Missões em Portugal: conheça a história da Família Machado

Em sua passagem por Campina Grande (PB), o casal compartilhou sua jornada missionária até o continente europeu.

O chamado de Deus pode começar com orientações inesperadas em lugares que jamais foram pisados, foi assim com os missionários Marlon e Janaína Machado. Eles saíram do Rio Grande do Sul e vieram à Campina Grande (PB) para estudar na Escola de Ministros e Missões nos anos de 2015 e 2016. Em seguida, embarcaram em uma jornada missionária que passou pela Inglaterra e os levou até Portugal, servindo com lealdade ao pastor Gleison e Marina Cabral, líderes da Igreja Verbo da Vida em Leiria, sede do Ministério Verbo da Vida no continente europeu. 

Em sua passagem pelo Centro de Operações, eles compartilharam suas jornadas no campo missionário e refletiram sobre a importância de seguir as direções de Deus para cumprir o propósito divino em suas vidas.

O começo

Não deixar raízes no país de origem pode ser algo que fuja à compreensão, mas para Janaína Machado, foi o anúncio da visão de Deus para ela e o pastor Marlon. Depois de chegar a Campina Grande a fim de estudar na Escola de Ministros, o Senhor falou sobre a nação portuguesa e desde então, o propósito começou a ser expandido. 

“A direção de cursar a Escola de Ministros foi do Senhor, trazendo à lembrança aquilo que havia no coração de Marlon, e quando conversei com ele, perguntei se ainda tinha o desejo de cursá-la. Ele afirmou que sim, e aí o Senhor falou comigo em relação a isso. Até então, em Porto Alegre (RS), não existia a EMR e não havia previsão de abrir turmas, então, a gente entendeu que a direção era sair da nossa terra. Só que no nosso pensamento, a gente iria retornar a Porto Alegre, e em Campina Grande o Senhor foi compartilhando outras coisas e instruções com a gente”, relatou.

Ela ainda afirmou que ficaram um ano estudando na Escola de Ministros e, nesse período, Deus compartilhou com eles sobre o pastor Gleison e sua esposa, Marina Cabral. Na época, entendiam que o chamado era para a Inglaterra, por estarem lá, mas a instrução era servir ao casal. Em 2017, embarcaram para o Reino Unido, permanecendo cerca de dois anos e meio. Em 2018, quando estavam na Inglaterra, houve uma alteração na lei sobre o visto missionário, e nesse ínterim, não conseguiram permanecer no país, ficando com duas opções: regressar ao Brasil ou ir a Portugal. Após um tempo de oração, eles tiveram a direção de Deus para seguir rumo à nação portuguesa e, quando decidiram ir, o pastor Gleison os instruiu de que havia uma obra começando em Leiria, na qual ele gostaria que estivessem supervisionando. O pastor esperou a decisão do casal, que sentiu paz no coração e decidiu permanecer na nação. 

Lidar com costumes diferentes é um dos primeiros desafios do campo missionário e falando sobre o choque cultural, Janaína mencionou que se sentiu impactada com a cultura nordestina, a qual colaborou para as estratégias de evangelismo no território português. “Nosso maior choque foi sair do Rio Grande do Sul, que era uma cultura, e vir para o Nordeste, que era um outro costume. A gente entendia que era como se fosse um outro idioma, porque quando chegamos aqui, às vezes, não entendíamos o que as pessoas falavam e os costumes não eram os mesmos que os nossos”. Ao que Marlon também complementou: “Quando fomos à Inglaterra, apesar dos desafios, não sentimos tanto impacto, mas se tivéssemos ido a Manchester ou Oxford, talvez tivéssemos sentido o impacto cultural. Portugal foi um choque muito leve, e Campina Grande para nós foi a nossa maior experiência transcultural até hoje”.

