Maércio Mendes (Campina Grande-PB)

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Me chamo Maércio Mendes. Tenho 30 anos

Sou um homem muito grato aos meus pais. Eles desde cedo, mesmo diante das limitações que tinham, sempre investiram em mim na área musical especialmente. Lembro que eles fizeram um empréstimo para comprar um violão pra mim e dividiram em 60 parcelas (risos) Foi meu primeiro violão, eles sempre investiram na minha vida. E aprendi muito com isso. Vale a pena investir nos filhos desde cedo. Tive uma infância de amor, cuidado dos meus pais.

Sempre tive uma atração pela área musical, e como criança, brincava na rua como todos na época, já quebrei a perna, apertava a campainha do vizinho e saia correndo, fazia aquelas coisas normais que toda criança fazia (risos).

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Minha mãe é um exemplo de mulher. Gosto muito de conversar com ela. É também uma grande amiga. Todos os dias nos falamos, seja qualquer assunto, besteiras ou coisas sérias. Um tópico já gera 30 minutos de conversa. É comum ficar 1 hora no telefone e também pessoalmente. Vejo o quanto ela se esforçou por nós. Apesar de não ser evangélica ela sempre nos instruiu no caminho, no conhecimento que ela tem. Os exemplos de vida e lições de vida ao longo dos seus 70 anos, eu amo sentar e ouvi-la.

Meu pai é meu herói. Mesmo eu tendo uma afinidade maior com a minha mãe (não sei se isso é uma regra, mas geralmente o filho é mais próximo da mãe e a filha é mais próxima do pai, mas lá em casa é assim). Meu pai trabalha bastante, me lembro mais na infância da ausência do que da presença dele, exatamente porque sempre trabalhou muito. Ele era motorista de ônibus e viajava bastante. Mas, ele fazia questão quando estava em casa dedicar o máximo de tempo com a família, os filhos.

Meu pai é bem próximo de nós, eu sou o que ele mais desabafa, apesar de ser o caçula, talvez pela maturidade na Palavra, eu dou mais conselhos a ele hoje do que ele a mim. Conversamos bastante e faço questão de envolvê-lo nas minhas atividades. Se tenho, por exemplo, um problema no meu carro busco nele ajuda para resolver.

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Sou o caçula de quatro irmãos. Tem um irmão que ainda mora com meus pais. Os meus outros dois irmãos, Marcelo e Marcia, sempre fui o queridinho deles. Sempre protegido e mimado por eles. Desde criança que chamo meu irmão de “cara”, porque eu o relacionava como “o cara”, meu irmão mais velho, ele sempre cuidava de mim, cresci com um pouco de ausência da minha irmã, porque ela mudou para outra cidade e o nosso vínculo, pelo contato foi menor.

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Eu já tinha a percepção musical, meus pais se atentaram a isso, me perguntaram qual instrumento eu mais me identificava e investiram em mim. A música é uma ferramenta que me ajudou a desenvolver áreas da minha vida que eu nem sabia que iria desenvolver. A música me ajudou a me relacionar melhor com as pessoas. Com um ano aprendendo a tocar, comecei a dar aulas de violão e isso me ajudou no meu desenvolvimento cristão. Até na função que exerço hoje no ministério, de saber ouvir, de estar com as pessoas.

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Quando percebemos a aptidão para a música a primeira coisa que eu fiz e, seria o meu conselho, é se envolver com pessoas que façam com que você desenvolva o seu lado musical. Seja cantar ou tocar algum instrumento. Ter uma referência, alguém a seguir, quando você tem um objetivo fica mais fácil de correr atrás, mas quando fica no vazio, sem foco, você não avança. Cola com alguém que ama a música, busca pessoas que possam te ajudar no crescimento. Aprender sozinho em casa você terá suas limitações, recomendo que busque um professor, porque ele vai estar te cobrando, mas vai te passar exercícios, ou seja, vai te dar desafios que você sozinho por mais esforçado que seja, acaba estagnando e não se motivando. Me lembro quando comecei que tive três meses de aulas com um professor que foi representar o Brasil na Europa e ficou em terceiro lugar no que ele participou lá. Foram só três meses de aulas com ele, mas eu suguei o máximo que pude. O segredo é você se dedicar.

