coordenadora.
EQUIPE DA AGÊNCIA DE MISSÕES
Ao apresentar a estrutura da equipe, a líder explicou que a Agência de Missões conta atualmente com quatro integrantes: “Eu atuo como coordenadora, ao lado de três colaboradoras efetivas: Ana Carolina Coutinho, Janiklessya Oliveira e Suênia Ramirez”, afirmou Larisse.




Segundo ela, as atribuições são organizadas por setores, o que facilita a condução das demandas, embora o trabalho envolva outras atividades complementares. O primeiro setor está voltado para o relacionamento com as igrejas, especialmente nas áreas de implantação, treinamento e interação com as secretarias de missões. “Essa parte fica sob responsabilidade de Suênia, que faz o acompanhamento mais direto com as igrejas e com as lideranças”, contou.
Já o segundo setor acompanha os missionários, com foco no cuidado e no relacionamento contínuo com aqueles que estão no campo. “As psicólogas Ana Carolina e Janiklessya conduzem essa área e realizam um acompanhamento mais próximo dos missionários”, relatou.
Larisse resume que, de forma geral, a equipe está organizada a partir desses dois eixos principais. Outras integrantes da equipe também contribuem em áreas complementares. Janiklessya, por exemplo, participa de ações de comunicação, enquanto Ana Carolina está envolvida no Programa de Extensão.
De forma geral, Larisse destacou que o trabalho da equipe se concentra em dois públicos principais: as igrejas e os missionários. Por fim, ela reforça que o propósito central da equipe é promover a conexão entre esses dois contextos. “O nosso trabalho existe para promover unidade e aproximação, conectando igrejas e missionários e fortalecendo esse relacionamento”, completou.
LEGADO MISSIONÁRIO

Ao falar sobre o futuro e o legado da Agência de Missões, Larisse amplia a perspectiva e ressalta que a coordenação não deve ser vista de forma isolada. Segundo ela, trata-se de uma parte de uma visão missionária muito mais abrangente dentro do Ministério.
Ela explicou que essa visão se cumpre em diferentes frentes, a missão está presente nas igrejas locais, na comunicação e também nas Escolas Rhema. “Vejo a missão sendo cumprida em todas as coordenações do Ministério. Quando vejo uma nova igreja ou uma nova escola bíblica sendo plantada — especialmente as escolas internacionais — também vejo ali a visão missionária acontecendo”, destacou.
Nesse contexto, Larisse apontou que o avanço missionário acontece de forma orgânica, inclusive por meio da formação de novos alunos, que futuramente podem se tornar missionários. Ao projetar o futuro, a coordenadora afirmou enxergar o Ministério como uma força missionária de grande alcance, destacando inclusive o reconhecimento externo dessa atuação. “Recentemente participei de um congresso de missões com várias denominações e, ao compartilhar o que fazemos, ouvi: ‘Vocês deveriam estar ensinando outras pessoas sobre isso’”, contou.
AVANÇANDO COM A VISÃO
Ela também relembrou a origem dessa visão, fazendo referência à experiência marcante vivida pelo pastor Bud ao chegar a Campina Grande (PB), enxergando ali um ponto de partida para algo global. “Quando penso nisso, imagino essa mesma visão se repetindo em cada cidade e em cada nação do mundo”, declarou.





Mesmo diante de limitações em algumas regiões, a coordenadora acredita em estratégias alternativas para a expansão da Palavra. “Talvez não possamos ter igrejas físicas em todos os lugares, mas podemos alcançar pessoas por meio de evangelismo nas casas, grupos de conexão e outras formas. Hoje estamos em 28 nações, mas consigo visualizar o Ministério presente em pelo menos mais 60 nações, avançando com força”, apontou.
Ela também destacou a importância do envolvimento das igrejas locais nesse processo, reforçando que o envio missionário é uma responsabilidade compartilhada. “Não é um trabalho separado. A igreja local precisa estar envolvida. Eu imagino cada igreja enviando pelo menos um missionário”, afirmou.
Na avaliação da coordenadora, o MVV está entrando em uma nova fase, marcada por aceleração no envio de missionários. “Hoje enviamos quatro ou cinco por ano, mas consigo visualizar 100 missionários sendo enviados anualmente para as nações”, declarou.
Desse modo, Larisse reforçou o impacto transformador da Palavra da Fé e a responsabilidade coletiva nesse avanço. “Cada pessoa que chega às nossas igrejas precisa entender que faz parte dessa missão — seja indo, enviando, contribuindo ou orando”, destacou.
Com essa visão, ela concluiu apontando para um futuro de expansão contínua, sustentado por uma base forte de igrejas engajadas: “Quem sabe, um dia, possamos dizer que as 196 nações foram alcançadas, sabendo que fizemos a nossa parte naquilo que Deus nos chamou para fazer”.
















1 Comentário
Gloria a Deus, pelo forma como a nossa agencia de Misses trabalha com muito esmero para dar suporte aos nossos missionários que estão no campo, nosso ministério e tremendo pois cresce em quantidade e qualidade.