
Integrante da Equipe do PAM – Plano de Avanço Missionário (AGMVV)
No artigo anterior falamos um pouco a respeito dos filhos de missionários e a atenção que devemos dispensar a eles. Agora, gostaria de dar continuidade ao tema dando sugestões de como a igreja pode apoiá-los de forma humana e efetiva.
Entendo que a maior parte da responsabilidade do treinamento de uma criança, adolescente ou jovem que estará indo para o campo missionário, acompanhando aqueles que de fato reconhecem um chamado do Senhor, é do pais. Aos pais cabe a preparação, o tempo e modo adequado de lidar com as situações dentro de casa. Mas, como igreja, nós não devemos negligenciar o treinamento dos filhos de missionários.
Nos últimos anos percebemos uma evolução no treinamento adequado do missionário, mas muitas vezes esse tipo de preparo fica restrito ao casal, deixando de lado uma parte fundamental nesse processo, que são os filhos.
Em nosso ministério contamos com uma ferramenta importante, que é a Escola de Missões e ainda temos o suporte da Agência de Missões. Mas entendo que a igreja local é a responsável pelo o envio e maior parte do treinamento dos missionários. Como ouvimos nos vídeos da Escola de Missões, lá é um lugar para você “completar a sua bagagem”.
Para completarmos uma bagagem ela já deve ter algo dentro ou então seria: “vamos montar sua bagagem”. Portanto, o pré-campo deve necessariamente iniciar na igreja local. É lá que aqueles que são chamados para outras nações devem dar os primeiros frutos e lá que devem ser observados, treinados, testados, aprovados e então enviados. Qualquer falha nesse processo pode desencadear uma série de acontecimentos que podiam ter sido previamente detectados e resolvidos.
Filhos não são coisas que transportamos para qualquer lugar de qualquer forma em “nome do evangelho”. Família é nosso primeiro e mais importante ministério e filhos são bênçãos do Senhor, que devemos tratar e cuidar com todo zelo e amor.
Algumas medidas simples podem ser armas poderosas para integrar os filhos de missionários no processo de treinamento.
- Conhecer todos os integrantes da família em treinamento: apresentar à igreja os filhos dos missionários, citando seus nomes. É muito mais prático apresentar a família “Silva” do que falar nome por nome, mas é importante que a igreja saiba os nomes de todos. Isso faz com que eles sejam conhecidos de forma pessoal;
- Treinar o filho do missionário dentro da sua faixa de idade: cada fase tem suas particularidades, portanto, não existe uma fórmula única e infalível de preparar os filhos de missionários. A idade, a personalidade, a convivência com família e amigos, tudo isso deve ser considerado, mas para todas as situações podemos fazer algo, o Espírito Santo é nosso auxiliar nesse processo;
- Auxiliar os pais: como disse anteriormente, aos pais cabe a maior parte da responsabilidade no processo de treinamento, mas a igreja pode cooperar. Temos pessoas capacitadas pelo Senhor para ajudar. Os tios da Igreja de Crianças, os líderes de jovens e adolescentes ou de algum departamento onde os filhos dos missionários atuam. Todas essas pessoas podem ser de grande auxílio;
- Treinamento específico: os filhos dos missionários devem participar de todo processo de aprender o novo idioma, cultura, de preparado para a mudança de clima, escola, amigos. É um erro treinar apenas os pais, contando que quando chegar no campo seus filhos vão se adaptar.
A integração dos filhos de missionários no processo de treinamento é fundamental. Prepará-los para os desafios de um novo tempo é segurança para nós, como igreja local, de que estamos fazendo tudo que nos cabe.
Que eles sejam alvo das nossas orações, contribuições e afeto.