O campo

Seguindo o relato, no tocante à evangelização, Marlon explicou que os portugueses possuem características parecidas com os brasileiros e destacou que a “frieza” é um mito implantado, mas estabelecer bons relacionamentos é a chave da oportunidade para pregar a Palavra. “Na verdade, isso não é uma realidade, o povo europeu é como qualquer outro. Em Portugal e Espanha, as pessoas são calorosas por natureza. Já na França, Alemanha e Inglaterra, elas são reservadas. Mas o relacionamento é a chave para missões, principalmente na Europa, porque isso facilita e abre portas. Os missionários precisam entender para não chegar lá com muita “sede ao pote”. É conhecer o lugar, fazer bons amigos e o evangelismo acontecerá naturalmente”, relatou.

Acerca do trabalho missionário, o pastor descreveu que as experiências na Inglaterra e Portugal foram distintas e no território português, começou a ter experiências no ministério pastoral. “Quando chegamos à Inglaterra, levou um tempo para nos adaptarmos em funções menores. Primeiro, servi no Departamento Infantil, depois, ajudei na montagem da igreja, e em seguida, liderei a Mídia até sair do país. Trabalhei como fotógrafo no Rio Grande do Sul e essa habilidade me ajudou muito lá. Em Portugal, foi a nossa primeira experiência de pastoreio na igreja. Em Leiria, fazíamos de tudo um pouco porque a obra estava começando, ficamos liderando a igreja por um ano, e quando o pastor Gleison assumiu, ficamos como pastores auxiliares. Foi então que passamos por vários departamentos, lideramos jovens e pudemos levantar um líder que é o Marcelo Roxo, também pastor naquela nação. Hoje, estamos na supervisão dos demais departamentos”, contou. 

Sobre a importância da preparação para alcançar povos, Janaína reconheceu que as Escolas de Ministros e Missões são fundamentais para adquirir habilidades. “A EMR nos ajudou a ver o Ministério de uma outra forma, nos deu uma estrutura, pois quando congregávamos em Porto Alegre, tínhamos uma bagagem muito pequena. Já a Escola de Missões nos deu muitas ferramentas em relação a ida ao campo. Ela nos deu uma bagagem de teoria, do que funcionava ou não, nos deu esse suporte. Quando fomos à missão, aliamos a teoria com a prática, observando o que era eficaz e aplicando o que havíamos aprendido. Por isso, falamos que ela é essencial para quem será enviado”, ressaltou.

Além da preparação, a missionária acrescentou que atualmente os enviados ao continente europeu, precisam ter a característica da resiliência. “Ser resiliente é necessário, o missionário precisa compreender que ele está entrando em outra cultura. As pessoas, muitas vezes, não têm noção do quanto precisam de Jesus e do quanto o que carregamos é poderoso. Muitas vezes, vai acontecer de não aceitarem o Evangelho de primeira, e o missionário precisa entender, e ter esse coração para amar a nação onde está. Entender a cultura do outro e não impor a própria para quem está sendo alcançado. Ele precisa chegar ao país com a mente aberta, isso não quer dizer que ele vá se moldar à cultura de outra nação, mas compreendê-la para alcançá-la”.

A importância do apoio

No que diz respeito à contribuição em missões, Marlon apontou a necessidade de adotar missionários e acompanhá-los em suas jornadas. “Seria excelente se as igrejas os adotassem e os acompanhassem na divulgação do que está acontecendo onde estão, ou até mesmo mandassem mensagens de incentivo e orassem por eles. Pois, muitas coisas que estamos vivendo no campo, como família, conseguindo criar raízes e nos estabilizar em Portugal, resultaram das orações das igrejas. Ofertar é importante, pois pode ajudar a mudar fases ministeriais. Ou seja, se interessar por eles e pelo avanço da obra faz uma diferença gigantesca em suas carreiras ministeriais”, destacou.

Como incentivo aos futuros enviados às nações, ele aconselhou: “Mantenha isso no seu coração: você faz parte de um ministério internacional. Nas suas orações, sempre fale sobre alcançar o mundo com a Palavra da Fé e o amor. É isso o que eu desejo que eles entendam”, finalizou.

1 Comentário

  • Gloria a Deus os nossos missionarios sao bençãos louvamos ao senhor pela vida desse casal que enfrentaram os.desafios a cultura, glória a Deus.a visao de alcancar os povos , linguas reinos.e nacoes esta no DNA do ministério verbo da Vida.

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