Passei um ano me dedicando ao instrumento. Tinham dias que estudava de 8 a 9 horas. Foi uma época na qual desenvolvi muito. Hoje, eu não tenho esse tempo disponível pelas responsabilidades adquiridas. Depois que casamos temos outras prioridades. Esposa e filhos…

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Quando conheci a Ana, minha esposa, comecei a enxergar um pouco melhor a vida. Ainda quando namorávamos, ela sempre me ajudou a ter uma percepção melhor das coisas espirituais e naturais. Sempre buscamos ter foco e metas em nossa vida. Decidimos que só casaríamos quando fizéssemos o Rhema. E a escola em si foi um divisor de águas nas nossas vidas e, mesmo tendo sido a 10 anos atrás (2007), todas aquelas palavras que ouvimos formaram a base para a nossa vida hoje.

Hoje casado, há 8 anos, me vejo mais centrado, esforçado, que corre com mais força pelos seus objetivos.

Ana Diniz… A Ana, é a inspiração para eu correr atrás dos meus objetivos tanto pessoais, naturais e principalmente ministeriais.

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O que mais me encanta nela é a capacidade de superação. Independente dos desafios, circunstâncias que passamos, ela consegue se superar e, isso é uma inspiração para mim.

Determinação; quando ela coloca um foco independente das coisas que se levantam ela consegue passar por cima, e isso me impressiona.

Foco; ela é muito focada no que quer.

Ousadia; ela é muito ousada, às vezes, estamos orando e ela fala e faz coisas que me assustam, fico só esperando para onde vai… e me surpreendo.

A intensidade; ela é muito intensa no que faz, principalmente no ministério, ela não para.

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Tenho 2 filhos e tenho procurado ensiná-los no caminho certo desde criança mesmo, para que quando eles cresçam não se desviem, eu sou brincalhão, às vezes, chego pensativo, mas quando abro a portão, os meus filhos correm dizendo “papai chegou” e, quando entro um abraça numa perna o outro na outra perna e logo me chamam para ficar agarrados comigo na cama, porque o xodó deles é ficar agarrados comigo. E mesmo cansado, às vezes, pensativo, eu dedico um tempo para eles e aquilo me renova.

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Tenho muito cuidado no tratamento com os meus filhos e quero que eles tenham em mim um referencial de pai, amigo, homem de Deus. Meu filho diz: “papai quando eu vou crescer para ficar do teu tamanho? Por que eu quero ser igual a tu”. Isso me desarma. A minha filha diz: “pai você vai ser meu amigo para sempre. Quando o senhor tiver a idade do meu vovô eu vou cuidar do senhor”. Eles gostam de conversar comigo, de contar as coisas da escola, essas coisas comuns que fazem a diferença mesmo; meus filhos com 5, 6 anos, temos uma relação muito boa, mas no começo tive dificuldades quando eles nasceram, pois eu trabalhava muitas horas fora e quase não os via, fim de semana que eu pegava minha filha nos braços ela chorava e me estranhava, mas hoje estou ganhando esse tempo que perdi antes com eles. Eu não tinha tempo para estar com eles, mas hoje mudei e gerei uma proximidade e intimidade.

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Casamento e música. O nosso casamento é uma música… uma canção que tem me inspirado e inspirado a vida de outras pessoas, tem sido a melodia de outras vidas, a música está intimamente ligada a minha relação com a Ana. Não apenas uma relação musical, mas familiar, está presente em todos os momentos.

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Sou uma pessoa normal, que tem falhas como todo mundo tem. Mas, tenho procurado melhorar as minhas pendências; sou um esposo que procuro ser um suporte, sou aquele que motiva, incentiva, que procura tirar os obstáculos, os pesos e fardos da minha esposa para que ela possa caminhar mais rapidamente. Ela crescendo eu estou crescendo, não penso que ela está despontando, eu preciso lembrar que é Ana Diniz e Maércio, procuro sustentá-la. Com meus filhos sou um pai presente. Procuro dar carinho, atenção aos meus filhos, às vezes, o tempo é curto, mas o faço intensamente.

Sou aquele que escuta, sempre disponível para conversar. Às vezes, alguém vem conversar comigo e passa uma hora falando e as pessoas dizem “é tão bom conversar contigo” (mas eu estava calado!), em certas ocasiões um silêncio fala muito, um ouvido aberto e tempo disponível transforma a vida de alguém. Nas amizades procuro dar atenção e procuro ser certeiro nos comentários e conselhos.

Tenho visto os meus sonhos se realizarem, um deles é o desenvolvimento do chamado de Deus na vida da minha esposa, isso iniciou com o lançamento do CD, vejo a expansão disso com as músicas alcançado vidas.

1 Comentário

  • Pastor!!!
    Que saudades de lhe ouvir, sua vida é uma inspiração para eu prosseguir firme no Senhor.

    Resposta

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